Aula Nota 10 1
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Aula Nota 10 1


DisciplinaControle de Estoque em Alimentos & Bebidas15 materiais1.269 seguidores
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revelam como uma palavra se re-
laciona com outras: "Eu tentei levantar, mas caí da carroça". O mas revela que
"cair" é o contrário de "levantar" neste contexto.
Para tornar essas regrinhas fáceis de memorizar, e as deixá-las o mais fácil e sim-
ples possível de lembrar, essa professora acrescentou um mnemónico. Reduziu cada
regra a uma palavra e usou a letra inicial de cada palavra para formar um acrónimo:
Contexto
Aposto
Relacionado (palavras relacionadas)
O resultado foi o acrónimo CAR (carro, em inglês). Para que a ideia do "carro"
pegasse, ela também criou uma frase: "Para achar as pistas, você tem de dirigir o
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carro!" Ela treinou seus alunos em Todos Juntos (Técnica 23) para lembrá-los do
que fazer. Quando ela dizia a primeira parte da sentença, a classe respondia com a
segunda parte:
Professora: Parece que precisamos de umas pistas aqui. E, para achar as pistas,
classe???
Alunos: Você tem de dirigir o carro!
Para que ficasse mais divertido e para que as etapas se tornassem ainda mais fá-
ceis de memorizar, ela usava muitas metáforas durante a aula. Quando uma palavra
diferente aparecia em um texto, e ela queria que seus alunos deduzissem o significa-
do, ela dizia: "Quem quer dirigir?" ou "Acho que estou ouvindo um motor...".
Na sua aula de arredondamento, Kelli usava uma variação interessante. Ela
percebeu que as etapas mais importantes de lembrar eram se o número com círculo
era maior ou menor que quatro, ou se era cinco ou mais. Então ela escreveu uma
cançãozinha para que todos decorassem a etapa. Uma adaptação dessa canção ao
português usaria a música de Ciranda, Cirandinha:
Ciranda, cirandinha,
vamos lá arredondar.
Se tirar uma casinha,
que número vai ficar?
Se for menor que quatro,
deixa tudo como está.
Se for maior que cinco,
pega um pra acrescentar.
Quando seus alunos de 5° ano cantam a música, Kelli usa um chapéu de vaquei-
ro, que está relacionado com a letra da canção em inglês (em português, o professor
poderia estender as mãos, como formando uma roda, uma ciranda). Com o tempo,
as crianças se habituam e então, em .caso de dúvida, basta a professora apontar para
o chapéu e todo mundo já sabe o que fazer.
3. Devagar e sempre. Ao planejar suas aulas, é essencial dar nome às etapas e
torná-las fáceis de memorizar. Também é importante entender que o projeto das eta-
pas pode ser uma parte-chave do ensino. Para fixar uma aula na memória podemos,
a partir de um ou muitos exemplos, derivar as regras com os alunos, por meio de in-
quirição estruturada. Por exemplo, na sua primeira aula sobre arredondamento, an-
tes que ela dissesse aos seus alunos o que fazer quando uma série de dígitos ocorrem
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em sequência, Kelli dá aos alunos um problema desafiador. Esse desafio se torna a
base para sua próxima aula, onde ela deriva as etapas para lidar com tais problemas.
Ela não improvisa isso. As etapas de "resposta" a que seus alunos chegaram para
resolver o desafio foram cuidadosamente planejadas com antecedência.
4. Use duas escadarias. Uma vez que os alunos sabem as etapas, a classe pode
ter duas conversas paralelas ocorrendo ao mesmo tempo; corno encontrar a solução
para esse problema e como encontrar a solução para qualquer problema parecido
com esse. Ou seja, os alunos podem narrar o processo ou o problema e o professor
alterna perguntas sobre um ou outro, como nesta sequência de uma aula sobre mul-
tiplicação de frações:
Professor: Qual é o próximo passo, Paulo? [processo]
Paulo: Multiplicar os numeradores.
Professor: Muito bem. E quais são os numeradores? [problema]
Paulo; Os numeradores são 4 e 1.
Professor: Isso. Então, Carolina, o que precisamos fazer em seguida? [processo]
Carolina: Precisamos multiplicar os denominadores.
