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Apostila de Gerenciamento de Riscos

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do Gerenciamento de Riscos do projeto são aumentar a 
probabilidade e o impacto dos eventos positivos e diminuir a probabilidade e 
o impacto dos eventos adversos ao projeto. 
 
Diante desse contexto, nesta aula, conheceremos os conceitos do 
Gerenciamento de Riscos, a gerência conjunta de riscos, o paradigma da 
gerência de riscos e o Plano de Gerenciamento de Riscos. 
 
Objetivos: 
1. Conhecer os conceitos do Gerenciamento de Riscos em projetos e a 
importância da gerência conjunta de riscos; 
2. Compreender o paradigma da gerência de riscos e a finalidade do 
Plano de Gerenciamento de Riscos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 30 
Conteúdo 
O Gerenciamento de Riscos é considerado uma das áreas de conhecimento da 
gestão de projetos mais críticas, pois está diretamente relacionado ao sucesso 
e ao fracasso de um projeto, uma vez que se relaciona diretamente com as 
demais áreas do gerenciamento de projetos. 
 
Cada uma das áreas de conhecimento do gerenciamento de projetos tem 
propensão a riscos. Conhecer os principais riscos em cada uma dessas áreas 
ajuda, posteriormente, na identificação da lista de riscos. Vejamos, a seguir, 
exemplos de alguns riscos referentes a cada uma das áreas de conhecimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Gerência de Risco e as outras áreas do Gerenciamento de Projetos 
 
Integração: integrar todas as áreas do Gerenciamento de Riscos não deixa 
de ser uma tarefa arriscada. 
 
Risc
Integração 
Escop
Aquisições 
Qualidad
Comunicações Tempo 
Recursos 
Humano
s 
Custo 
Partes 
Interessadas 
 
 31 
Escopo: um dos grandes riscos que temos, quando gerenciamos o escopo, é 
atender as expectativas do cliente. Existem “áreas cinzas” na definição do 
escopo de um projeto que são potencias riscos em relação a essa expectativa. 
 
Aquisições: um dos riscos na área de aquisições é a qualidade dos serviços 
e dos materiais. Além desses, a performance dos fornecedores tem de ser 
acompanhada de perto. 
 
Qualidade: sempre existe o risco do não atendimento dos requerimentos e 
do padrão de qualidade estabelecido. 
 
Comunicações: como exemplos de riscos nessa área, podemos citar as 
ideias, diretrizes e acurácia referentes aos dados. 
Tempo: cumprir os objetivos de tempo de um projeto é sempre um risco a 
ser gerenciado. 
 
Recursos humanos: dependemos da disponibilidade de recursos humanos, 
pessoas envolvidas, que foram premissas no início do projeto, e de sua 
produtividade para executar o projeto de acordo com as estimativas. Deve-se 
gerenciar o risco de não termos as pessoas disponíveis e da produtividade 
não ser a mesma da prevista. 
 
Custo: cumprir os objetivos de custo do projeto e as restrições orçamentárias 
é sempre um risco a ser gerenciado. Assim como os demais riscos, temos que 
gerenciar esse tipo de risco para se alcançar o objetivo. 
 
Partes interessadas: o sucesso dos projetos é medido pelo grau de 
satisfação das partes envolvidas no mesmo; portanto, há sempre o risco de 
não se alcançar determinado grau de satisfação, e expectativa, que cada uma 
das partes envolvidas tenha. 
 
 
 
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Conceito de Gerenciamento de Risco 
Segundo o PMBOK, o gerenciamento dos riscos do projeto inclui os seguintes 
processos: planejamento, identificação, análise qualitativa e quantitativa, 
respostas, monitoramento e controle. Por meio dos referidos processos, 
buscam-se maximizar a probabilidade e as consequências de eventos 
positivos e minimizar a probabilidade e consequências de eventos adversos 
aos objetivos do projeto. 
 
Uma boa gestão de risco possibilita que o Gerente do Projeto, patrocinador 
ou cliente/usuário não seja surpreendido e necessite de atuar “apagando 
incêndios” a todo momento. 
 
