Construção de Projetos Pedagógicos
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Construção de Projetos Pedagógicos

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CONSTRUÇÃO DE PROJETOS

PEDAGÓGICOS E TECNOLOGIAS

 APLICADAS A EDUCAÇÃO

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Sumário

MÓDULO 1- Planejamento Educacional

1.1 Percurso Histórico

1.2 A Construção do Planejamento Educacional

MÓDULO 2-. Projeto Político Pedagógico (PPP)

2.1 O Projeto Político Pedagógico como Inovação Emancipatória

2.2 Princípios Norteadores do Projeto Político Pedagógico

2.3 A Identidade da Escola

2.4 Currículo Escolar

MÓDULO 3 - Metodologia de Trabalho para a Elaboração do

Projeto Político Pedagógico

3.1 Planejamento Pedagógico na Perspectiva da Gestão Democrática

3.2 A Construção da Proposta Pedagógica

MÓDULO 4 - Da Educação Tradicional às Novas Tecnologias

Aplicadas à Educação: percurso histórico

4.1 A Mudança de Tempos, Espaços e Relações na Escola a Partir do uso

de Tecnologias e da Inclusão Social

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MÓDULO 5 - Universidade, Políticas Públicas e Novas

Tecnologias Aplicadas à Educação a Distância

5.1 Políticas Públicas Neoliberais e a Expansão da EAD

5.2 A EAD e as Políticas Públicas de Democratização e “Inclusão” Digital

MÓDULO 6 - Alternativas e Estratégias das Instituições de

Ensino Superior (IES) Frente às Transformações do

Paradigma Educacional Contemporâneo

6.1 Alterações no Contexto Educacional em Função da Incorporação da

Tecnologia

6.1.1 Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica

6.2 Perfil do Professor e as Exigências de Formação

6.2.1 Habilidades Docentes para o Uso das Novas Tecnologias

6.3 A Colaboração em uma Rede de Aprendizagem

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 Apresentação

 MÓDULO 1 – Planejamento Educacional

MÁRCIA REGINA BARRELLI

Disciplina: Construção de Projetos Pedagógicos e

Tecnologias Aplicadas à Docência

Módulo 1 – Planejamento Educacional– Faculdade

Campos Elíseos (FCE) – São Paulo – 2016.

Guia de Estudos – Módulo 1– Planejamento

Educacional.1.Planejamento 2.Projeto Pedagógico

3.Gestão Democrática

Faculdade Campos Elíseos

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 Conversa Inicial

No primeiro módulo, discutiremos sobre planejamento educacional. Iniciaremos

por uma conceituação de planejamento, planejamento educacional e breve histórico

deste movimento no Brasil, refletindo sobre a questão do Estado como instituição que

planeja. Finalizaremos com a reflexão de planejamento educacional participativo,

apontando para a necessidade, a relevância, os limites e as possibilidades do

planejamento e da participação no processo de tomada de decisões.

Agora com a descrição de toda a trajetória, podemos iniciar a nossa jornada de

estudos.

Ótimo aprendizado!

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 1. Introdução ao conceito de Planejamento

As circunstâncias nas quais vivemos e das quais fazemos parte no século XXI,

entre desafios, conflitos, as tecnologias da comunicação, o tempo e o espaço digital,

o complexo de elementos que constituem nossa realidade, lugares, objetos, ações,

palavras, significados, intencionalidades, movimentos, as relações (sociais,

humanas, políticas, culturais, de poder), as divergências, a diversidade, estando o

ser humano, ser racional, buscando processos de transformar suas ideias em

realidade - nos coloca diante de uma necessidade:

- Planejar ações mediante objetivos - organizar, conhecer, educar, separar,

juntar, construir, ordenar, comparar, relacionar, qualificar, ampliar nosso viver.

Esta atividade surge desde o aparecimento do homem no universo, já que nós

humanos dotados da capacidade de pensar, elaborar e reelaborar organizamos a

prática de uma ação, e, historicamente, desde o “homem das cavernas”,

constatamos, por analogia, a atividade de planejar. O homem planejava sua ação

de caça para alimentar-se, produzia e usava suas ferramentas, com pedras,

madeiras, aproveitava o couro e a pele de suas caças para proteger-se do frio, e a

descoberta do fogo, ampliou ainda mais seu poder de planejamento, ação,

sobrevivência, criação, mudanças e transformação de ideias.

Reflita sobre a afirmativa relacionando com a temática em estudo e

desdobramentos - “Superando sua condição natural e criando um mundo

cultural, o homem se torna senhor de seu destino, escolhe as alternativas que

mais satisfação lhe proporcionem, renuncia a outras que lhe pareçam mais

custosas, abre caminhos para atingir metas” FONSECA, NASCIMENTO, SILVA,

J.M. (1995)

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Assim, podemos caracterizar o planejamento como uma atividade humana,

pela qual são estabelecidos objetivos, metas, fins, a serem alcançados, com

estratégias e métodos definidos, cuja principal característica é a flexibilidade, ou

seja, possibilita, ação, reflexão, mudanças no percurso e novas tomadas de decisão.

Planejamento é processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre
recursos e objetivos, visando ao melhor funcionamento de empresas,
instituições, setores de trabalho, organizações grupais e outras atividades
humanas. O ato de planejar é sempre processo de reflexão, de tomada de
decisão sobre a ação; processo de previsão de necessidades e racionalização
de emprego de meios (materiais) e recursos (humanos) disponíveis, visando
à concretização de objetivos, em prazos determinados e etapas definidas, a
partir dos resultados das avaliações (PADILHA,2001, p.30)
Planejar é definir objetivos e escolher o melhor curso de ação para alcançá-
los. O planejamento define onde se pretende chegar o que deve ser feito,
quando, como e em que sequência. (CHIAVENATO, 1993, p 367)

Segundo Evangelista, o processo de evolução do planejamento, desde o seu

surgimento até a atualidade, apresentou fases definidas que acompanhou a

organização da História da humanidade, passando pelo período racionalista,

antiguidade e idades média, moderna e contemporânea.

Da revolução industrial, das guerras mundiais, da invenção da bomba atômica,

a modernização das guerras, a corrida espacial, os avanços das tecnologias da

informação e da comunicação.

No entanto, verificamos que as concepções de planejamento recaem em uma

abordagem tecnicista, que historicamente, desde a Antiguidade apontou o Estado

como instituição, utilizando-se de estratégias de organização de ações em

determinadas áreas para alcançar objetivos.

Como cita Scaff, em seu artigo, Coombs (1970, p.17) apontou que na

Constituição espartana, indícios de planificação da educação aparecem para

adaptar aos objetivos militares, sociais e econômicos daquele modelo de sociedade.

Também, Platão sugere um plano de educação apropriado à sociedade ateniense.

E consequentemente, motivadas por ideologias próprias, as sociedades

capitalistas, socialistas, os modelos socialdemocratas, socioliberais, liberais,

neoliberais, vêm utilizando, de forma explícita, o planejamento ou a planificação,

como uma intervenção sócio política econômica institucionalmente legalizada. É

compreensível que além de ser uma questão técnica, o planejamento

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governamental é uma questão política, relacionando-se assim com o exercício de

poder, que sugere ou não, um instrumento que se transforme em ameaça à

liberdade e à democracia. Esta reflexão, faremos na sequência deste módulo,

quando discutiremos aspectos históricos do planejamento educacional no Brasil e

planejamento educacional participativo.

Síntese

 O