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Apostila de Gerenciamento de Riscos

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esses façam avaliações sobre aspectos específicos do projeto, avaliando o 
potencial de ocorrência de determinados riscos. 
 
REGISTRO DE RISCOS: ao final do processo de identificação de riscos do 
projeto, deve ser gerado um documento chamado registro de riscos, 
documento esse que começa a ser preenchido na identificação dos riscos. 
 
 57 
Com os riscos identificados e conforme os outros processos de gerenciamento 
de riscos são realizados, o registro de riscos passa a conter mais informações: 
prioridade, impacto, efeito, resposta etc. Os seguintes itens são registrados 
no próprio processo de identificação de riscos: lista dos riscos identificados, 
causa-raiz e lista das respostas potenciais. 
 
A Lista de Riscos 
A lista de riscos deverá ser expressa considerando-se dois aspectos: clareza e 
qualidade. A lista deve ser clara o suficiente para poder ser entendida por 
todos; nesse aspecto, vale a pena cuidar da redação de cada risco 
identificado, evitando excesso de frases e declarações, bem como evitando o 
uso de termos técnicos de difícil compreensão, bem como os que possam 
gerar interpretações dúbias. Além de expressa com clareza, a lista deve 
apresentar com qualidade as informações de cada risco identificado e 
descrito, o que implica na exatidão dos termos apresentados na declaração 
dos riscos. Após a correta identificação e descrição dos riscos, devemos em 
seguida categorizá-los. 
 
Categorizando os Riscos 
Categorias são amplas áreas ou fontes comuns de riscos já enfrentados pela 
empresa ou por projetos semelhantes. As empresas ou o PMO devem dispor a 
todos os projetos listas-padrão de categorias de riscos, a fim de auxiliar a 
identificação de riscos. 
 
Como Criar Categoria de Riscos? 
Existem diversas formas para se criar uma categoria de riscos; Rita Mulcahy* 
mostrou que há mais de 300 categorias de riscos em potencial, incluindo 
riscos provocados ou gerados: 
 
 Pelo cliente; 
 
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 Por falta de esforço no gerenciamento de projetos; 
 
 Por falta de conhecimento sobre gerenciamento de projetos por parte do 
GP e/ou partes interessadas; 
 
 Pelos clientes dos clientes; 
 
 Pelos fornecedores; 
 
 Por resistência a mudanças; 
 
 Por diferenças culturais. 
 
 
* Rita Mulcahy, PMP, fundadora e diretora da RMC Project 
Management. Rita é mundialmente reconhecida como 
palestrante e expert em técnicas de gerenciamento de projetos, 
teoria avançada de gerenciamento de projetos, gerenciamento 
de riscos e certificação PMP®. Autora de cinco bestsellers sobre 
o tema, incluindo o livro Risk management, tricks of the trade for project 
managers, que recebeu o prestigioso prêmio de Professional Development 
Product of the Year Award do PMI® global. Ela palestra para milhares de 
executivos e gerentes de projeto, todo ano, e é conhecida por ajudar as 
pessoas a aprender e se divertirem no processo. Em seus mais de quinze 
anos de experiência, gerenciou projetos em vários segmentos de indústrias, 
em valor total acima de US$ 2,5 bilhões. 
 
 
 
 
 
 
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O PMBOK fornece uma estrutura que garante um processo abrangente para 
identificar sistematicamente os riscos, contribuindo para a eficácia e a 
qualidade da identificação de riscos. Esse processo é feito por meio da 
Estrutura Analítica de Riscos (EAR), conforme a figura a seguir. 
 
 
Estrutura Analítica de Riscos (EAR) 
 
O Passo a Passo do Processo de Identificação de Riscos 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANALOGIA 
(Projetos 
Anteriores) 
EAR 
Brainstorm
ing 
Técnica 
Delphi 
SWOT 
Revisão e 
descrição 
dos Riscos 
Categoriza
ção 
Lista de 
Riscos 
(Catego-
rizados) 
Novos 
Riscos 
 
 60 
 
Análise Qualitativa do Risco 
O processo de análise qualitativa compreende a avaliação do impacto dos 
riscos identificados sobre o projeto e sua probabilidade de ocorrência. Os 
riscos são classificados por prioridade, de acordo com os efeitos produzidos 
sobre os objetivos do projeto. 
 
