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Princípio da publicidade - Resumo

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Processo Civil - Resumo
PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE
Possui previs ão legal nos artigos 8º e 11 do CPC, e no art igo 93, IX e X , da CF. É
um dos principais princípios pelos q uais se rege o Direito Administ rativo Brasileiro e,
impõe, aos proc essos judici ais e administ rativos, a divul gação obrigat ória de todos o s
atos processuais, inclusive os de cunh o decisório.
Possui gran de importâ ncia para o Estado Democrático de Direito, já qu e
impede a implementação de tri bunais secretos e possib ilita aos cidadãos a
supervisão das atividades de um dos Poderes da República. Além disso, as partes
podem ter controle so bre a prest ação da ati vidade juris dicional, o que é condi ção
necessária para a implementação dos direitos ao contradit ório e ampla d efesa, um a
vez que a reação das part es é condicionada à ci ência dos atos que lhe d izem respeito.
O art. 8º, do CPC d etermina que, ao aplicar a lei, o Juiz deve obser var esse
princípio; e nquanto o art . 11 exige q ue todos os at os do Poder J udiciário s ejam
públicos, sob pena de nulidade.
A CF em se u art. 5º, LX traz uma exc eção qu anto a pu blicidade d os atos
processuais , que pode m ser restr ingidos co m relação a terceiros e stranhos ao
processo, qu ando a defe sa da intimidade ou o interesse so cial assim exigirem.
O art. 189, do CPC t raz os casos em q ue os proc essos corre rão em seg redo de
justiça:
“I - em que o exi ja o int eresse públi co ou social ;
II - que vers em sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação,
união estáv el, filiação, alimentos e guarda de crianças e adolescentes ;

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III - em que c onstem dados protegidos p elo direi to constitu cional à int imidade;
IV - que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta
arbitral, de sde que a con fidenciali dade estipu lada na arbitr agem seja
comprovada per ante o juízo.”
Nesses caso s apenas as partes e se us procurad ores ou de fensor púb lico e, se
for o caso, o Minist ério Públi co, poderão assistir aos julga mentos da c ausa, consu ltar
os autos ou requerer ce rtidões de f orma irrest rita.
O terceiro, cas o demonstre int eresse jurídi co, só pode re querer certi dão de
dispositivo da sentença , bem como de inventári o e de parti lha result antes de di vórcio
ou separação.
Nos process os que não correm em s egredo de ju stiça, a regra é a pu blicidade.