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Os métodos eletroquímica se baseam nas propriedades  elétricas de uma solução contendo o analito

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Métodos eletroquímicos seção 1.3
Introdução:
Os métodos eletroquímicos se baseiam nas propriedades elétricas de uma solução contendo o analito. A célula eletroquímica basicamente, compreende dois condutores elétricos chamados de eletrodos externamente por um condutor metálico cada qual imerso em uma solução de eletrólitos.
As duas soluções de eletrólitos precisam estar em contato para permitir o movimento dos íons de uma ponte salina.
O voltímetro de alta resistência é substituído por uma de baixa resistência que tem inicio de fluxo de cargas por 3 tipos de processos distintos :
Por meio do condutor metálico externo: Elétrons transportam carga entre dois eletrodos gerando um circuito elétrico.
Dentro das soluções: O fluxo de eletricidade envolve a migração tanto de cátion como de aníons.
Nas superfícies dos elétrodos: Processo de oxirredução 
As células eletroquímicas são dois tipos:
Galvânicas
Eletrolíticas
Elas geram energia elétrica através da transformação de energia química em elétrica, o processo é espontâneo assim como as medidas potencio métricas.
Estas que consomem energia elétrica através da transformação de energia elétrica em química ,essas não são espontâneas e necessitam uma fonte externa de voltagem como os métodos coulométricos e eletrogravimétricos. 
Os métodos eletroquímicos apresentam algumas vantagens,como a simplicidade ,rapidez, boa sensibilidade e alta seletividade ,já que são específicos para o estado de oxidação que diferencia o cercio 3 e cercio 4 por exemplo em uma mistura .
Também tem baixo custo de equipamento (aproximadamente 10% do valor de um instrumento espectrométrico ).
Fornecem também a informação sobre a atividade de um analito.
 Permitem aumentar as reações de eletrodo desejáveis e inibir as indesejáveis ,o que muda o material do eletrodo .
Um estudo que ocorre simultaneamente é a Bioeletroquimica;
Bioeletroquimica: Medição de concentrações de espécie eletroativas fazendo uso da seletividade do potencial e do material do eletrodo determinação in loco de um analito na amostra sem a necessidade de pré-tratamento da amostra; a análise de amostras coloridas e materiais em suspensão; e a determinação de analitos simultaneamente.
Métodos:
Eles são divididos em dois grandes grupos de métodos:
Métodos interfaciais: Baseados em fenômenos observados na
Interface entre a superfície do eletrodo e a fina camada adjacente.
Métodos não interfaciais: Baseados em fenômenos que ocorrem no seio da solução
 Medidas potenciometricas:
As medidas potenciometricas são medidas químicas instrumentais mais realizadas em todo o mundo São utilizadas Em laboratórios clínicos, para determinar gases sanguíneos; em Laboratórios de indústrias, para verificar o pH de seus produtos; na Oceanografia, para determinar dióxido de carbono; pelo governo, para monitorar poluentes; entre outras milhares de aplicações. O objetivo é conhecer a atividade de uma espécie iônica específica em uma solução de eletrólitos. A medida não ocorre passagem de corrente elétrica na célula, sendo que as variações de potencial medidas refletem a diferença de potencial da espécie em solução e na superfície do eletrodo. Os equipamentos utilizados, geralmente, são simples e de baixo custo, e incluem um eletrodo indicador, um eletrodo de referência e um dispositivo para medir o potencial.
Eletrodo de referência: são eletrodos cujo potencial é fixo e conhecido
com exatidão. Independe da concentração do analito ou outros íons presentes na solução, permitindo, assim, medir as variações de potencial da outra semi-célula.
Eletrodo indicador: são eletrodos que respondem a mudanças na atividade do íon de interesse de forma rápida e seletiva. Desenvolvem um potencial Eind proporcional à atividade do analito.
