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Órgãos jurisdicionais incumbidos da tutela jurisdicional no Brasil - Resumo

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Processo Civil - Resumo
ÓRGÃOS JURISDICIONAIS INCUMBIDOS
DA TUTELA JURISDICIONAL NO BRASIL
O Poder Judiciário bra sileiro exerce como reg ra uma dupla fun ção: a primeira
típica de exercíci o de jurisdiçã o (composição de co nflitos intersub jetivos) e a segu nda
atípica de c ontrole con stitucional.
Embora os di ferentes órg ãos tenham com petências e at ribuições diferentes,
inclusive te rritoriais, n ão há divisão d a jurisdiç ão, uma vez que ela não é limitada e
não compor ta divisões.
Assim, o que a compet ência implica é a atribuição de ju risdição a um órgã o, e,
uma vez atrib uída a jurisdiç ão, ela pode s er exercida plenamen te. Ex.: Uma
determinação de um ju iz do Tribu nal de Ju stiça do Estado do Rio de Janeiro d eve ser
cumprida por u m réu qu e mora em São Paulo.
Sobre o Cont role de Constit ucionalidade, é importante destacar q ue o Brasil
adota um sistema híbrido de constitucionalid ade, um mi sto entre o cham ado sistem a
de controle concentrad o (sistema a ustríaco) e o control e difuso ( sistema ame ricano),
sendo possí vel declar ar a inco nstitucion alidade no caso conc reto (contr ole difuso) ou
no de forma abstrata (c ontrole con centrado).
A diferença se dá em relação ao procedimento e seus efeitos. O controle difuso
é feito no caso conc reto por q ualquer juiz ou t ribunal (no âmbito do s tribunais a
inconstitu cionalidade d eve ser decl arada pelo Tribu nal Pleno ou Órgão Espec ial) e
tem eficácia interpartes e não vincul ante, ou seja, afeta apen as a relaçã o jurídica
objeto da li de.
Enquanto o cont role c oncentrado é feito de fo rma abst rata, apen as pelo
Supremo Trib unal Federal em relação a Lei Fede ral ou pelo Tr ibunal de Justiça e m
relação a le i estadual, t em eficácia erg aomnes e vinculant e, ou seja, afet a a todos,

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inclusive aq ueles que n ão são part e da relação processual . Para o exercíc io
dessas funç ões, o Poder J udiciário se divide e m diversos órgãos, que são:
“Art. 92. São órgãos do Poder Judic iário:
I - o Supremo Tribunal F ederal;
I-A o Conselho Nacional de Justiça;
II - o Superio r Tribunal d e Justiça;
II-A - o Tribunal Superior do Trabalho;
III - os Tribu nais Regionais Federais e Juízes Fe derais;
IV - os Tribunais e Juíz es do Tr abalho;
V - os Tribunais e Juízes E leitorais;
VI - os Tribu nais e Juíze s Militares ;
VII - os Tribu nais e Juíze s dos Estado s e do Dist rito Federal e Territó rios.”
Os órgãos d o Poder Jud iciário pode m ser divid idos nas s eguintes cate gorias:
a) Corte Const itucional: Supremo T ribunal Fede ral;
b) Tribunais S uperiores: Superior T ribunal de Justiça, Tribunal Sup erior do
Trabalho, S uperior Tri bunal Milit ar;
c) Justiça Especializada: Tribunais e Juízes do Trabalho, Tribunais e Juízes
Eleitorais, T ribunais e J uízes Militares
d) Justiça Federal: Tribu nais Regionais F ederais e Juízes Fed erais
e) Justiça Es tadual: Tribun ais e Juízes dos Estad os e do Dist rito Feder al
f) Órgão de C ontrole: Co nselho Naci onal de Just iça
Uma outra divi são comum é a classifica ção dos órgã os em relaç ão a três form as:
(i) em rel ação ao nú mero de jul gadores ( órgão sing ulares ou colegiados ); (ii) qu anto à
matéria (jus tiça comum estadu al e federal ou just iça especial); e, (ii i) se estaduais
ou federais.
A seguir, va mos analisa r os órgãos u m a um, tecend o comentári os em relação a
essas classificações e t ambém acerca de suas atribuições.

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Supremo Trib unal Fede ral: Formado po r 11 mini stros, es colhidos por nomeaçã o
presidencia l, após apr ovação do S enado. Se d ivide em duas turmas de 5 ministros
cada e um p lenário.
Embora seja co nsiderad a a Corte Const itucional br asileira, p ossui divers as
atribuições inclusive de competênc ia originári a (como em ações pena is e mand ados
de seguran ça em caso s de foro por prerroga tiva de fu nção) e r ecursais ( recurso
extraordiná rio, habeas corpus e o utros), não podendo se r considera da uma Cort e
Constitucio nal pura.
A principal f unção é a int erpretação da Co nstituição, sendo o únic o órgão do
Poder Judic iário apto a realiza r controle abstrato d e const itucionalid ade de no rma
federal.
Conselho Nac ional de Ju stiça: Foi cri ado pela Eme nda Const itucional 45/ 2004
(Reforma d o Judiciário ), e é o órgão responsável p elo controle interno d o Poder
Judiciário ( administrat ivo, financei ro e disciplinar) , com exceçã o do STF. É pre sidido
pelo Presid ente do STF e os se us membros são nome ados na fo rma do a rt. 103-B da
C.F., para m andatos de dois anos, a dmitida uma re condução.
Superior Tribunal de Justiça: Formado por, pelo menos , 33 ministros escolh idos por
nomeação p residencial , após aprovaçã o do Senad o.
Possui diversas atribuiç ões que incluem competência origi nária (como ações
penas e mand ados de s egurança em c asos de foro p or prerr ogativa de fu nção) e
recursas (re curso espec ial, habeas corpus e ou tros).
A principal função é z elar pela u niformidade de interp retações da legislação
federal.
Justiça do Trabal ho: Compet ente para julgar as demandas elencadas no art . 114 da
C.F., relati vas ao trab alho e suas relações. T ambém pos sui funções atípicas, como a
competência para atuar em dissídios de media ção.
Se divide em t rês órgãos, J uízes do Trabal ho, Tribuna is Regiona is do Trabalh o,
e Tribunal S uperior do Trabalho, o s Juízes exe rcem jurisd ição nas va ras do t rabalho