A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
104 pág.
Apostila de Gerenciamento de Riscos

Pré-visualização | Página 8 de 16

riscos. 
 
 
 
 
 52 
Mapa do Processo de Identificação de Riscos 
 
O Mapa do Processo de Identificação de Riscos 
 
PLANO DE GERENCIAMENTO DE RISCOS: para identificar os riscos, é 
importante saber quem são os responsáveis pelo processo. As funções e as 
responsabilidades descritas no plano identificam quem é o responsável por 
coordenar o processo de identificação de riscos, entre outras atribuições que 
também são documentadas no plano. 
 
ESTIMATIVAS DE CUSTOS DAS ATIVIDADES: a estimativa dos custos 
envolve desenvolver uma estimativa dos custos dos recursos necessários à 
implementação das atividades do projeto. No custo aproximado, consideram-
se as causas da variação da estimativa final para a melhor proposta de 
gerenciamento do projeto, evitando-se alguns riscos. 
 
ESTIMATIVA DE DURAÇÃO DAS ATIVIDADES: estimativa do número de 
períodos de trabalho (prazos) que serão necessários para completar as 
atividades individuais. 
 
LINHA DE BASE DO ESCOPO: na declaração do escopo podem existir 
várias informações sobre o projeto que podem ajudar a identificar riscos e, 
principalmente, premissas. 
 
 
 53 
REGISTRO DAS PARTES INTERESSADAS: garante a comunicação para 
serem atendidos os requisitos das partes interessadas e reduz riscos. 
 
PLANO DE GERENCIAMENTO DE CUSTOS: contém a abordagem 
específica do projeto para gerenciar custos. Essa abordagem pode gerar ou 
minimizar os riscos, por sua natureza ou estrutura. 
 
PLANO DE GERENCIAMENTO DO CRONOGRAMA: contém a abordagem 
específica do projeto para gerenciar o cronograma. Essa abordagem pode 
gerar ou minimizar os riscos, por sua natureza ou estrutura. 
 
PLANO DE GERENCIAMENTO DA QUALIDADE: contém a abordagem 
específica do projeto para gerenciar a qualidade. Essa abordagem pode gerar 
ou minimizar os riscos, por sua natureza ou estrutura. 
 
DOCUMENTOS DO PROJETO: identificam potenciais riscos; estes os 
documentos: registros das premissas, relatórios sobre o desempenho do 
trabalho, linhas de base e outros. 
 
FATORES AMBIENTAIS DA EMPRESA: os fatores ambientais da empresa 
são úteis na identificação dos riscos. Informações importantes para a 
identificação de tais riscos podem ser encontradas em: publicações, estudos 
de risco do setor, bancos de dados de riscos, estudos acadêmicos, 
benchmarking, estudos do setor etc. 
 
ATIVOS DE PROCESSOS ORGANIZACIONAIS: a relação entre a 
identificação de riscos e o conhecimento sobre os riscos passados. 
 
REVISÕES DA DOCUMENTAÇÃO: é preciso revisar essa documentação, 
que deve ser feita, preferencialmente, de forma estruturada, para que não se 
deixe de contemplar algum ponto importante. A própria qualidade dos planos 
e das premissas e a consistência entre os planos podem indicar riscos. 
 
 54 
Imaginemos uma situação em que existam informações inconsistentes entre 
os vários planos dos projeto, como, por exemplo, uma restrição de custo em 
um dos planos e um cronograma que não condiz com a restrição de custo 
descrita. As informações sobre os projetos anteriores são fundamentais para 
a identificação de riscos, pois, em situações similares, podem ocorrer eventos 
parecidos. 
 
TÉCNICAS DE COLETA DE INFORMAÇÕES: 
 Brainstorming - O brainstorming (tempestade de ideias) é um processo 
de grupo em que indivíduos emitem ideias de forma livre, sem críticas, no 
menor espaço de tempo possível, com o propósito de lançarem e detalharem 
ideias com certo enfoque, originais, em uma atmosfera sem inibições, 
buscando-se a diversidade de opiniões a partir de um processo criativo 
grupal. Sua meta é obter uma lista abrangente de riscos que podem ser 
abordados posteriormente no processo de análise. Sob a liderança de um 
facilitador, as pessoas geram ideias sobre riscos. No brainstorming, todos são 
encorajados a contribuir, e qualquer coisa que atrapalhe nessas contribuições 
é encarada como negativa: é vital que os participantes da equipe do projeto 
se reúnam e reconheçam que todas as ideias têm valor. Após o processo, os 
riscos são classificados por tipo e suas definições se tomam mais precisas. 
 
