Aula Nota 10 1
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Aula Nota 10 1


DisciplinaControle de Estoque em Alimentos & Bebidas15 materiais1.270 seguidores
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você acha que fez direito.
Algumas ideias eficientes para Arremate:
> São rápidos: uma a três perguntas. Honestamente, é só isso. Não é um teste de
uma unidade temática completa. Você só quer ter uma boa ideia de como
seus alunos absorveram o conceito central de seu objetivo de aula e fazer 10
minutos de análise do resultado.
> São projetados para gerar dados. Significa que as perguntas são simples e se
concentram em uma parte fundamental do objetivo. Assim, se os alunos en-
tenderam mal, você saberá por quê. (Se você pedir que resolvam um pro-
blema com várias etapas, pode ser que nunca descubra qual etapa eles não
entenderam!) Essas perguntas também tendem a variar na forma - uma de
múltipla escolha e uma de resposta aberta, digamos. Você precisa ter certeza
de que os alunos podem resolver um problema dos dois jeitos.
l Eles podem se transformar em grandes Faça agora (Técnica 29). Depois de exami-
nar os dados, mostre-os a seus alunos também. Comece a aula do dia seguinte
pela análise e ensine de novo as perguntas que os alunos responderam errado.
Esta técnica envolve levar os alunos ajsejnigajar ativamente nas ideias ao redor
deles, julgando as respostas de seus colegas. Com isso, você consegue aumentar
o número de alunos que participam e processam uma certa parte de sua aula.
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Por exemplo, você pode pedir a seus alunos que comentem a resposta de um
deles como Bob Zimmerli faz na escola Rochester Prep: "Dois estalar de dedos
se você concorda; duas batidas de pé se você discorda". Só um aluno responde
à pergunta, mas todos os outros precisam resolver o problema para dar uma
opinião. Se for aplicada corretamente, esta técnica pode multiplicar sua Pro-
porção por 25.
Técnicas do tipo Tome posição podem ser usadas com a classe toda ("Fique
de pé se você concorda com o Alex") ou dirigidas a um só aluno ("Ela disse
que 9 vezes 9 são 81. Isso não está certo, está, Valéria?'1). Podem ser avaliado-
ras ("Quantas pessoas acham que a Lúcia está certa?") ou analíticas ("Como
ela poderia verificar seu resultado para ter certeza que acertou, Adriane?").
Enfim, podem ser verbais ou sinalizadas por um gesto; "Mostrem nas suas
mãos o tamanho do resto" ou "Mostrem nas suas mãos o número da resposta
certa". (Alguns professores pedem que os alunos abaixem as cabeças, para ter
certeza que eles não vão ver as respostas dos outros quando tomam posição ou
escrevem em um pedaço de papel ou nas minilousas.)
Tome posição ajuda os alunos a processar mais conteúdo e ajuda você a
verificar o entendimento. Quão indicativa do resto da classe foi a resposta do
aluno original? Qual resposta errada escolheram os que erraram? Além disso,
já que usar as técnicas do tipo Tome posição significa pedir explicitamente a
um aluno que avalie a resposta de outro - "Está certo, Rodolfo?" ou "Quantas
pessoas deram a mesma resposta que o Luís?" -, a técnica destaca as respostas
dos alunos. Faz_com que elas pareçam tão fundamentais para o trabalho de
aprendizado quanto as respostas dadas pelo professor e sublinha o valor dado
pelos professores às respostas dos alunos.