Professor: E o denominador é...? [problema]
Carolina: O denominador é o 2.
Professor; Então acabou, não é, Conrado? [processo]
Conrado: Não, ainda tem de reduzir.
Professor: Perfeito. Então qual é a solução? [problema]
Conrado: A solução é 2.
Geralmente, você pode tirar vantagem dessa dinâmica ao ajustar os papéis
de cada um, às vezes pedindo à aluna que se concentre na explicação do processo
enquanto faz as contas, às vezes pedindo que ela faça as contas, mas lembrando
a todos do processo, e às vezes fazendo as duas coisas ao mesmo tempo. Ou você
pode pedir a um aluno que se concentre no processo e a outro que se concentre
no problema. Às vezes, você pode resolver um problema e pedir aos alunos que
expliquem o que você está fazendo e por quê. Você pode às vezes cometer erros e
pedir aos alunos que expliquem onde você errou ou que sugiram um jeito melhor
de resolver o problema. Em suma, ensinar as etapas torna o processo compreen-
sível, consistente e fácil de seguir.
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QUADRO = PAPEL «;i|
Geralmente, os alunos aprendem como ser alunos tanto quanto aprendem conteú-
dos e habilidades, e os processos e práticas de ser aluno também devem ser assimila-
dos por meio de modelos. Isso inclui um dos aspectos mais cruciais e complexos do
ser aluno: aprender a tomar notas e conservar um registro do próprio conhecimento.
O melhor ponto de partida é você ter como expectativa inicial que seus alunos fa-
çam, com suas anotações, uma réplica exata dos resumos que você faz no quadro
(daí o nome desta Técnica: Quadro = Papel).
À medida que os alunos se desenvolvem, eles podem começar a aprender como
tomar decisões intencionais sobre o quê e como registrar para consulta futura. Mas
este processo deve esperar que eles dominem a capacidade de registrar corretamente
o que realmente interessa. A melhor maneira de desenvolver esta habilidade com
eles é expor no quadro negro (ou na folha do projetor, etc.) exatamente aquilo que
você quer que eles registrem e entregar-lhes um formulário com lacunas a ser preen-
chidas. Quando você preenche uma lacuna, eles também preenchem. Você completa
os trechos em branco das notas que apresentou no quadro e diz: "Quero que os seus
formulários fiquem igual ao que está aqui".
O Sistema Muscular
Seu sistema muscular é feito de músculog e fehdõeg.
Músculos puxais seus ossos para fazer você se mexer.
de seus r^úgculog
Eis aqui três exemplos de músculos voluntários:
Eis aqui três exemplos de músculos involuntários:
gê u co te ç^o
Existem &50 músculos no corpo humano. Arredondando para
a centena mais próxima, são cerca de éOQ músculos.
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Escreva uma sentença abaixo, descrevendo o fato mais interessante sobre
o seu sistema muscular:
$eu coração bafe. \$$o é um
Reescreva sua sentença abaixo, acrescentando uma das coisas que o professor pedir:
_ íe\A coração bafe é uty\e um múgculo i
FIGURA 3.1 Amostra de excelentes anotações.
A Figura 3.1 mostra o formulário que uma professora de 3° ano usou - e
projetou no quadro - em uma aula sobre o sistema muscular. Os alunos preen-
cheram exatamente a mesma informação no papel, em suas carteiras. Assim, ela
ensinou não apenas sobre músculos, mas também sobre como anotar uma aula e
organizar a informação. Compare com a Figura 3.2, que mostra as notas feitas
por um aluno em outra classe, onde o professor instruiu os alunos a "anotar
direitinho em seu caderno".
FIGURA 3.2. Amostra de anotações de má qualidade, feitas por um aluno.
Lentamente, os alunos devem progredir na quantidade de notas tomadas por
eles sem orientação expressa do professor, preenchendo sozinhos passagens cada
vez mais longas dos formulários e finalmente tomando notas em seus cadernos,
enquanto você escreve termos e definições no quadro exatamente como quer que
eles anotem. À medida que você introduz a habilidade de tomar notas, oriente os
alunos ao longo do processo, dizendo a eles como titular a folha, quando pular
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uma linha, como fazer subtítulos e intertítulos. Quando eles aprenderem a fazer
isso, você pode gradualmente