Relatório Estudo Ácido-Base com Repolho Roxo
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Relatório Estudo Ácido-Base com Repolho Roxo


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Campus: Vitória da Conquista
Licenciatura em Química
	
Gislaine Amorim
QUÍMICA ORGÂNICA EXPERIMENTAL I
- Relatório nº 02 - 
Estudo Ácido-Base com Repolho Roxo
Vitória da Conquista \u2013 BA
2017.1
Gislaine Amorim
QUÍMICA ORGÂNICA EXPERIMENTAL I
- Relatório da Prática nº 02\u2013
Estudo Ácido-Base com Repolho Roxo
	
Relatório Experimental apresentado como requisito parcial para obtenção de aprovação no componente curricular Química Orgânica Experimental I, no Curso de Licenciatura em Química, ministrado pelo Prof. Dr. Anderson Marques de Oliveira, no Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia da Bahia, Campus Vitória da Conquista.
Vitória da Conquista - BA
10/ 07/ 2017
Fundamentação Teórica
Os indicadores ácido-base são substâncias que mudam de cor, que indica se o meio está ácido ou básico e, dessa forma, observar o pH. Existem vários indicadores sintéticos, como, por exemplo, a fenolftaleína, o azul de bromotinol, o papel tornassol e o alaranjado de metila. Contudo, existem também produtos naturais que funcionam como indicadores de ácido-base, como o repolho roxo e a beterraba, jabuticaba, uva, amora, folhas vermelhas, etc. Segundo, João Augusto: 
Em produtos naturais, grande parte das substâncias responsáveis pela coloração pertence à classe dos flavonoides. Dentro dessa classe, as antocianinas apresentam destaque devido sua diversidade e inúmeras atividades. Estas constituem um grupo de pigmentos solúveis em água, dos quais demonstram um elevado potencial no uso como corantes naturais, apresentando diferentes tonalidades de cor, oscilando entre vermelho, laranja e roxo, de acordo com condições intrínsecas, como o pH, temperatura e presença de oxigênio. (MAZZA e MINIATI, 1993).
A cor advém da diferença de energias associadas a cada um dos arranjos eletrônicos dos estados fundamental e excitado. Vários fatores modificam a energia associada a cada um desses arranjos, portanto a cor vai depender da estrutura e do meio que se encontra a molécula. Tal modificação em suas cores deve-se a vários fatores, como pH, potencial elétrico, complexação com íons metálicos e adsorção em sólidos. São comumente classificados em função dos mecanismos de modificação de suas cores ou então pelo tipo de titulação que podem ser aplicados como indicadores.
 Dessa forma, para uma melhor compreensão, é utilizada uma faixa de escala de pH, que costuma ser usada entre os valores de 1 a 14, em temperatura ambiente, a temperatura é especificada, pois altera a quantidade de íons no meio. Quando o pH é menor que 7, semelhantes a cores vermelhas, o produto em questão é ácido, quando é maior que 7, semelhantes as cores, azul, verde o produto em questão é básico, e igual a 7 o produto é neutro, como pode ser observado na figura 1: 
Figura 1 Cores da faixa do pH
Segundo, (BORDIGNON et al., 2009) as diferentes funções reportadas pelas antocianinas encontram-se diretamente relacionadas com sua diversidade estrutural. Suas moléculas possuem estruturas organizadas, e são baseadas em um esqueleto policíclico de quinze carbonos, onde os diferentes grupos ligados, \u201cR\u201d, caracterizam cada composto de antociânico, como mostra a figura 2: 
Figura 2 Estrutura Química básica das antocianinas. (LÒPEZ et al., 2000)
.
Objetivos
Objetivo Geral
Extrair antocianinas do repolho roxo e construir uma escala de pH a partir do seu extrato.
Materiais e Reagentes
Repolho Roxo
Ácido Clorídrico 1% (HCl)
Hidróxido de Sódio 1% (NaOH)
Água destilada
Almofariz e pistilo
Erlenmeyer de 125 mL
Chapa de aquecimento
Funil simples
Papel Filtro
5 tubos de Ensaio
Conta gotas
Proveta
4.1 Procedimentos
Triturou-se o repolho roxo, até 3,74g adicionou-se 30 mL de água destilada em um erlenmeyer de 125 mL;
Como o repolho estava congelado, aqueceu-se 5 minutos 80° em uma chapa de aquecimento, após atingir 60° deixou-se mais 15 minutos na chapa;
