Requisitos processuais objetivos positivos (ou intrínsecos) - Resumo
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Requisitos processuais objetivos positivos (ou intrínsecos) - Resumo


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Processo Civil - Resumo
PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS
SUBJETIVOS
Aqui os pressupostos que dizem respeito às pessoas e agentes que devem estar
presentes p ara que a exis tência e reg ular funcionam ento do proc esso, em es pecial as
partes e o juízo.
Nesse senti do, vamos d ar um exem plo: Uma pa rte postul a uma preten são em
face da outr a. Embora es sa pretensão e nvolva o dire ito das part es, ela é dirig ida ao
juízo.
a) Capacida de de ser parte : é fundam ental para que o processo exista. Pod e ser
conceituada c omo a ap tidão de ad quirir direi tos e contra ir obrigaçõe s conferid a por
lei. A capaci dade é abso luta, logo, o u se é capaz de ser pa rte ou não.
Inicialment e, eram reconh ecidos com o parte as pessoas natu rais e, no que d iz
respeito às questões patrimoniai s, as pes soas jurí dicas. Com o temp o houve a
ampliação d esse concei to, hoje o D ireito Brasileiro admite que a pess oa jurídica tem
capacidade p ara figurar no polo ativ o de ações p essoais, com o danos morais , e como
ré em ação penal de cri me ambient al. Além dis so, hoje tam bém são admit idos, nas
matérias em que possuam direitos substanciais, os entes despers onalizados. C omo
exemplo, pod emos citar o espólio, o condomí nio, a mass a falida e a heranç a jacente,
os quais po dem figurar como parte no processo .
Em relação às Câmar as Municip ais, Tribun ais e out ros órgãos públicos
despersonalizados, a jurisprudê ncia limita às postulaçõe s em juízo realiz adas no
intuito de defender d ireitos inst itucionais próprios , vinculad as ao seu fu ncionament o
e outros dir eitos subs tanciais do p róprio órg ão e seus membros. Aind a, a Lei
11.804/08 c onferiu ao n ascituro a c apacidade de ser parte , conferindo -lhe direito a os
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chamados alim entos gravídi cos. Após o nasciment o com vida, os aliment os gravídicos
serão conve rtidos em pe nsão alim entícia. O nas cituro, embora nã o tenha ai nda
personalidade civil, a qual somente se i nicia a partir do n ascimento c om vida, t em
seus interes ses resguar dados e po de agir atr avés de repr esentant e legal.
E embora p ossamos di zer que os processos já existe m antes da participaçã o
do Réu, eles somente podem exis tir quando o Réu também possuir capacidade
postulatóri a ou puder s er represent ado. Sem a pos sibilidade d e presença d o Réu, o
processo se rá extinto.
Há casos em que se exige apen as a presença do postulan te diante de
um órgão jurisdicional, mesmo sem a indicação do Réu, como, por exemplo, na Ação
Direita de In constitucio nalidade, n a Ação Direi ta de Const itucionalid ade e na A rguição
de Descump rimento de Preceito F undamenta l. Nessas aç ões haver á Autor, m as não
um Réu. Alé m disso, em Ações de Ju risdição Vol untária, c omo a Ação Declaratór ia de
União Estável , é possível e xistirem au tores em litis consórcio, b uscando um res ultado
processual comum, mas, nenhum Réu.
b) Órgão inves tido de juris dição: a petiç ão proposta p ela parte cap az é dirigida a um
órgão juris dicional i nvestido de jurisdição, ao qual a CF ou a legislaç ão outor gam
competência para tal. Tal pressuposto é im prescindível para qu e o processo exist a.
Importante lembrar que, embora o art . 16, CPC/15 refira que a jurisdição é
exercida por juízes , o termo cor reto dessa afirm ação seria juízo, composto pelo juiz,
escrivão e d emais auxil iares da jus tiça.
A existênci a do proce sso depe nde de um juiz inve stido de ju risdição. Enquanto
a competência d o órgão juri sdicional é u m requi sito de validad e do process o e não
pressuposto de exist ência. Esses conceit os são relaci onados entre si, visto qu e um
órgão apen as terá com petência se for dotado de jurisdiç ão, porém, há órgãos que
embora sejam dotados de jurisd ição não p ossuem co mpetência funcional o u
territorial p ara julgar determinad as causas.
A jurisdição e competê ncia, portant o, são dis tintos um d o outro. Os órgãos
integrantes do Judiciári o possuem o poder de criar norma s jurídicas c oncretas pa ra
cada caso l evado à su a apreciação e, logo, s ão investi dos de jurisd ição.
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É necessário d estacar que a c ompetência do ju ízo é um requisito de validade
do processo. O processo e a d ecisão exist em, mas, não serão vál idos devid os à
competência. Como exemplo, podemos menc ionar um proces so iniciado e m uma
comarca di versa daqu ela em que o juízo teria comp etência t erritorial. O juízo s em
competência t erritorial poderá decl inar o proc esso para a com arca correta, onde o
novo juízo, ent ão reanali sará as medidas tomadas at é então, podend o reforma-las ou
ratifica-las. Assim, o p rocesso nunc a deixou de e xistir, apenas parte dos seus atos é
que poderia m ser consi derados inv álidos.
No caso de have r uma decisão p roferida em um processo que foi inst aurando
em um órgão não in vestido de juris dição, há u m vicio tran srescisório, ou seja, o q ual
pode ser desconstit uído independente de ão rescisória. Ess a desconstitu ição é
possível de s er realizada e m Impug nação ao Cumpr imento de S entença, po r
Embargos à Execução o u até mesmo vi a Ação D eclaratória de Nulidade Absolut a.