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RESUMO TEORIA GERAL DO ESTADO

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RESUMO TEORIA GERAL DO ESTADO – CIÊNCIA 
POLÍTICA 
 
 POR QUE VIVER EM SOCIEDADE 
- Benefícios: organização do comportamento (ordem social), ganhar experiência, desenvolvimento 
tecnológico, sobrevivência, divisão do trabalho. 
- Malefícios: perde a liberdade ilimitada (libertinagem). A liberdade como direiro impõe regras e limites, 
“campo de ação”, até onde posso agir. 
 ORIGEM DA SOCIEDADE (como o estado se originou): 
- Teoria naturalista: “o homem é um ser político por essência – Aristoteles”. É da natureza do homem viver 
em sociedade. Há um impulso associativo natural que significa que o homem já nasce com esse impulso de 
viver em sociedade. Essa teoria não ignora a vontade do ser humana, mas considera o impulso associativo 
natural a motivo do ser humano viver em sociedade. 
- Teoria Contratualista: “contrato” = acordo de vontades. O homem vive em sociedade por que ele tem 
vontade (ato volitivo), pois ele é racional entende que viver em sociedade é melhor (ATO VOLITIVO + 
RAZÃO). Platão foi o propulsor do contratualistas, imaginou uma sociedade ideal. 
 CONTRATUALISTAS: 
 
Autores Estado natural (isolado) Estado social (sociedade) 
HOBBES 
Obra “O leviatã” (1651) 
fundamentava o estado 
absolutista = estado monstro 
O homem nasce isolado em razão da 
libertinagem. Há uma guerra de todos 
contra todos, pois o homem é egoísta. 
Por essa razão o homem sabe que este 
estado de natureza levaria a extinção. 
 
Resolvem por meio da razão viver em 
sociedade. Há um acordo de vontades, 
uma renúncia de direitos, e normas 
estabelecidas pelo Estado (vivemos em 
sociedade com receio de sermos puni- 
dos pelo estado e por que é melhor que o estado 
natural = temor. 
 
MONTESQUIEU 
Obra “espírito das leis” (1748) 
se opõe ao estado absoluto, in- 
fluenciou estados liberais 
- estado democrático 
- liberalismo 
Diferentemente de Hobbes, para Mon- 
tesquieu o homem nasce bom. Bondade 
humana. Razão  
O homem é guiado por leis universais: 
1 desejo de paz / 2 sentimento de necessi- 
dade / 3 atração natural entre sexos 
opostos / 4 desejo de viver em sociedade 
5 segurança. É mais fácil para o ser humano 
cumprir essas leis vivendo em sociedade. 
 
ROSSEAU 
1776 foi patrono da revolução 
francesa.“ Contrato social” 
- estado democrático 
- liberalismo 
- iluminismo 
Bondade humana. Existe também a 
fragilidade humana. Razão.  
-soberania popular 
-razão que dirige a vontade 
- auto conservação – ordem 
- manutenção da sociedade 
- liberdade – igualdade 
- espaço executa o contrato 
 
 
 ELEMENTOS DA SOCIEDADE 
Sociedade  1. finalidade social 2.ordem social 3. poder social. 
 
1- Finalidade social 
Finalidade  decorre da vontade, ou de algo pré-determinado? Há duas teorias: 
 
- determinista: a finalidade da sociedade está pré-determinada, independente de suas ações e 
vontades. Teoria que não condiz com a realidade, fala-se de “destino”. Utiliza as regras da natureza para 
explicar o comportamento humano. 
- finalista: condiz à vontade, é possível alterar a sociedade através do comportamento humano, a 
finalidade social decorre da vontade dos membros da sociedade. 
 
Finalidade social  bem comum (objetivo comum). 
Se cada um possui uma vontade especifica então como se chega a uma vontade em comum? 
- visão técnica: para o direito um bem é algo que possua valor (coisa), possui valor jurídico, valor 
comum à sociedade. 
- visão dogmática (papa João XXIII): bem comum são as condições mínimas e necessárias para que cada 
um possa desenvolver sua personalidade (capacidade de direitos e deveres). O Estado deve promover 
esse bem comum. O Estado é o instrumento e não o fim em comum. Você se vale do estado para se 
satisfazer e se desenvolver. 
 