Filtrou-se a solução em um funil simples;
Dividiu-se o filtrado em 5 tubos de ensaio, numerou-se os tubos;
Manteou-se o tubo 1 como referência da solução de partida;
Adicionou-se no tubo 2 uma gota de HCl, e observou-se a mudança de coloração;
Adicionou-se no tubo 3 uma gota de NaOH, e observou-se a mudança de coloração;
Repetiu-se o procedimento nos tubos 4, e adicionou-se 5 gotas de HCl para observar a mudança da coloração constantemente. Repetiu-se o mesmo procedimento com o tubo 5, com a adição de NaOH. 
Resultados e Discussão
Após o aquecimento houve a filtração do repolho roxo, no qual obteve uma coloração lilás escuro, como era esperado, como pode ser observada na figura abaixo:
Figura 3 Extração do repolho roxo
Dessa forma, dividimos essa solução em 5 tubos de ensaio e de acordo com os tubos foi colocado gotas da solão ácida, o HCl, e básica, o NaOH 1. A tabela abaixo nos mostra a quantidade de gotas das soluções que foi adicionada em cada tubo, e as colorações obtidas.
Tabela 1. Escala de pH de acordo com a quantidade de gotas adicionadas no extrato do repolho roxo.
	Qtd. De Gotas
	pH
	HCl 1%
	NaOH 1%
	Cor
	0
	5
	-
	-
	Lilás
	1
	4
	x
	-
	Rosa
	1
	7
	-
	X
	Verde
	2
	4
	x
	-
	Vermelho
	6
	3
	x
	-
	Vermelho Escuro
	2
	10
	-
	X
	Verde
	6
	12
	-
	X
	Amarelo
De acordo com o experimento, pôde-se observar a mudança na coloração, devido à faixa de pH de cada solução utilizada, fizemos comparações com outros tubos, no qual, o tubo 1 serviu como referencial. Esta reação aconteceu, pois na solução os indicadores de pH, ligam-se aos íons H+ positivo ou OH- negativo da solução, que por efeito há uma alteração na configuração eletrônica dos indicadores, fazendo acontecer a mudança de cor. 
Figura 4 Mudança de coloração das soluções. Básico
 Ácido
A cafeína é extraída com meio básico pa ra hidrolizar o complexo cafeína -
tanino, proporcionando maior rendimento da cafeína extraída.
A cafeína é extraída com meio básico pa ra hidrolizar o complexo cafeína -
tanino, proporcionando maior rendimento da cafeína extraída.
A cafeína é extraída com meio básico pa ra hidrolizar o complexo cafeína -
tanino, proporcionando maior rendimento da cafeína extraída.	
De acordo com a principal antocianina que está presente no repolho roxo, a cianinida 3-glicosídeo, também chamada de crisantenina, sofre mudanças na sua forma estrutural de acordo com a sua absorção dos feixes de luz e, de acordo com o tipo de solução que foi adicionado ao sistema, sendo ácido ou básico.
Fonte: http://aspiracoesquimicas.net/2015/01/bioindicadores-antocianinas.html/
Figura 5 Cianidina-3-glicosídeo, principal antocianina do repolho roxo.
Em meios com pH menor que 3, a cianidina-3-glicosídeo encontra-se em forma de íon flavílico. O alto grau de deslocalização eletrônica da estrutura (em que há forte efeito mesomérico, de ressonância) admite que seja excitada por radiação menos energética, ou seja, há uma absorção de luz em uma faixa de maior comprimento de onda - correspondente ao vermelho. Tivemos essa coloração quando colocamos entre 2 a 6 gotas de ácido, HCl, e o pH obtido foi 4 e 3 respectivamente. 
Fonte: http://aspiracoesquimicas.net/2015/01/bioindicadores-antocianinas.html/ 
Figura 6 Íon flavílico e tubo de ensaio com 6 gotas de HCl.
O aumento de pH para a faixa de 4~5 provoca uma hidroxilação e a formação da pseudo-base carbinol, que se apresenta incolor. Visualmente, nesta faixa observam-se as cores de transição do vermelho para o violeta, podemos comprovar essa faixa de luz no tubo 2, onde foi adicionado apenas 1 gota de HCl apresentando o pH 4.
	Fonte: http://aspiracoesquimicas.net/2015/01/bioindicadores-antocianinas.html/	
Figura 7 Pseudo-base carbinol e tubo 2 com a adição de 1 gota de HCl. 
Quando o pH aumenta para a faixa entre 6 e 7, a molécula é novamente desidroxilada; uma hidroxila do anel da
Beatriz
Beatriz fez um comentário
o mais completo que vi sobre esse assunto! <3
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