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Princípio do juízo natural - Resumo

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Processo Civil - Resumo
PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL
Esse princípio tem relação com a jurisdição (elem ento estrutu ral do direito
processual). É intimam ente ligad o à com petência d o órgão jurisdicional, uma vez que
impede que qualquer pessoa es colha, a s eu crité rio, o ju lgador resp onsável po r
analisar a s ua pretens ão.
O princípio do juiz nat ural pode s er visto d a persp ectiva objetiva e subjetiva.
De modo ob jetivo, ess e princípio consagra d uas garanti as básicas: o respeit o
absoluto às regras objet ivas de dete rminada comp etência (art . 5º, LIII, CF: “ninguém
será proces sado nem s entenciado senão pela autoridade competent e”) e a pr oibição
de juízo ou tribunal de exceção (art. 5º, XX XVII, CF: “não h averá juízo ou tribunal d e
exceção”).
Salienta-se q ue a proibição da e xistência de tribunal de ex ceção não a brange
as justiças especializ adas, pois estas são devidam ente organ izadas e co nstituíd as
pela CF e leis de o rganização judiciária.
Do ponto de vist a subjetivo , esse princí pio encerra a g arantia da
imparcialid ade dos ag entes estat ais. O órgã o jurisdicio nal é compos to por suj eitos
parciais (pa rtes e ad vogados) e imparciais (juiz, Ministério Público, p erito, c onciliador,
mediador e escrivão).
Segundo José J oaquim Gomes Ca notilho, o co nteúdo desse princípio pod e ser
extraído também do p rincípio da tipicidade e do princípio da indisponibilidade da
competência. O primei ro dispõe que as co mpetências d os órgão s jurisdicio nais
devem ser previament e estabeleci das em te xto legal. Enquanto o princípio da
indisponibil idade da co mpetência, segundo o aut or, dispõe qu e não seria possível

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transferir com petência de órg ão diferent e do previst o na lei; port anto, soment e nos
casos em que o legislador fizesse essa alteração ess a trans ferência se ria permitid a.
Importante s alientar qu e, embora o STJ tenha se mani festado q ue os
princípios da tipicidade da indisponibilidade d a competência foram a colhidos pela
CF, o STF admite a exi stência de competênci as implícitas com base na teoria dos
poderes implícitos, a qual dispõe que, uma vez atribuída certa missão a um órgão,
implicitame nte, seria m também at ribuídos os poderes para concr etizar essa
finalidade. ( REsp 28.84 8/SP).
Segundo ent endimento do S TF (HC nº 96. 821/SP, j. 08. 04.2010) o julgament o
realizado por ju ízes convoc ados para c ompor órgão cole giado não vi ola o princíp io
do juízo nat ural em seu ponto de vis ta objeti vo.