constitucional avançado
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constitucional avançado


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https://sia.estacio.br/sianet/AspClassico/?exe=../../alu/alu0001c.aspDIR. CONSTITUCIONAL AVANÇADO
RESUMO 1
(Este material destina-se EXCLUSIVAMENTE ao acompanhamento em sala de aula, 
para melhor compreensão é necessária a utilização do texto constitucional e legislação em vigor,
 além da doutrina indicada e da jurisprudência.)
INTRODUÇÃO:
TEORIAS SOBRE A CONSTITUIÇÃO e O ORDENAMENTO JURÍDICO:
RECEPÇÃO
REVOGAÇÃO TÁCITA
DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO
PRINCÍPIOS DE APLICAÇÃO AO CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE:
SUPREMACIA CONSTITUCIONAL:
As normas constitucionais (originárias e derivadas) são hierarquicamente superiores as demais normas que integram o ordenamento e, todos os seus súditos a elas se submetem. Ex. art. 78 (compromisso do Presidente da República).
Atenção : As normas constitucionais derivadas gozam de constitucionalidade relativa, pois deverão observar os limites estabelecidos pelo poder constituinte originário, tais como a \u201ccláusula pétrea\u201d( art. 60, § 4º)
PRESUNÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE:
Em síntese a ideia é de que, em regra, todas as normas que integram o ordenamento jurídico são presumivelmente válidas até que se prove o contrário.
RAZOABILIDADE:
Reside no fato das normas infraconstitucionais expressarem o mecanismo apropriado para alcançar os objetivos da norma constitucional. Aqui temos a busca pelo meio próprio e adequado para o atingimento do resultado.
PROPORCIONALIDADE: 
Reside no fato do resultado que se visa atingir seja proporcional ao previsto na Constituição, ou seja, o que se busca é evitar que o meio usado vá além dos limites permitidos ou suficientes. 
A proporcionalidade para visa, além dos meios adequados e necessários, o menos oneroso para a sociedade.
O S.T.F. tem produzido decisões nas quais aproxima a proporcionalidade da razoabilidade como sinônimos. Com vênia, há discordâncias doutrinárias sobre o tema.
ATENÇÃO: Acima verificamos apenas alguns dos diversos princípios aplicados, pela doutrina e pela jurisprudência ao Controle de constitucionalidade.
INCONSTITUCIONALIDADES: 
- O processo constitucional de elaboração das normas jurídicas requer a observância de limites, restrições e formalidades procedimentais durante a confecção das normas que irão integrar o ordenamento jurídico. Na hipótese de ocorrerem vícios de construção, tais normas poderão estar carregadas de defeitos acerca da sua constitucionalidade, neste caso as normas poderão ser materialmente ou formalmente inconstitucionais.
 - A aferição da constitucionalidade das normas tem como paradigma de sua validade a própria Constituição, que serviu de fundamento no momento da edição da norma jurídica.
Antes de apreciarmos as inconstitucionalidades é importante reconhecemos as normas do ordenamento jurídico:
 1 \u2013 NORMAS CONSTITUCIONAIS ORIGINÁRIAS - Constituição
 2 \u2013 NORMAS CONSTITUCIONAIS DERIVADAS - Emendas Constitucionais (art. 59, inciso I e art. 60 da CF) e Tratados Internacionais sobre direitos humanos aprovados como Emendas Constitucionais (Art. 5º, § 3º da CF)
 3 \u2013 NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS:
 A \u2013 ATOS NORMATIVOS DE 1º GRAU
 Ex.: Leis, decretos legislativos (art.59, incisos II ao VII Const. Rep.) etc.
 B \u2013 ATOS NORMATIVOS DE 2º GRAU(INFRALEGAL):
 Ex.: decretos regulamentares, atos interna corporis, instruções normativas etc.
 