Para que serve o Gerenciamento de Riscos? 
O Gerenciamento de Riscos visa aumentar a possibilidade de sucesso e 
diminuir a possibilidade de fracasso de um projeto. Em outras palavras, 
maximizar os riscos positivos e minimizar os riscos negativos. Observa-se 
então que o Gerenciamento de Riscos é um processo proativo, já que o 
objetivo é estar preparado para os acontecimentos que não estão no plano do 
projeto. 
 
O que são riscos positivos e riscos negativos? 
Riscos positivos são eventos que podem impactar positivamente um projeto 
(gerar ganhos), enquanto os riscos negativos, como o termo já diz, podem 
impactar negativamente um projeto (gerar perdas). Dessa forma, os riscos 
positivos são tratados como oportunidades e os riscos negativos são tratados 
como ameaças. 
 
Quando tratamos dos riscos negativos, estamos minimizando as 
possibilidades de não cumprir os objetivos do projeto. De forma análoga, 
quando tratamos os riscos positivos, estamos maximizando as possibilidades 
 
 33 
de atingir os objetivos do projeto ou aumentando a possibilidade de 
crescimento e sucesso. 
 
Exemplo prático: 
 Um projeto é orçado em dólar (USD) com cotação de R$ 1,80 a R$ 
2,00; 
 
 Risco positivo: caso o dólar se mantenha abaixo de R$ 1,70, durante a 
execução do projeto, haverá uma economia no orçamento do projeto 
(impacto positivo); 
 
 Risco negativo: Caso o dólar permaneça acima de R$ 2,00, durante a 
execução do projeto, o orçamento será prejudicado (impacto 
negativo). 
 
Quando devemos realizar o Gerenciamento de Riscos? 
O Gerenciamento de Riscos deve ser feito durante todo o ciclo de vida do 
projeto. Deve começar no início do projeto e deve ser feito, frequentemente, 
durante todo o projeto. 
 
Mas como gerenciar riscos na prática? 
O PMI por meio do PMBOK, um guia/conjunto de conhecimentos em 
gerenciamento de projetos, apresenta dez áreas de conhecimento em 
gerenciamento de projetos: integração do projeto, escopo do projeto, tempo 
do projeto, custos do projeto, qualidade do projeto, recursos humanos do 
projeto, comunicação do projeto, riscos do projeto, aquisições do projeto e 
partes interessadas (stakeholders). Para tanto, desenvolve, em cada fase do 
projeto, grupos de processos, compostos de iniciação, planejamento, 
execução, monitoramento e controle e encerramento, cujo inter-
relacionamento é mostrado na figura a seguir. 
 
 
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Áreas de conhecimento em GP e seus processos: 
 47 Processos e as 10 Áreas de Conhecimento. 
 
Os Processos de Gerenciamento de Riscos do Projeto 
 
 
 
 
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Segundo Cabanis-Brewin e Dinsmore (2009), o Gerenciamento de Riscos não 
é um “bicho de sete cabeças” e o processo de risco representa simplesmente 
o bom senso estruturado. As etapas do processo seguem um modelo de 
pensamento natural sobre o futuro incerto e pretendem responder às 
seguintes perguntas: 
 
 O que queremos alcançar? (planejamento); 
 
 Que incertezas poderiam nos afetar, para melhor ou para pior? 
(identificação); 
 
 Quais as incertezas mais importantes para darmos encaminhamento? 
(análise); 
 
 O que podemos fazer para tratar tais incertezas e o que faremos? 
(planejamento das respostas aos riscos); 
 
 Como as coisas mudam em consequência das respostas adotadas? 
(monitoramento e controle). 
 
No capítulo 11 do PMBOK, o PMI estruturou em seis processos o 
Gerenciamento de Riscos: 
 
 36 
 
 
Cada um desses processos será detalhado a seguir. 
 
Planejamento do Gerenciamento de Riscos 
Planejar o Gerenciamento de Riscos é o processo de definição sobre como 
conduzir as atividades de Gerenciamento de Riscos de um projeto. A principal 
vantagem desse processo é garantir que o grau, o tipo e a visibilidade