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Processo eletrônico ou autos virtuais - Resumo

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Processo Civil - Resumo
PROCESSO ELETRÔNICO OU AUTOS
VIRTUAIS
Lei nº 11419 de 2006:
Os Tribunai s cada vez mais redu zem os seu s acervos fí sicos e mig ram para um a
atuação exc lusiva em au tos virtuais , na sistemát ica do cha mado Proces so Eletrônico.
A sua adoçã o se deu de forma tím ida, com pr ecedentes em experiênci as isolad as em
algumas cortes, e na Lei 10.259/2001, a qual já p revia a possi bilidade de realizaçã o de
alguns atos por meio elet rônico.
A partir da Lei 11.419/ 2006, que i nstituiu os regramentos sobre a info rmatização d o
processo ju dicial, foi p ossível mig rar de um cenário de experiências isoladas para a
adoção do sis tema eletrônico d urante toda a instrução proc essual, perp assando
todos os at os do proces so.
Além disso, com o advento do CPC 15, o processo eletrôni co foi incorp orado ao Código
de Process o Civil (Art s. 193 à 19 9 e dispos ições isoladas), o que demonstra a sua
importânci a.
Em comparação com os aut os físicos , o proces so eletrônico a cabou por d emonstrar
uma série d e vantagens , dentre as q uais destacam os: (i) m aior publicid ade (os aut os
podem ser consultado por qualqu er usuário cadastrado, em qualqu er lugar do mundo
com acesso a int ernet); (ii ) maior faci lidade no acess o aos autos (p ara acessar os aut os
não é nece ssário se d eslocar, apenas ter aces so à internet e cadast ro prévio),
celeridade processual (s ão eliminadas etapas burocrát icas e rotinas administrati vas
ineficientes, reduzindo o chamad o ´tempo morto do processo´); ( iii) redução de

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custos (são eliminados custos com carga deslocament o do processo ent re
serventias judiciais, cópias, arquivo, etc.); e, (iv) maior segurança e trans parência n a
prática dos atos (o sis tema é baseado em infraestrutu ra de chaves pú blicas,
criptografia , com regis tro de logs, ond e todos os atos e qu em os prat icou são
registrados, além de ser possível res taurar os au tos via backu p).
Ainda assim , existem desafios nessa adoção, em especial em rel ação ao
aperfeiçoamento dos sistemas, implement ação de inovações tecnológicas e
uniformizaç ão do process o eletrônico.
Hoje conviv em no Judic iário brasile iro variados sistemas de processo el etrônico, ca da
qual com suas vantagens e d esvantagens, al guns inclus ive incompatí veis entre si. Por
essa razão, uma discus são frequente é a da uniform ização, a níve l nacional do
processo el etrônico.
Para os defenso res dessa unif ormização, h averia um ganho d e escala no
compartilh amento de um mesmo sist ema por todos os Tribunais do país, j á que os
custos de ge stão, aperfei çoamento e i novação e dese nvolvimento se riam repart idos
entre todos os órgãos d o judiciário.
Por outro la do, essa uni formização não respeitari a as dinâ micas locais e a forma de
organizaçã o de cada tribu nal. Além di sso, a ausência d e concorrênci a e a
impossibilid ade de adoção d e soluções alt ernativas pa ra a solução do m esmo
problema prát ico, seriam p rejudiciais à inov ação e no lon go prazo preju dicariam o
desenvolviment o do ecossis tema virtual do processo el etrônico.
Além desses pontos, algu ns sistemas s ão muito critic ados por advog ados e parte s por
privilegiare m os procedim entos da admi nistração pú blica em d etrimento d a
acessibilidade dos usuá rios externos.
Em suma, é inegável qu e a virtualiz ação do p rocesso é a regra nos tribunais, t razendo
inúmeras vantag ens para o siste ma da justiça, partes e a sociedad e. Ainda as sim,
existem dilemas que precisam ser superad os, como a uniformiz ação ou não dos
sistemas, e uma necessidade de maior int egração das necessid ades das partes e
advogados no d esenho da a rquitetura dos sistemas.

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