Princípio da cooperação - Resumo
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Princípio da cooperação - Resumo

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Processo Civil - Resumo
PRINCÍPIO DA COOPERAÇÃO
O princípio da cooperação é produto de uma atividade cooperativa triangular
(partes e juiz), a qual exige uma postura ativa, de boa fé e isonômica entre todos os atores
processuais.
O magistra do, até entã o mero fis cal das reg ras, ass ume um papel ativo com o
agente cola borador do processo, visand o à tutela jur isdicional espe cífica, célere e
adequada.
Porém, não é ap enas o juiz q ue deve colab orar para a t utela efetiv a, célere e
adequada, m as sim todos os que at uam no proc esso (art. 6 º, do CPC).
Diante disso, é necessário que o process o seja um diál ogo entre o juiz e as
partes, afas tando o i ndividualism o do proce sso, para que o p apel de cad a um d os
operadores d o direito s eja o de coop erar com boa-fé pel a eficiente adm inistração da
justiça.
Assim, ao fal ar em princ ípio da c olaboração há a necessid ade de
responsabil ização do s vários ag entes do p rocesso. Ad emais, qu alquer
posicionam ento tomado no pr ocesso, não p ode ocorrer ao livre arbítri o do juiz, razã o
pela qual su a atuação d eve ser rest rita.
O dever de cooperaç ão tem limi tes na natureza d a atuação de cada u ma das
partes. O juiz atua de forma imparcial e equid istante. O advogado t em o deve r de
defesa do s eu constitui nte e deverá em pregar toda s ua técnica para que as
postulações dos seus cli entes sejam ac eitas pelo jul gador. Essa é a l imitação que deve
conduzir o agir com c ooperação.
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Na falta de l imitações para a atividade p rocessual coope rativa, alg uns deveres
recíprocos for am estabe lecidos pela d outrina e de vem ser i mplementados
efetivamente na prática forense pel os magistra dos:
a) Dever de es clarecime nto: é dever do juiz e sclarecer as dúvid as das part es sobre
pedidos, alegações ou p osições em juízo.
b) Dever de cons ulta: é uma obri gação do juiz ouvir previa mente as partes sobre
questões de direito e de fat o que po ssam influ enciar no julgament o da causa
(possui ligação com o princípio do contraditório).
c) Dever de p revenção: é dever do magis trado, não faculdad e, conceder prazo
para que a parte venha a sanar víci o formal ou complemen tar document ação
exigível, antes de i nadmitir manifest ação ou inadm itir qualqu er recurso.
d) Dever de au xilio: é um a obrigação d o juiz de au xiliar a part e a super ar alguma
dificuldade que seja um empecilho ao exercício de se u ônus ou deveres
processuais .
e) Dever de c orreção e urbanidade : o juiz te m o dever de adotar co nduta
adequada, respeitosa e ética em sua at ividade.
Por fim, é im portante sal ientar que o deve r de consul ta recebeu dis posição no a rt. 10
do CPC, que estabelec e que o juiz, ainda qu e se trate de matéria sobre a qual d eva
decidir de ofício, possui a obrig ão de ouvir p reviamente as partes s obre as que stões
de fato e de direito que influenci arão o julg amento da c ausa.