Quando você pede aos alunos que
Quando você pede aos alunos tomem posição, tenha cuidado para
que tomem pOSÍÇÕO, tenho não deixar o exercício se tornar super-
cuidado porá não deixar o ficial- Há muitas salas de aula onde os
exercido se tornar Superficial. Professores rotineiramente pedem aos
alunos para concordar ou discordar
ou fazer sinais de positivo ou negativo com o polegar. O segredo para obter
o efeito máximo não é tanto pedir aos alunos para concordar ou discordar,
mas fazer perguntas adicionais para informar seu trabalho pedagógico e para
tornar seus alunos responsáveis pt?r raciocinar em cima das questões em vez
de simplesmente participar de forma vazia e obrigatória. Para tornar a téc-
nica eficiente, você precisa, com consistência previsível (talvez não todas as
vezes, mas com regularidade), pedir aos alunos que defendam ou expliquem
Estruturar e dar aulas l 27
suasposições: "Por que você está fazendo o sinal de negativo, Keila?". E fácil
levantar a mão, mas o segredo é ter certeza de que os alunos estão mesmo fa-
zendo trabalho cognitivo quando levantam a mão. Para fazer isso, você tem de
verificar as respostas. Também é importante lembrar de pedir aos alunos que
tomem posição tanto quando a resposta original: estava certa como quando
estava errada - e também evitar que o seu métoúo entregue a resposta certa
aos alunos. Conheci uma professora que sempre pedia aos seus alunos para
"estalar os dedos duas vezes se você concorda; bater os pés duas vezes, se você
discorda" quando a resposta estava certa; e "levante a mão se você daria a mes-
ma resposta" quando a resposta estava errada. Isso excluía qualquer trabalho
intelectual do exercício.
Para aplicar essa técnica com sucesso também é preciso fazer um certo trabalho
cultural para garantir que seus alunos se sentem confortáveis ao expor e discutir seus
próprios erros: bater os pés quando todo mundo está estalando os dedos ou mostrar
três dedos quando todo mundo mostra quatro, e depois dizer abertamente o que
eles acham e por quê. Não esqueça de elogiar e reconhecer os alunos que o fazem.
"Obrigada por bater seus pés, Tiago. Eu aprecio muito que você tenha se arriscado
para nos desafiar. Agora vamos tentar entender por que você não concorda." Em /
seguida, depois de tudo esclarecido, saudar a coragem de Tiago: "Vamos estalar os /
dedos duas vezes e bater os pés duas vezes para o Tiago, que nos obrigou a pensar".
REFLEXÃO E PRÁTICA
As atividades a seguir podem ajudar a pensar e praticar as técnicas deste
capítulo:
1. Abaixo você encontrará algumas habilidades muito simples. Apenas
para efeito de exercício rascunhe um plano de aula que siga a
estrutura "Eu/Nós/Vocês". Na verdade, você pode avançar um passo
mais e planejar um processo de cinco etapas: eu faço; eu faço, você
ajuda; você faz, eu ajudo; você faz, e faz e faz e faz. Não precisa ac
que vai ensiná-los de verdade a seus alunos. É só treino.
Os alunos serão capazes de:
l Colocar corretamente o cordão do sapato e amarrá-los.
> Escrever o nome da escola em letra cursiva.
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l Recortar bandeirinhas para festa junina.
l Separar o lixo reciclável na escola.
l Usar o liquidificador de maneira segura.
2. Agora bole um gancho de três a cinco minutos que envolva os alunos
e crie o ambiente para a aula.
3. Dê nome aos passos da porção "Eu" da aula. Revise esses passos e
encontre quatro ou cinco maneiras de fazer com que os alunos fixem
esses passos na memória.
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4. Identifique dois ou três pontos da aula onde os alunos provavelmente
vão errar ou entender mal a lição. Faça um roteiro de perguntas do tipo
Divida em partes em vários níveis de apoio para cada um desses pontos
onde os erros podem ocorrer.
5. Planeje um Arremate que permita medir com precisão o conhecimento
adquirido pelos alunos durante a aula.
CAPÍTULO QUATRO
MOTIVAR OS ALUNOS
NAS SUAS AULAS
Grandes professores conseguem envolver seus alunos para que eles se sintam
parte da aula. Faz parte do dia a dia de seus alunos o envolvimento concen-
trado dos alunos no trabalho académico. Isso é mais fácil dizer do que fazer,
especialmente com os alunos mais resistentes, e mais ainda quando se conside-
ra que os alunos devem estar motivados não apenas na aula, mas nas tarefas
da aula. Mesmo assim, é possível motivá-los trocando firulas por conteúdo.
O objetivo das técnicas descritas neste capítulo é atrair os alunos, de forma
consistente, para o trabalho académico e mante-los focados no aprendizado.
Quando você está fazendo perguntas à classe, é natural querer gerenciar quem está
participando e pensar: "Como dou uma chance a todo mundo?", "É a vez de quem
mesmo?" ou "Quem vai me dar a resposta que eu quero?". No entanto, uma ques-
tão mais importante seria esta: "Como posso adaptar minhas decisões