Caderno de Pato Geral
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de 
presença de mitoses à microscopia. 
III. CISTOADENOCARCINOMA SEROSO PAPILÍFERO (25%): Forma papilas microscópicas e às 
vezes macroscópicas. Faz invasão do estroma. Lesões absolutamente sólidas, com 
hemorragia, necrose e aspecto variado. Tem em média de 15 a 25 cm de diâmetro na 
ocasião do diagnóstico. 
Características dos Tumores Serosos 
Macroscopia: Os tumores benignos em geral são uniloculados, lisos, tensos, de conteúdo 
seroso translúcido e com raras papilas macroscópicas. No entanto, os tumores malignos 
apresentam papilas na superfície externa (invasão da cápsula), internamente massas brancas 
e papilares projetadas para as cavidades vizinhas. 
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Microscopia: Estroma e papila, com epitélio glandular, em lesões benignas, ou seja, no 
cistoadenoma papilífero. Maior espessura e células muito mais coradas, a gente aproxima e 
vê se tem atipias e desorganização, se houver, é um cistoadenoma borderline. Se eu 
encontrar uma histologia com papilas muito espessas, absolutamente hipercromáticas e 
desorganizadas e com o mesmo epitélio da superfície encontrado no estroma, condiz com 
um tumor que está invadindo e, portanto, se trata de um cistoadenocarcinoma papilífero. 
\uf0a7 MUCINOSOS 
Segundo tipo de tumor mais frequente. Em vez de produzir líquido seroso, produz muco, por 
vários cistos. Comporta-se da mesma forma: 
I. CISTOADENOMA MUCINOSO: Neoplasia benigna, cistos lisos com muito muco no interior, 
epitélio regular de células únicas. Tudo mais uniforme e regular. 
Macroscopicamente: Forma cistos lisos, com raras papilas e muco no interior. 
Microscopicamente: Epitélio regular, células únicas, sem alteração quanto à 
heterogeneidade, são células monótonas. 
II. CISTOADENOMA MUCINOSO \u201cBORDERLINE\u201d: Com algum grau de atipia, sempre 
precisando ser tratados. 
III. CISTOADENOCARCINOMA MUCINOSO: Lesões multiloculadas, áreas brancas, sólidas, 
presença de células tumorais no meio do estroma. 
Macroscopicamente: vários locos, ou seja, lesão multiloculada, com componente sólido 
muito mais expressivo, presença de áreas brancas, por vezes necróticas, hemorrágicas. 
Microscopicamente: muito mais sólida, apesar do componente cístico, lesão sólida com área 
de necrose. No meio do estroma, há células tumorais, invadindo o estroma. 
\uf0a7 PSEUDOMIXOMA DO PERITÔNIO 
Relativamente raro, pode ou não ser induzido por tumor benigno ou maligno, por 
rompimento de cisto ovariano mucinoso, com reação tipo corpo estranho. Podemos ter uma 
lesão sistêmica no peritôneo formando várias áreas de tecido granulomatoso, formando 
áreas de aderência peritoneal. O muco é interpretado como corpo estranho. Ainda bem que 
ela é rara, pois causa lesão extensa, com amplas áreas, e obstrução intestinal, progressivas, 
cada vez mais graves, com difícil tratamento cirúrgico. 
Aspecto: Tecido com características fibróticas. Várias células gigantes circundando estes 
\u201clagos\u201d de muco, então é uma situação cirúrgica difícil. A serosidade é absorvida, ou seja, o 
líquido seroso não é um agente indutor de reação granulomatosa, como o muco é, assim o 
muco pode induzir, dependendo do hospedeiro. Na maioria das mulheres em que os cistos 
mucinosos de rompem não vai haver uma respectiva reação granulomatosa. 
\uf0a7 TUMOR DE BRENNER (FIBROENDOTELIOMA) 
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Comportamento benigno. Tumor firme, agregado ao ovário. Amarelado, uniforme, 
mostrando benignidade, muitas células epiteliais monofásicas cercadas por tecido fibroso. 
Um percentual pequeno tem diferenciação maligna. É incomum. O tratamento é diferente. 
