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DIREITO PENAL CONSTITUCIONAL  CRIMES EM ESPÉCIE

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eficaz. 
e) Será responsabilizado pelo delito de lesões corporais causadas a 
Magnólia. 
 
 
 
Questão 7 
O agente instiga a gestante a fazer o auto aborto, mediante curetagem, e esta 
vem a falecer em virtude de manobras abortivas, sem que o agente quisesse o 
evento morte da gestante. Nessa hipótese, o agente responderá:(Juiz de 
Direito/SP. 171° Concurso. 1ª Fase). 
a) Apenas pelo crime de auto-aborto na condição de partícipe. 
b) Pelo crime de auto-aborto na condição de partícipe e homicídio culposo. 
c) Pelo crime de auto-aborto, qualificado pela morte da gestante. 
d) Apenas pelo crime de auto-aborto como autor. 
 
Questão 8 
Arlete, em estado puerperal, manifesta a intenção de matar o próprio filho 
recém nascido. Após receber a criança no seu quarto para amamentá-la, a 
criança é levada para o berçário. Durante a noite, Arlete vai até o berçário, e, 
após conferir a identificação da criança, a asfixia, causando a sua morte. Na 
manhã seguinte, é constatada a morte por asfixia de um recém nascido, que 
não era o filho de Arlete. 
Diante do caso concreto, assinale a alternativa que indique a responsabilidade 
penal da mãe. (OAB/FGV – Exame de Ordem Unificado 2010.2) 
a) Crime de homicídio, pois, o erro acidental não a isenta de 
responsabilidade. 
b) Crime de homicídio, pois, uma vez que o Artigo 123 do CP trata de matar 
o próprio filho sob influência do estado puerperal, não houve 
preenchimento dos elementos do tipo. 
c) Crime de infanticídio, pois houve erro quanto à pessoa. 
d) Crime de infanticídio, pois houve erro essencial. 
 
 
 
Questão 9 
Anderson, ginecologista, foi procurado por Zéfira, que estava grávida de seu 
amante, Josenildo. Com o objetivo de esconder a traição, Zéfira solicitou que 
Anderson interrompesse sua gravidez mediante uma curetagem. O 
ginecologista, que era inimigo de Josenildo, efetuou o referido procedimento 
cirúrgico, causando a expulsão do embrião. Além disso, para se vingar de 
Josenildo, realizou outro método e retirou os dois ovários de Zéfira. Assim, 
pode-se afirmar: 
a) Zéfira deve responder pelo crime de aborto provocado com o 
consentimento da gestante (Artigo 124 do CP), em concurso de agentes 
com Anderson. 
b) Anderson deve responder pelo crime de aborto com o consentimento da 
gestante (Artigo 126 do CP) com a causa de aumento de pena prevista 
no Artigo 127 do CP. 
c) Anderson deve responder pelo crime de aborto com o consentimento da 
gestante (Artigo 126 do CP) e lesão corporal gravíssima (se resulta perda 
ou inutilização de função – Artigo 129, § 2º, III do CP), em concurso 
formal. 
d) Anderson deve responder pelo crime de aborto com o consentimento da 
gestante (Artigo 126 do CP) e lesão corporal gravíssima (se resulta perda 
ou inutilização de função - Artigo 129, § 2º, III, do CP), em concurso 
material. 
e) Anderson deve responder pelo crime de lesão corporal gravíssima (se 
resulta aborto). 
 
Questão 10 
(DPE-ES – Defensor Público – 2013) A respeito dos crimes contra a vida 
previstos no Código Penal brasileiro, assinale a opção correta. 
 
 
a) Não se pune o aborto praticado por médico, em caso de gestação até a 
décima segunda semana, desde que a gestante tenha menos de 
quatorze anos de idade e haja consentimento de seus pais ou de seu 
representante legal. 
b) Classifica-a como qualificado o crime de homicídio doloso praticado 
contra pessoa menor de catorze anos de idade ou maior de sessenta 
anos de idade. 
c) No Brasil, como não se considera crime tentar o suicídio, não há punição 
para o agente que instigue ou induza a pessoa a tentar o suicídio. 
d) O crime de infanticídio ocorre quando a mãe ou o pai mata o próprio 
filho, durante o parto ou logo após, por privação financeira. 
e) O crime de aborto pode ser cometido pela própria gestante e por 
terceiro, sendo, nesse caso, uma a pena para o caso de o terceiro 
provocar o aborto com o consentimento da gestante e outra para o caso 
de o terceiro provocar o aborto sem o consentimento da gestante.Parte 
inferior do formulário. 
Questão 1 - B 
Justificativa: Artigo 121 § 2º, III c.c §1º do CP III. Artigo 5º da Constituição c.c 
Artigo 68 do CP. 
 
