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APOSTILA

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Giuliana Ruiz Uemoto TXX
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APOSTILA 
DE 
IMUNOLOGIA
Giuliana Ruiz Uemoto
TXX – 2018/1
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO SISTEMA IMUNOLÓGICO
Papel do SI: 
Proteção contra infecções
208 vírus
538 bactérias
317 fungos
287 vermes
57 protozoários parasitas
Promove funcionamento normal do corpo (limpeza dos tecidos, reparação de lesões) 
Remoção de células anormais, incluído malignas
Mas o SI também pode causar doenças quando não está fazendo a coisa certa (alergias, autoimunidade, rejeição de transplantes etc.)
Imunidade: é definida como a resistência às doenças, mais especificamente às doenças infecciosas
O SI é organizado num conjunto de células, tecidos e moléculas que medeiam a resistência às infecções 
Resposta Imunológica (RI): é a reação coordenada dessas células e moléculas a substâncias estranhas
Importância do SI
Indivíduos com RI defeituosa são susceptíveis a infecções séricas, que frequentemente põem em risco a vida
Vacinação é o método mais eficaz para proteger os indivíduos contra infecções (caso da varíola)
A emergência da AIDS a partir de 1980 enfatizou, de maneira trágica, a importância do SI
A RI é a principal barreira para sucesso de transplantes 
Há muitos anos tem-se tentado tratar neoplasias malignas estimulando o SI contra as neoplasias 
RI anormais são responsáveis por diversas doenças com alto grau de morbidade e mortalidade (doenças autoimunes, alergias)
Anticorpos são reagentes inestimáveis para testes laboratoriais na medicina e na pesquisa, pois são reagentes altamente específicos para detectar uma grande variedade de moléculas na circulação, em células e em tecidos
A função fisiológica do SI é prevenir infecções e erradicar infecções estabelecidas
Entretanto, até mesmo substâncias estranhas não infecciosas podem desencadear RI
	Papel do SI
	Implicações
	Defesa contra infecções 
	A imunidade deficiente resulta em aumento de susceptibilidade a infecções
A vacinação aumenta as defesas e protege contra infecções 
	O SI reconhece e responde a transplante de tecido e proteínas introduzidas recentemente 
	A RI é uma barreira aos transplantes e à terapia gênica
	Defesa contra tumores
	Potencial para imunoterapia do câncer 
	O SI pode prejudicar as células e induzir inflamação patológica 
	As RI são a causa de doenças inflamatórias alérgicas, autoimunes e outras
A Imunidade Inata é responsável pela proteção inicial contra infecções, estando preparada para bloquear a entrada de microrganismo e eliminar rapidamente aqueles que conseguem entrar no tecido
Proporciona a primeira linha de defesa inicial contra microrganismos
Consiste em mecanismos de defesas celulares e bioquímicos, que já existem mesmo antes da infecção e que estão prontos para responder rapidamente
Esses mecanismos reagem aos microrganismos e aos produtos das células lesionadas e respondem essencialmente da mesma maneira a infecções repetidas 
Barreiras físicas e químicas, como epitélios e substâncias químicas antimicrobiana produzidas nas superfícies epiteliais
Células fagocitárias (neutrófilos, macrófagos), células dendríticas e NK
Proteínas do sangue, incluindo membros do sistema complemento e outros mediadores da inflamação 
Proteínas denominadas citocinas, que regulam e coordenam muitas atividades das células na imunidade natural
Apesar de combater muitas infecções de maneira eficaz, microrganismos patogênicos evoluíram para resistir aos seus mecanismos; a defesa contra esses agentes é da RI adaptativa (por isso que defeitos nesse sistema resultam em maior suscetibilidade a infecções)
A Imunidade Adquirida, que se desenvolve mais lentamente, é responsável pela resposta mais tardia e mais eficaz contra infecções, é estimulada por microrganismos que invadem os tecidos, adaptando-se à presença dos invasores microbiano
