Jurisdição contenciosa e jurisdição voluntária - Resumo
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Jurisdição contenciosa e jurisdição voluntária - Resumo

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Processo Civil - Resumo
JURISDIÇÃO CONTENCIOSA E
JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA
A jurisdição contencios a, é a função e xercida pel o Estado com ob jetivo de
compor litíg ios. Enquant o a jurisdição v oluntária s eria a integ ração e a fiscal ização de
negócios jur ídicos de part iculares pelo Es tado.
Como exemp los de casos de jurisdiç ão voluntária, p odemos cit ar as hipótes es
previstas no Artigo 725 do Código de Pr ocesso Civil d e 2015:
Art. 725. Processar-se-á na forma es tabelecida nesta Seção o pedido de:
I - emancipação;
II - sub-rogação;
III - alienação, arrend amento ou oneração de bens de cria nças ou
adolescentes , de órfãos e de interdit os;
IV - alienação, l ocação e admi nistração d a coisa comum;
V - alienação de qu inhão em c oisa comum ;
VI - extinção de u sufruto, qu ando não decorr er da morte d o usufrutuári o, do
termo da su a duração ou d a consolidação, e de fideic omisso, quand o
decorrer de renúncia ou quando ocorre r antes do ev ento que caract erizar a
condição re solutória;
VII - expedição de al vará judicial ;
VIII - homologação de a utocomposiç ão extrajudicial , de qualq uer natureza ou
valor.
Essa distin ção já exi stia no CPC 1973, ond e era poss ível encont rar regras
aplicáveis a os procediment os de jurisdiç ão voluntária no decorrer d o texto do c ódigo.
Nesse senti do, o CPC 2015 inovou ao t razer um capítulo e specífico para a jurisdi ção
voluntária ( título II I, capítulo XV procedimentos especiai s).
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Há ainda na doutrina u ma controvérsia s obre a real di stinção entre jurisdição
contenciosa e jurisdição voluntária. As duas prin cipais corre ntes, jurisdi cionalista e a
clássica ou administrat ivista, diverg em quanto às suas definiç ões e natur eza,
prevalecendo a corrente juri sdicional ista.
A corrente chamada de clássica ou administ rativista, entende q ue a jurisdição
voluntária constitui at ividade em inentemente adm inistrativa, não const ituindo
jurisdição ( poder do Es tado de “diz er o direito” no conflit o). Como pa ra essa corre nte
não há lid e (Carnelutt i - conflito de interes ses qualificado p or uma pre tensão
resistida), portanto, não h á que se falar em juri sdição ou part es. O Est ado se limit a a
fiscalizar ou integrar a mani festação de vont ade dos par ticulares, ad ministrando o
interesse d e privados e agind o como admin istrador públ ico. Ainda nesse sentido,
afirmam que a atuação jud icial não é dot ada de subs titutividade, t endo em vista qu e
o Poder Jud iciário não s ubstitui a v ontade das partes, mas dá eficácia a determinad o
negócio jurí dico. Por ú ltimo, se nã o há lide, ne m jurisdição, as decis ões emanadas não
formam cois a julgada.
Por outro l ado, a co rrente jurisd icionalista d efende a natureza de atividade
jurisdiciona l da jurisdiç ão voluntária. P ara essa corrent e, não é corre ta a afirmaçã o
de que, na j urisdição volu ntária, não há l ide. Em um primeiro mome nto, por mais que
a lide não exista, isso não impede qu e ela se dese nvolva no cu rso da demanda.
Portanto, a l ide não é pr essuposta, m as nada impede que as partes d iscordem. A inda,
afirmam qu e há partes no procedi mento, tendo em vista que há suj eitos parciais n a
relação.
Em síntese, a jurisdição contenciosa é o poder-dever atribuído a os juízes para
que possam compor os conflitos. A jurisdição voluntária, por sua vez, é a participaç ão
do Judiciári o em negócios e atos privados .