 Delphi - Especialistas em riscos de projetos participam anonimamente na 
técnica Delphi. 
Um facilitador envia um questionário para os participantes, solicitando ideias 
sobre os riscos do projeto. Depois, as respostas são resumidas e o facilitador 
as redistribui aos especialistas para revisão e comentários adicionais acerca 
de todos os riscos listados. O objetivo dessa técnica é alcançar um consenso 
sobre os riscos do projeto entre os especialistas, sendo que esse consenso 
pode demorar algumas rodadas. 
 
 
 55 
Vantagens: as respostas são independentes e os participantes não são 
influenciados. Essa técnica pode ser feita por e-mail, não necessitando, 
portanto, da presença dos participantes. 
 
Desvantagens: toma tempo e não há interação entre os participantes, o que 
pode levar a alguns problemas não identificados. 
 
 Entrevistas - As entrevistas são uma das principais fontes de coleta de 
dados, assim sendo, quanto melhor a coleta de dados sobre a identificação de 
riscos, melhor os riscos serão identificados. É preciso identificar pessoas e 
grupos corretos para: pessoas e grupos que possam adicionar informações 
sobre os riscos do projeto. Normalmente são participantes experientes, 
especialistas, partes interessadas e pessoas de fora do projeto que 
contribuem para a identificação de riscos. Cabe lembrar que é importante o 
entrevistador ter uma boa preparação antes da entrevista. 
 
 Identificação da causa-raiz - Identificar a causa-raiz é refinar a causa 
que está por trás do risco identificado. Para que se tenha uma melhor 
definição dos riscos, é importante agrupá-los por causas facilitando assim os 
processos posteriores, como o desenvolvimento de respostas a riscos. 
 
ANÁLISE DAS LISTAS DE VERIFICAÇÃO: ter uma lista de verificação de 
riscos construída com base em projetos passados e outras fontes de 
informação é de grande ajuda para a identificação de riscos. É um check-list 
de riscos ocorridos ou identificados em outros projetos ou por meio de outras 
fontes, facilita-se dessa maneira a pesquisa. 
 
ANÁLISE DAS PREMISSAS: já que as premissas têm a possibilidade de 
estarem incorretas, deve-se identificar os riscos oriundos delas. 
 
 
 56 
TÉCNICAS COM DIAGRAMAS: a diagramação é usada para facilitar o 
entendimento das informações presentadas. A seguir, estudaremos algumas 
técnicas com diagramas. 
 
 Diagrama de causa e efeito – É conhecido também como diagrama de 
Ishikawa, esse o nome de quem o desenvolveu, ou diagrama espinha de 
peixe, pelo seu formato. Como o nome diz, seu objetivo é identificar e 
trabalhar com as causas de um problema; no caso da identificação de riscos, 
esse diagrama ajuda a trabalhar, identificando a causa-raiz do risco. 
 
 Fluxogramas - É a representação gráfica de um processo que ajuda a 
analisar como os problemas ocorrem e, assim, a identificar riscos em um 
processo. 
 
 Diagrama de Influência - É uma representação gráfica de situações que 
mostram as causas de um evento e outras relações entre variáveis e 
resultados. 
 
ANÁLISE SWOT: é uma análise estruturada sobre forças, fraquezas, 
oportunidades e ameaças. Analisar quais são os pontos fortes e fracos e as 
oportunidades e ameaças aumenta o conhecimento sobre o projeto, fazendo 
com que mais riscos possam ser identificados, tantos os positivos, quantos os 
negativos. 
 
OPINIÃO ESPECIALIZADA: é fundamental a opinião especializada na 
identificação dos riscos. O gerente do projeto identifica especialistas para que