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DESENVOLVIMENTO PSÍQUICO do adolescente

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Estádio Genital (A Puberdade e a Adolescência)
O Estádio Genital representa a fase da adolescência em que os impulsos sexuais são reativados e o estádio falico é revivido, mas desenvolve-se de maneira diferente. Esta fase é explicada pela maturação fisiológica e pelos impulsos desencadeados na explosão de produção de hormonas sexuais. O Complexo de Édipo é, mais uma vez, reacendido, mas, enquanto que a criança no estádio fálico não encontra qualquer tipo de relação sexual sociavelmente aceitável e vê-se obrigado a renunciar à sexualidade, o adolescente pode encontrar relações amorosas socialmente aceitáveis fora do seio familiar. O adolescente demonstra menos egocentrismo que a criança no estádio fálico, procurando ir de encontro à felicidade do objeto amado. A fase de desenvolvimento adolescente representa o início da aceitação de sentimentos sexuais na criança que os reprimiu durante o período de latência.
Atingindo este estádio, os jovens estão preparados para desenvolver atividades sexuais ligadas à reprodução, assim como para assumir as responsabilidades que advêm da entrada na idade adulta.
Mecanismos de defesa segundo Anna Freud 
O medo é um estado de alerta, uma resposta emocional face a um perigo real que nos ameaça. A fase anterior do medo é a ansiedade, onde o indivíduo teme antecipadamente o motivo (situação ou objeto) do seu receio. É resultado de um conflito emocional interno, que é despoletado na ocorrência de certas experiências, sentimentos e impulsos perturbadores para o sujeito. Para Freud, a ansiedade funciona como um estado emocional que alerta contra as ameaças ao ego. 
Para combater a ansiedade, o ser humano desenvolve certos mecanismos de defesa que pretendem proteger o ego. Anna Freud, filha de Sigmund Freud introduziu um novo tópico na teoria psicanalítica acerca destes comportamentos. De acordo com Anna, os mecanismos de defesa do ego protegem o ego em relação aos conflitos internos, desejos, necessidades, entre outros. São processos inconscientes que procuram uma solução para conflitos interiores não resolvidos, ao nível da consciência, que permitem ao indivíduo preservar a integridade do ego.  
Na sua obra “Ego e os Mecanismos de Defesa”, Anna Freud destinguiu alguns mecanismos de defesa:
1. Negação:  Consiste em perceber o mundo de acordo com os desejos do indivíduo, negando aspetos da realidade que considera problemáticos e deformando-a; 
2. Racionalização: Substituição do verdadeiro motivo do comportamento ou sentimento, por uma explicação lógica, racional, razoável e segura, evitando as verdadeiras razões para um comportamento;
3. Projeção: Atribuição a outra pessoa de uma característica indesejável ou de motivação de um impulso perigoso (Ex.: Quando o indivíduo não nutre simpatia por uma determinada pessoa e prefere acreditar que é a outra pessoa que não gosta de si);
4. Introjeção: Está relacionada com a identificação, onde o indivíduo integra caraterísticas da personalidade de outras pessoas na sua, de maneira a resolver a sua dificuldade emocional;
5. Sublimação: Deslocamento das ideias que os perturbam de um objetivo que não pode ser satisfeito para um outro socialmente aceitável. Parte da energia investida nos impulsos sexuais é direcionada para a consecução de realizações socialmente aceitáveis (Ex.: realizações artísticas ou científicas); 
6. Formação Reativa: Deformação da consciência, onde a motivação reprimida é substituída pela motivação oposta. A hostilidade é substituída pela bondade excessiva. É um mecanismo de defesa contra a expressão de um impulso indesejável;
7. Identificação: Processo psíquico de transformação onde o indivíduo assimila aspetos e caraterísticas de outro, parcial ou totalmente (Ex.: Imitar um ídolo).
8. Deslocamento: É um mecanismo que aparece sob a forma disfarçada, para substituir impulsos reprimidos. É basicamente um redirecionamento de um impulso para um alvo substituto;
9. Regressão: Mecanismo de defesa que faz o indivíduo regredir às fases anteriores de desenvolvimento, devido aos conflitos que se insurgem;
10. Repressão: Ato de reprimir, encobrir ou recalcar pensamentos, desejos, sentimentos e conflitos problemáticos interiores. Tentativa de “limpar” do consciente impulsos, recordações ameaçadoras, inoportunas e envergonhadoras.