DIREITO ADMINISTRATIVO
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DIREITO ADMINISTRATIVO


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são sempre legítimos. 
Trata-se de uma presunção juris tantum que dispensa para a 
Administração Pública a prova de legitimidade de seus atos ou seja, 
cabe ao particular provar o contrário, que ela agiu com ilegalidade 
flagrante ou dissimulada sob a forma de abuso ou desvio de poder; 
3- necessidade de Poder Discricionário => a discricionalidade é a 
liberdade de ação que a Administração tem para melhor atender 
aos interesses públicos ou seja, o funcionário público tem uma certa 
margem de liberdade para o exercício de certos atos de interesse 
coletivo. Contraposto ao Poder Discricionário temos o chamado 
Poder Vinculado, através do qual o administrador tem a obrigação 
de cumprir a lei. 
 
Elementos do Ato Administrativo 
Ato administrativo -> é uma espécie de ato jurídico praticado pela 
administração com a finalidade pública (ex.: anulação, revogação 
etc.) de criar, modificar ou extinguir direito. 
Enquanto os elementos do ato jurídico são o agente capaz, a forma 
e o objeto lícito, os do ato administrativo são oagente competente, 
a forma, a finalidade pública, o motivo e o objeto lícito. 
O ato administrativo será vinculado se todos esses elementos 
estiverem em conformidade com a lei; oudiscricionário, se, 
embora todos presentes, somente os três primeiros estiverem 
regrados. 
Torna-se importante ressaltar que, de forma liberada, é deixado 
para o administrador o objeto e o motivo já que estes dois últimos 
elementos não estão previstos em lei. 
Neste caso é o administrador tem que dar uma solução pessoal 
para o caso. 
Por exemplo, se um servidor público (agente competente) falta por 
mais de 30 dias (motivo) configurando abandono de cargo de 
acordo com o Estatuto do Servidor Público (forma) deverá ser 
demitido (objeto) para bem do Serviço Público (finalidade). 
Trata-se de um ato vinculado onde o chefe não terá uma outra 
opção a não ser despedí-lo. Em outro exemplo, sendo o Município 
responsável pela salubridade pública (finalidade) e uma 
determinada fábrica começa a poluir o ar contrariando portaria 
existente sobre o assunto (forma), caberá ao Prefeito (agente 
competente) decidir com discricionalidade que tipo de providência 
deverá tomar ou seja, se fecha a fábrica ou se aplica multa. 
Observa-se neste exemplo que o motivo (poluição do ar) e o objeto 
( fechamento ou multa da fábrica) não devem ser considerados 
porque quando a fábrica foi instalada, não estavam previstos na lei. 
Nem o Poder Judiciário pode reverter atos discricionários da 
Administração desde que eles estejam em conformidade com o 
bom senso do administrador no que se diz respeito à relação entre 
a proporcionalidade da infração e a sanção aplicada, a finalidade 
social etc.. ou seja, esses atos têm que estar envoltos pelo princípio 
da legalidade. 
Hierarquia das Normas Administrativas 
Há dois critérios para se aplicar a hierarquia das normas 
administrativas: 
1°) pela maior ou menor extensão da eficácia da lei: sendo as 
normas administrativas federais (União),estaduais (Estados) 
e municipais (Municípios), elas têm uma hierarquia territorial ou 
seja, lei federal > lei estadual > lei municipal; 
2°) pela maior ou menor intensidade criadora do direito: a 
hierarquia começa pela Constituição e pelas emendas 
constitucionais que a ela se incorporam. 
De acordo com o Princípio da Constitucionalidade das Leis, o 
ordenamento jurídico não pode se confrontar com a Constituição, 
pois é ela que regula a organização e o funcionamento da estrutura 
jurídica do País. 
E se uma norma qualquer entrar em confronto com a Constituição, 
ela será considerada como sendo uma norma inconstitucional. 
Podemos dizer que uma determinada norma é inconstitucional se 
ela apresentar um vício de origem ou de forma ou material. Existem 
mecanismos de controle da Constituição que vão dizer se a norma 
é ou não inconstitucional. 
 
Mecanismos Constitucionais de Controle das Normas 
I- Controle de inconstitucionalidade das normas -> pode ser 
feito de forma direta, através da ADI (ação direta de 
inconstitucionalidade) e da ADIO (ação direta de 
inconstitucionalidade por omissão) ou de forma indireta, através de 
casos concretos levados ao judiciário, como por exemplo, através 
de um MI (Mandado de Injunção). 
ADI -> segundo o art. 102 da CF, "Compete ao Supremo Tribunal 
Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I- 
processar e julgar, originariamente: 
a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo 
federal ou estadual e a ação declaratória de inconstitucionalidade 
de lei ou ato normativo federal". 
 
Assim temos que: 
a) a ADI vale contra todos; 
b) o foro competente para apreciar a ADI é somente o S.T.F.; 
c) a ADI pode ser proposta contra a lei, em tese, ou seja, não há 
necessidade de se estar diante de um caso concreto; 
d) quem tem legitimidade ativa para propor uma ADI são os 
elencados no art. 103 da CF que diz: "Podem propor aADI: I - o 
Presidente da República; II - a Mesa do Senado Federal; III - a 
Mesa da Câmara dos Deputados; IV - a Mesa da Assembléia 
Legislativa; V - o Governador do Estado; VI - o Procurador-Geral da 
República; VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do 
Brasil; VIII - partido político com representação no Congresso 
Nacional; IX - confederação sindical ou entidade de classe de 
âmbito nacional. 
Segundo o art. 66, § 1º da CF: "Se o Presidente da República 
considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou 
contrário ao interesse público , vetá-lo-á total ou parcialmente, no 
prazo de 15 dias úteis, contados da data do recebimento, e 
comunicará dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do 
Senado Federal os motivos do veto". 
Quando o Presidente não veta determinada norma, isto não quer 
dizer que esta norma não seja inconstitucional; ele apenas deixou 
de vetá-la. E se uma lei é taxada como inconstitucional, o Senado 
Federal manda suspender a sua eficácia, de acordo com o art. 52, 
inc. X que diz: "Compete privativamente ao Senado Federal: X - 
suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada 
inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal 
Federal". 
ADIO -> Diz o § 2º do art. 103, da CF: "Declarada a 
inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva 
norma constitucional, será dada ciência ao Poder competente para 
a adoção das providências necessárias e, em se tratando de órgão 
administrativo para fazê-lo em trinta dias". 
Pode-se ingressar com uma ADIO quando a ausência de uma lei 
estiver gerando uma inconstitucionalidade. Ex: a hipótese de um 
direito resguardado pela Constituição e que depende de lei futura 
(que na verdade nunca é feita). Assim, toda vez que o S.T.F. 
reconhecer que há uma ausência de lei, que há um vácuo 
legislativo, ele não diz o direito, ele manda que outro Poder faça a 
norma. De acordo com o inc. I "letra q" do art. 102 da C.F., 
"compete ao S.T.F. julgar originariamente quando a omissão de 
norma for atribuída ao Presidente da República etc. ...". Observa-se, 
no entanto, que se a falta de norma for atribuída a um dos Estados, 
a competência será dos Tribunais de Justiça. 
MI -> O inc. LXXI do art. 5º da C.F. diz: "conceder-se-á mandado de 
injunção (MI) sempre que a falta de norma regulamentadora torne 
inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das 
prerrogativas inerentes á nacionalidade, á soberania e à cidadania". 
O MI deve ser impetrado somente diante de casos concretos, na 
presença de "vácuo legislativo", ou seja, na ausência de norma 
regulamentadora. Ele se aplica quando existindo um determinado 
direito esse não