Questão 2 - D 
Justificativa: No que concerne ao privilégio, este se caracteriza como motivo 
determinante do crime, logo circunstância de caráter pessoal, incomunicável. 
Em relação às qualificadoras, categorizadas em: motivos qualificadores 
determinantes, meios e modos de execução qualificadores. No que concerne 
aos primeiros, não há que se falar em comunicabilidade no caso de concurso de 
pessoas. Por outro lado, no caso de qualificadoras de natureza objetiva, ou 
seja, afetas aos meios e modos de execução do delito, caso o agente que 
 
 
concorra para o delito tenha conhecimento destas é plenamente possível a sua 
comunicabilidade. 
 
Questão 3 - D 
Justificativa: Trata-se de causa superveniente, relativamente independente, que 
por si só foi capaz de produzir o resultado. Nesse caso, aplica-se o que dispõe o 
Artigo 13 § 1º do Código Penal. 
 
Questão 4 - C 
Justificativa: Artigo 122 do CP, no seu preceito secundário, prevê pena apenas 
para o caso de morte e de lesão corporal de natureza grave. 
 
Questão 5 - A 
Justificativa: Joaquim não morreu por circunstâncias alheias à vontade do 
agente. 
 
Questão 6 - C 
Justificativa: Não havia bem jurídico a ser tutelado. 
 
Questão 7 - B 
Justificativa: Isso ocorre porque o Artigo 127 não é aplicável à figura típica do 
Artigo 124. 
 
Questão 8 - C 
Justificativa: Artigo 20, § 3º. 
 
Questão 9 - B 
Justificativa: No caso, a lesão corporal foi dolosa e por isso não é possível 
responsabilizar o agente pelo Artigo 127 por ser crime preterdoloso. 
 
Questão 10 - E 
Justificativa: Artigo 125 e Artigo 126. 
 
 
Introdução 
Nesta aula, será analisado o bem jurídico-penal integridade física, fisiológica e 
psíquica, bem como os critérios norteadores para fins de flexibilização de sua 
indisponibilidade para fins de exclusão da responsabilidade jurídico-penal em 
consonância com os princípios constitucionais. 
 
Serão analisadas, por meio de casos concretos, as figuras típicas previstas no 
Código Penal e seu confronto com outras figuras típicas, tais como os delitos 
contra a honra, previstos na Legislação de Trânsito – Lei nº 9.503/1997 e na 
Lei nº 11.340/2006. 
 
Objetivo: 
1. Definir o bem jurídico-penal integridade física, fisiológica e psíquica, para fins 
de respectiva tipificação da conduta típica, ilícita e culpável; 
 
2. Aplicar a Lei nº 11.340/2006 e a respectiva ação penal. 
Conteúdo 
Conceito de integridade física e saúde corporal 
Compreende-se por integridade física a “alteração anatômica, interna ou 
externa, do corpo humano (...) a saúde fisiológica diz respeito ao equilíbrio 
funcional do organismo (...) e a saúde mental, à perturbação de ordem 
psíquica” (CAPEZ, s. d., p. 166). 
 
A autolesão não é punida pelo ordenamento jurídico face ao princípio da 
alteridade, salvo nos casos expressamente previstos em lei – Artigo 171, § 2º, 
V, Código Penal e Artigo 184, Código Penal Militar. 
 
 
 
Disponibilidade do bem jurídico tutelado 
Em decorrência do princípio da dignidade da pessoa humana, bem como do 
interesse social na manutenção da incolumidade física e mental dos indivíduos, 
o bem jurídico tutelado é considerado um bem público indisponível. 
 
Entretanto, tal indisponibilidade foi mitigada com o advento da Lei nº 
9.099/1995 ao estabelecer que, nos casos de lesões corporais culposas e de 
natureza leve, a ação penal de iniciativa