 
O Mapa do Processo de Análise Qualitativa dos Riscos 
 
REGISTRO DOS RISCOS: o registro dos riscos será usado para saber a lista 
de riscos identificados e quais devem ser priorizados. 
 
PLANO DE GERENCIAMENTO DOS RISCOS: uma das principais 
informações do plano de gerenciamento de riscos que será utilizada nesse 
processo é a definição de probabilidade e impacto e a matriz de probabilidade 
e impacto. 
 
DECLARAÇÃO DO ESCOPO DO PROJETO: na declaração do escopo se 
consegue a informação sobre o tipo de projeto, sendo que essa informação 
permite saber se o grau de erro das probabilidades e dos impactos avaliados 
é pequeno ou grande. 
 
 
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ATIVOS DE PROCESSOS ORGANIZACIONAIS: deve-se procurar dados 
sobre os riscos em projetos passados e também documentos que contenham 
lições aprendidas, pois nas lições aprendidas obtemos informações sobre 
eventos não planejados que ocorreram: ações tomadas que foram ou não. 
Essa informação ajuda na priorização dos riscos em projetos futuros e na 
identificação do impacto desse risco e/ou da probabilidade de ele ocorrer. 
 
AVALIAÇÃO DE PROBABILIDADE E IMPACTO DE RISCOS: a priorização 
é feita por meio da análise da probabilidade e do impacto de cada risco. A 
definição de impacto que foi incluída no plano de gerenciamento de riscos é 
fundamental para definir uniformemente os impactos para todos os riscos. 
 
MATRIZ DE PROBABILIDADE E IMPACTO: após definir os valores de 
probabilidade e impacto de cada risco, é possível usar uma tabela de 
pesquisa ou matriz de probabilidade ou impacto para determinar a atenção 
que é dada a cada risco. 
 
 
 
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DOS DADOS: deve-se avaliar até que ponto 
os riscos identificados são entendidos a qualidade dos dados que estão sendo 
trabalhados para serem pensados os riscos. 
 
CATEGORIZAÇÃO DOS RISCOS: categorizar os riscos pela causa-raiz 
ajuda na eficácia do desenvolvimento de respostas aos riscos (esse conteúdo 
será apresentado mais adiante). A categorização faz parte da análise 
qualitativa dos riscos. Nesse momento, é possível, de acordo com os riscos 
 
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identificados, que a categorização definida no plano de riscos sofra 
alterações. 
 
AVALIAÇÃO DA URGÊNCIA DO RISCO: é a identificação de acordo com o 
momento em que o risco pode ocorrer e/ou de acordo com o tempo 
necessário para executar a ação para tratar o risco. Isso é chamado de 
urgência do risco, sendo que os mais urgentes exigem respostas mais cedo. 
 
OPINIÃO ESPECIALIZADA: a opinião dos especialistas no assunto é 
importante para a análise dos dados obtidos, especificamente na análise 
quantitativa. 
 
ATUALIZAÇÃO DO REGISTRO: o registro de riscos dos projetos (estudado 
na aula passada) deve ser atualizado com os dados recolhidos nesse processo 
e principalmente com a informação da prioridade dos riscos. Veremos, mais a 
frente, mais detalhes sobre as informações que podem ser incluídas no 
registro de riscos. 
 
Análise Quantitativa do Riscos 
O objetivo dessa etapa é analisar quantitativamente/numericamente o efeito 
do risco nos objetivos do projeto, ou seja, mensurar a probabilidade e o 
impacto dos riscos e estimar suas implicações nos objetivos do projeto. 
 
 
 
 63 
O Mapa do Processo de Análise Quantitativa dos Riscos 
 
REGISTRO DOS RISCOS: para a análise quantitativa deve-se dar prioridade 
à análise numérica dos riscos mais prioritários. O agrupamento por categoria 
ajuda a analisar o impacto conjunto de determinadas categorias de riscos. 
 
PLANO DE GERENCIAMENTO DOS RISCOS: nesse