LEI NULA, ANULÁVEL OU INEXISTENTE
-Lei inconstitucional não existe, o que existe é inconstitucionalidade da lei. 
 \u201cA Lei ou é constitucional ou não é lei\u201d(Min.Paulo Brossard, ADIn 2, 06/2/92 - STF)
- H. Kelsen sustenta que toda lei é válida e afasta a ideia da lei nula ipse juris, para Kelsen a lei seria válida até ser declarada inconstitucional (anulabilidade da lei).
O Direito pátrio tem compreendido que a lei declarada inconstitucional produzirá, em regra, efeitos retroativos (ex tunc)
PRINCÍPIO DA NULIDADE:
O princípio da nulidade da lei inconstitucional foi incorporado ao Direito Constitucional Pátrio pela Constituição Republicana de 1891, implementando entre nós o controle judicial de constitucionalidade das leis pela introdução em nosso sistema jurídico do controle difuso de constitucionalidade. 
DEBATE:
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE x CONTROLE DE LEGALIDADE: 
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE: 
 * O paradigma é a constituição.
 * A lei será constitucional ou inconstitucional. 
 * Direito Constitucional.
CONTROLE DE LEGALIDADE: 
 * O paradigma é a lei. 
 * O decreto será legal ou ilegal. 
 * Direito Administrativo.
ESPÉCIES DE INCONSTITUCIONALIDADES:
MATERIAL: A inconstitucionalidade material é o produto decorrente da incompatibilidade da norma jurídica existente com o núcleo material da Constituição.
FORMAL: A inconstitucionalidade material é o produto decorrente da incompatibilidade da norma jurídica existente com o núcleo material da Constituição.
OBJETIVA (Inorgânica): 	Resumidamente está ligada ao procedimento.
SUBJETIVA (Orgânica): Decorre da legitimidade do agente público na elaboração da norma.
POR AÇÃO: Decorre do comportamento ativo do Poder público na atuação legislativa ou normativa, quando ofende a Constituição.
POR OMISSÃO: Decorre da inércia (ação negativa) do poder Público em dar cumprimento aos mandamentos Constitucionais. Podemos ter omissão parcial ou total.
TOTAL: Neste caso a interpretação é autoexplicativa, ou seja, temos a inconstitucionalidade total quando a inconstitucionalidade é integral, alcança toda a norma jurídica.
PARCIAL: Neste caso a interpretação também é autoexplicativa, ou seja, temos a inconstitucionalidade parcial quando a inconstitucionalidade alcança trechos da norma jurídica.
DIRETA: quando a questão envolve os atos primários
INDIRETA (REFLEXA): Quando decorre de atos infralegais. Ex. Decreto regulamentar que exorbita do poder regulamentar.
*Inconstitucionalidades supervenientes:
Atenção: Há divergências sobre as teorias de incosntitucionalidade material e formal supervenientes.
 
Sistema Constitucional Processual brasileiro:
Sistema Processual:
Introdução:
No início as pessoas resolviam seus conflitos usando a força, depois a sociedade começa a utilizar-se da razão e das técnicas de ponderação para as soluções de controvérsia. Hobbes reconheceu a existência da transição da sociedade natural para uma sociedade organizada, onde os indivíduos buscam transferir o deslinde das controvérsias jurídicas para o Estado (os representantes do Poder Público), a ideia de jurisdição.
 
 Sistemas processuais:
Há vários posicionamentos acerca do sistema processual adotado no Brasil. Apesar dos debates doutrinários temos a existência de três sistemas:
Inquisitório:
Acusatório 
Misto
O sistema processual INQUISITÓRIO tem sua origem no Século XIII (idade Média) e consistia, basicamente, no acumulo das atividades de investigar, obter as provas do fato e julgar. As funções eram desenvolvidas pela mesma pessoa ou órgão, o que influenciava na independência e imparcialidade no julgamento.
O sistema processual ACUSATÓRIO, é o primeiro dos sistemas, apareceu na Grécia antiga e reapareceu após o Século XVIII (final) com a Revolução Francesa e tem como principal característica a separação das funções de investigação e julgamento. O Sistema Acusatório é o que mais se aproxima do modelo Constitucional, em face do reconhecimento de diversos princípios processuais constitucionais, tais como|:
Princípio do Livre Acesso à Justiça;
Princípio do Monopólio da Jurisdição;
Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa;
Princípio do Juiz Natural;
Princípio do Devido processo Legal, etc.
O sistema processual MISTO também apareceu na França, logo após a Revolução francesa como uma resposta a precariedade dos sistemas processuais. No Brasil, parte da doutrina entende pela existência de um sistema misto, com atributos do sistema inquisitório e do sistema