O benigno exige apenas excisão cirúrgica. O maligno exige excisão cirúrgica e 
complementação com quimioterapia ou radioterapia. Correspondente ao fibroadenoma de 
ovário. 
b) TUMORES DE CÉLULAS GERMINATIVAS 
É a mais extensa família, se formos considerar os tipos tumorais. Representantes: 
\uf0a7 BENIGNOS 
I. TERATOMA CÍSTICO MADURO (CISTO DERMÓIDE): Formado por células germinativas 
das três camadas embriológicas, são chamadas de maduras porque são lesões que vão 
formar tecidos com características maduras e, obrigatoriamente, tem que ter 
representantes dessas três origens embriológicas distintas. São tumores císticos com pele, 
cabelo, dente, tireóide, osso, tecido adiposo, ou seja, tecido epitelial e mesenquimal. Quase 
sempre são tumores benignos. Mais conhecido pelos ginecologistas como cisto dermóide, 
pois é um cisto verdadeiro e com algum componente cutâneo no tecido, ou pele, ou pelo ou 
sebo. 
Lesão lisa externamente, branco-acinzentada, normalmente sobre pressão se forma cacifo, 
pois normalmente está cheio de sebo e, ao abrir, todos esses restos de tecidos. Dificilmente 
maligniza, mas quando há malignização, normalmente as lesões derivadas são relacionadas à 
componente epitelial, então normalmente um melanoma, ou carcinoma de células 
epidermóides pode ter se desenvolvido nesses tecidos do cisto dermoide. 
Struma-Ovarii: Presença de tecido tireoidiano. As células são produtoras de hormônios, com 
consequência de desenvolvimento de síndromes endocrinológicas, podem ser funcionais 
podendo causar hipotireoidismo na paciente. 
\uf0a7 MALIGNOS 
I. DISGEMINOMA: Tumor indiferenciado que lembra seminoma do testículo. Como advém 
de células germinativas, tem um comportamento muito semelhante ao seminoma, o 
diferencial é que o disgeminoma apresenta células neoplásicas grandes e claras, permeadas 
por leucócitos, o que é bem característico. São células tumorais de diferentes tamanhos, 
pleomórficas, bem claras. Diferenciadas também porque o seminoma é um tumor 
relativamente pequeno, o disgeminoma é um tumor muito grande, com 20 a 30 cm de maior 
eixo à época do diagnóstico. Relativamente monofásico à macroscopia, sem muito aquele 
aspecto de malignidade, mas não se enganem, à microscopia, essas células claras, que são 
extremamente agressivas, e no permeio esse infiltrado leucocitário (aspecto bifásico). 
II. CARCINOMA DO SACO VITELÍNICO (TUMORES DOS SEIOS ENDODÉRMICOS): 
Tumor com diferenciação em tecidos extra-embrionários, como a placenta. Diferencia-se 
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exatamente em células do saco vitelino, sempre é um tumor maligno, tumor que mais 
precocemente acontece, geralmente em meninas bem pequenas. Altamente agressivo, com 
taxa de sobrevida baixa. Com característica histológica bem típica: você corta o tumor e se 
observam corpos de Schiller-Duval, células tumorais dispostas ao redor dos vasos - o que 
marca a lesão histológica como tumor de saco vitelínico, que é relativamente raro. 
III. TERATOMAS IMATUROS: São graduados pela diferenciação dos tecidos presentes (I, II 
e III). São raros, comparecendo elementos embrionários na composição. Na macroscopia são 
volumosos, lisos, sólidos com cavidades, presença eventual de pêlos, cartilagem, osso, 
calcificações, necrose e hemorragia. 
c) TUMORES DO ESTROMA 
I. FIBROMA: Tumor benigno do ovário que tem fibroblasto e colágeno em sua constituição. 
Tumor firme, elástico, às vezes tem uma área mais fasciculada, exatamente formada por 
essas estruturas fibróides. Os tumores não são produtos de hormônios, mas tem aspecto 
brancacento, elástico, uniforme. São unilaterais em 40% dos casos. 
Microscopia: Células uniformes, com fibroblasto e colágeno. Pode resultar na Síndrome de 
Meigs que é a presença de fibroma associado com ascite e derrame pleural à direita. Não se 
sabe por que os fibromas podem induzir ascite no paciente e essa é tão expressiva, acaba 
transmitindo-se para a cavidade pleural direita (hidrotórax à direita), que é mais suscetível à 
passagem de líquido que a esquerda. A Síndrome de Meigs pode causar confusão com lesão 
maligna, mas o tumor, ao ser removido, leva à remissão da ascite e do derrame pleural. 
II. TECOMA: Tumor de células estromais, mas
Amanda
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Boa noite, seria possível disponibilizar o material por e-mail? amandator@live.com
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