Enquanto os mecanismos da imunidade inata reconhecem estruturas comuns a classe de microrganismos, as células da imunidade adaptativa (linfócitos) expressam receptores que reconhecem especificamente diversas substâncias produzidas pelos microrganismos, assim como moléculas não-infecciosas (antígenos)
RI adaptativas geram mecanismos especializados 
Anticorpos eliminam microrganismos presentes nos líquidos extracelulares
Linfócitos T ativados eliminam os microrganismos que vivem dentro das células 
Propriedades das RI adaptativas:
	Característica 
	Significância funcional
	Especificidade
	Garante que antígenos distintos evocam respostas especificas
	Diversidade
	Permite que o SI responda a uma grande variedade de antígenos
	Memória
	Leva a uma resposta aumentada a exposição repetidas aos mesmos antígenos 
	Expansão clonal
	Eleva o nº de linfócitos antígenos-específicos para acompanhar o aumento dos microrganismos
	Especialização
	Gera resposta ótima para a defesa contra diferentes tipos de microrganismos
	Contração e homeostasia 
	Permite ao SI responder aos antígenos encontrados recentemente
	Não-reatividade própria
	Previne a injuria do hospedeiro durante resposta a anticorpos estranhos
Existem 2 tipos de imunidade adaptativa, humoral e celular, que são mediadas por células e moléculas diferentes, sendo projetados para fornecer a defesa contra microrganismos extra e intracelulares (respectivamente)
Inata X Adaptativa:
	
	INATA
	ADAPTATIVA
	Características 
	Especificidade
	Para moléculas compartilhadas por grupos de microrganismos relacionados e moléculas produzidas por células do hospedeiro lesionadas
	Para antígenos microbianos e não microbianos
	Diversidade
	Limitada; codificada pela linhagem germinativa
	Muito grande; são produzidos receptores por recombinação somática de segmentos de genes 
	Memória
	Nenhuma
	Sim
	Não-reatividade ao próprio 
	sim
	Sim
	Componentes
	Barreiras celulares e químicas 
	Pele, epitélios de mucosas; moléculas antimicrobianas
	Linfócitos nos epitélios; anticorpos secretados nas superfícies epiteliais
	Proteínas do sangue
	Complemento, outras
	Anticorpos
	Células 
	Fagócitos (neutrófilos, macrófagos), NK
	Linfócitos
Imunidade passiva X imunidade ativa
Imunidade pode ser induzida em um indivíduo pela infecção e/ou pela vacinação (imunidade ativa) ou conferida pela transferência de anticorpos ou linfócitos de um indivíduo imunizado ativamente (imunidade passiva)
Vacina (ativa); soro (passiva)
Ambas são específicas, mas apenas a ativa possui memória
As RI são alimentadas por um sistema de retroalimentação positiva que amplifica a reação e, por mecanismos de controle, que impedem reações inapropriadas ou patológicas 
COMPONENTES DO SI
O SI deve estar preparado para responder a microrganismos que podem invadir qualquer parte do corpo
Fazem parte do SI: órgãos linfoides primários e secundários
Neutrófilos, macrófagos, mastócitos, basófilos, eosinófilos, células dendríticas e linfócitos são componentes celulares do SI
Os linfócitos B e T estão segregados em locais específicos nos órgãos linfoides
Desafios do SI para gerar respostas protetoras eficazes contra patógenos
 Responder rapidamente a um nº pequeno de diferentes microrganismos que podem invadir qualquer parte do corpo
Na RI adaptativa, poucos linfócitos naives precisam reconhecer e responder especificamente a qualquer antígeno 
Mecanismos efetores do SI adaptativo podem ter de localizar e destruir microrganismos em sítios distantes do local de início da RI
CÉLULAS DO SI
Fagócitos (neutrófilos e fagócitos mononucleares) 
Mastócitos, basófilos e eosinófilos 
Células apresentadoras de antígenos (APC) 
Linfócitos – são as únicas células que possuem receptores para antígenos diversos, sendo as principais mediadoras da imunidade adquirida. 
Designação numérica CD (cluster of differenciation) – grupo de diferenciação: nomenclatura padrão usada para designar proteínas de superfície que definem um determinado tipo ou estágio de diferenciação celular, sendo reconhecidas por um grupo de anticorpos
Desenvolvimento dos leucócitos (Leucocitopoese)