 O potencial da célula (Ecel ) é representado como:
 Ecel = (Eind – Eref) + Ej
O eletrodo de referência fornece um valor de potencial Eref ao qual outros potenciais podem ser referidos em termo de uma diferença de potencial. Um bom eletrodo de referência obedece à equação de Nernst, tem potencial estável com o tempo e a temperatura e retorna ao potencial original após ser
submetido à corrente. O primeiro a ser utilizado foi o eletrodo de hidrogênio, porém, por ser de difícil preparo, não é mais utilizado. Sua importância, hoje, é para definir a escala de potencial de eletrodo padrão, conhecida como EPH (eletrodo padrão de hidrogênio). Atualmente, os eletrodos de referência mais comuns são o de pratacloreto de prata ou o de calometano.
Nernst: O químico e físico alemão Walther Hermann Nernst (1864-1941), Prêmio Nobel de Química, em 1920, formulou a conhecida Equação de Nernst, a qual é amplamente utilizada em eletroquímica e pode ser expressa como:
Ecel = E° cel - (RT / nF )lnQ
Indicadores metálicos: Dependem da atividade da espécie iônica e o potencial surge da tendência de uma reação redox ocorrer na superfície do eletrodo. Eles podem ser de 1º classe, 2º classe, 3º classe ou redox.
Indicadores de membrana: O potencial é semelhante ao Ej desenvolvido através da membrana semipermeável que separa as soluções dos analitos e do eletrodo de referência. O mais utilizado é o eletrodo de vidro medidor de pH.
No inicio do século passado, foi observado que através de um bulbo formado por uma fina película de vidro ocorria condução elétrica entre duas soluções aquosas com acidez diferentes, uma no interior e outra no exterior do bulbo, e que a diferença de potencial dependeria da atividade dos íons H+ nas duas soluções separadas pela membrana.
Existem medidas de ph de diferentes sistemas:
Simples: consistem em um eletrodo indicador de vidro (com um eletrodo de referência interno) e um eletrodo de referência imersos na solução na qual se deseja conhecer o pH. O eletrodo indicador consiste em uma fina membrana de vidro na forma bulbo, sensível ao pH, que contém na sua parte interna uma solução de HCl diluído, saturado com NaCl (ou uma solução tampão)
Combinado: nesse caso, tanto o eletrodo de vidro (com seu eletrodo de referência interno) quanto o eletrodo de referência externo estão dentro de um mesmo arranjo. O eletrodo de referência externo faz contato com a amostra através de uma junção de vidro ou outro material poroso.
Hoje, além dos eletrodos indicadores de pH, vários outros eletrodos de membrana são disponíveis comercialmente.Dentre eles, vale destacar, devido à sua importância na área farmacêutica, que são :
Eletrodos de cátions divalentes: São muito utilizados para análise de Ca++
Eletrodos íonseletivos: Utilizados em análises clínicas para determinação de valinomicina (eletrodo seletivo a K+ )
Bio-tioureia: (eletrodo seletivo a Cl −) Vale ainda destacar os eletrodos de membrana desenvolvidos para responderem seletivamente a moléculas
Sonda sensível a gás: determina amônia ou dióxido de carbono, e o biossensor, o qual determina glicose e ureia utilizando como biossensores enzimas, DNA, antígenos, bactérias, células ou tecidos.
A interação do analito com esses materiais dispara a produção de espécies que são monitoradas por meio de um eletrodo seletivo a moléculas ou íons e os equipamentos utilizados para as medidas potenciométricas diretas são conhecidos como pHmetros. Eles proporcionam medidas rápidas e simples, baseadas na equação de Nernst, necessitando somente da comparação entre o potencial imerso na amostra (Eind ) e do potencial desenvolvido pelo próprio eletrodo de referência (Eref ) imerso em uma ou mais soluções padrão do analito. A medida não é destrutiva, tem uma geometria que permite medir o pH de amostras muito pequenas e, geralmente, não necessita de nenhum tratamento da amostra, sendo que tanto soluções opacas como viscosas podem ser medidas. O circuito é calibrado com soluções tampão, estabelecendo-se uma faixa de trabalho entre 100 e 1400 mV, que corresponde à faixa de pH entre 1 e 14.
Para a quantificação, além da calibração com soluções tampões, podem-se utilizar curvas
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