2- Ordem social (normas de conduta): três movimentos/ elementos para que haja ordem social. “Sticto 
sensu” 
 
- Reiteração do comportamento: um comportamento que surge e acontece ao longo do tempo é visto 
como correto pela sociedade, é atribuído um valor, a partir dai surge a norma. Exemplo: o casamento 
homoafetivo, o STF reconheceu como entidade familiar. Foi um fato reiterado (repetido), valorado pela 
sociedade. Não houve uma alteração na lei apenas uma mutação constitucional, altera-se apenas o 
sentido. 
Essa reiteração pode estabelecer uma norma protegida pelo legislativo (lei) ou por costumes 
(consuetudinário - não escrito). 
Costume é diferente de habito. Costume diz respeito a pratica reiterada ao longo do tempo (elemento 
objetivo) que forma uma convicção jurídica da sua obrigatoriedade (elemento subjetivo). Não é 
qualquer comportamento que vira norma apenas os reiterados. 
Já o habito só possui elemento objetivo, não há sanção quando não respeitado, não há obrigação. 
 
- Adequação: as normas devem se adequar a sociedade, aos novos anseios, não são estáticas, pois a 
sociedade muda ao longo do tempo. A sociedade é um organismo vivo. O mecanismo de alteração pode 
ser: 
- formal: emenda a constituição 
- informal: revoluções (forma de mutação do Estado de forma violenta), mudanças gradativas pacificas 
ou mutações constitucionais (quem faz a alteração na CF é a população, exemplo é o casamento 
homoafetivo, houve uma adequação da norma, alterou-se o sentido não o texto em si). 
Se não houver adequação poderá ocorrer a ruptura de uma ordem para, assim, surgir outra (isso é 
temeroso). 
 
* Ordem social em sentido estrito  normas jurídicas. A norma jurídica é dotada de um preceito 
primário e secundário. O primário é o comando (a ordem), o secundário é sanção. 
Ex: art. 121 CP – matar alguém 
 Dessa forma se extrai que não pode matar. É proibido matar. 
 Preceito primário: comando 
 Preceito secundário: você matou? Descumpriu a norma= sanção estatal. 
 
 
PS!!! – lei é diferente de norma: o código penal descreve a conduta que a sociedade considera 
criminosa, exemplo matar, roubar, a norma extraída dela (o sentido do dispositivo) é NÃO matar. 
PS!!! – direito é diferente de justiça: justiça é a finalidade da lei e não o direito em si, o poder judiciário 
aplica a lei e algumas vezes pode não ser justa, ele garante a segurança jurídica. 
 
- Soft Law: lei que promove ao invés de punir. Exemplo: você possui uma propriedade rural na qual há 
uma reserva legal. Você pode negociar o excedente com aquele que dela necessite, em forma de cotas. 
 
 EMENDA CONSTITUCIONAL (ARTIGO 60) 
- O QUE É? modificação imposta ao texto da Constituição Federal após sua promulgação. É o processo 
que garante que a Constituição de um país seja modificada em partes, para se adaptar e permanecer 
atualizada diante de relevantes mudanças sociais. 
- QUEM PODE PEDIR? (ARTIGO 60, inciso I, II, III) A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pode ser 
apresentada pelo presidente da República, por um terço dos deputados federais ou dos senadores ou 
por mais da metade das assembleias legislativas, desde que cada uma delas se manifeste pela maioria 
relativa de seus componentes. 
- COMO É APROVADA? (ARTIGO 60 § 2) A PEC é discutida e votada em dois turnos, em cada Casa do 
Congresso, e será aprovada se obtiver, na Câmara e no Senado, três quintos dos votos dos deputados 
(308) e dos senadores (49). 
- QUEM A PROMULGA? (ARTIGO 60 § 3) A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da 
Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem. 
- O QUE NÃO É PERTIMIDO? (ARTIGO 60 § 4) Não podem ser apresentadas PECs para suprimir as 
chamadas cláusulas pétreas da Constituição. 
 
 CLAUSULA PÉTREA (ARTIGO 60 § 4) 
- O QUE É? É um dispositivo que não pode ser suprimido/ abolido

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