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RESUMO TEORIA GERAL DO ESTADO

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a ordem pública, a segurança como finalidade. 
Aparentemente pode parecer algo bom, toda via isso acarreta vários problemas como o 
totalitarismo e a perca dos direitos individuais relacionados a liberdade, o Estado se torna opressor, 
acaba violando direitos, como o do devido processo legal e os diretos à liberdade. 
Estado-liberal: O Estado coloca a liberdade como finalidade do Estado. Passa a ser um Estado não 
interventor, que se abstém (ideia de Adam Smith). O setor privado passa a ter todo o controle, 
causando ainda mais desigualdades, e injustiças em todos os âmbitos, econômicos, trabalhistas, da 
saúde, educação e etc. O Estado liberal é importante, porém é necessário limites. O Estado 
considerado correto é o neoliberalismo, que é ao mesmo tempo social e liberal, no qual a saúde, a 
educação e a previdência social são gratuitas. 
Esse Estado assim como o Estado-polícia não consegue o bem comum do povo. 
 
2. ESTADOS COM FINS EXPANSIVOS: pode-se afirmar que a gama de finalidades do Estado seria 
tamanha que, fatalmente a busca por sua plena realização acabaria por anular os fins individuais 
em si mesmo, ou seja, o indivíduo deixaria de ser considerado como elemento constitutivo do 
Estado, passando apenas a existir a coletividade. Figuro do Estado totalitarista. 
Estado moral/ético: é o Estado que estabelece um valor moral como finalidade, são aqueles 
Estados religiosos como os Muçulmanos, que coloca o valor moral acima de tudo, até mesmo dos 
indivíduos. O Estado seria a fonte única e incontestável dos conceitos da moral e dos bons 
costumes, sendo punível qualquer ato que não se enquadre nos padrões oficialmente 
estabelecidos. 
Estados utilitaristas: o bem maior a ser alcançado seria o pleno desenvolvimento material e 
econômico, ainda que em detrimento dos direitos individuais do cidadão; isso se justificaria no 
estado de bem estar proporcionado pelo amplo desenvolvimento, fazendo com que todas as 
necessidades inerentes ao homem desaparecessem. 
 
 PODER DO ESTADO: 
 
Poder do Estado = poder juspolítico 
 
Soberania = Força que o Estado exerce. Só é considerado estado se for soberano. (qualificação do 
poder). Elemento do Estado * TUDO o que falamos de soberania se aplica aqui. 
 
Graus de juridicidade = quanto mais jurídico o poder for mais legitimo e menos politico será. 
quanto menos jurídico o poder for menos legitimo e mais politico será. 
 
- Para demonstrar o poder que o Estado obtém podemos observar o artigo 5º, §4 da CF/88 – “O Brasil se 
submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão”. 
Esse expõe que o Brasil se submete ao tribunal penal internacional, mas as decisões e condições tomadas 
pela corte internacional só serão aplicadas no território brasileiro se o Brasil (o Estado) assim 
permitir/aceitar, pois ele é soberano. O ato de aceitar a seria como uma boa fé processual, pois se o Estado 
não aceitar isso pode acarretar conflitos internacionais, afetando relações politicas e econômicas. Mas 
internamente o Estado é quem decide de última instância qual é a norma aplicada, um exemplo foi à lei 
Maria da Penha, O Brasil aceitou a decisão da corte e por isso ela gerou efeitos no território brasileiro. O 
Estado se quiser pode “enganar” a corte, falar que tomará providências, fazer alguns projetos, porem não 
os seguir necessariamente. É preciso esgotar todos os recursos internos do Estado para poder buscar apoio 
em cortes internacionais, se não fizer isso a soberania seria rompida. 
-Situação essa diferente dos casos de tratados internacionais que só quando ratificados se tornam normas 
n Brasil, sendo obrigatório segui-las. 
-Diferente também do caso de sentença estrangeira que só depois de passar pelo crivo do STJ vai poder ser 
aplicada a condenação no território brasileiro. 
 
ESTADO COMO PESSOA JURÍDICA 
 
Direito  ordem política  limitação do poder do Estado 
Estado de direito (art. 1º da CF/88) 
Estado como pessoa jurídica. 
 Qual a importância do direito para o Estado? 
- Art. 1º da CF/88 – “A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e 
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito...”. 
 
Estado – democrático = diz respeito ao regime de governo, é um governo democrático - “governo do povo”. 
 - direito = O estado submetido a uma regra chamada “rule of law” que significa o império da lei, o 
Estado deve seguir a lei, não tem direitos de fazer o que quiser. Essa regra estabelece até 
onde o poder do Estado pode ir. A CF não só organiza os direitos do Estado, mas também traz 
as limitações do Estado (limite tem ligação com separação dos poderes). Outro principio 
chamado “cheque and Balance” que significa o poder reciproco entre os poderes. Fica claro 
que a principal função do direito é limitar o Estado. 
 - Hans Kelsen diz que o Estado é a ordem jurídica soberana – ele personifica a ordem jurídica, como se as 
normas jurídicas fossem um sujeito, que é o Estado. 
- ESTADO COMO PESSOA JURÍDICA  O Estado tem personalidade jurídica para fazer acordos como os 
serviços telefônicos (vivo, oi, tim, claro) a titularidade desses serviços continua sendo do Estado, o Estado 
apenas atribui poderes a essas instituições para realizar seus serviços. Se a união faz contrato é porque tem 
personalidade jurídica. 
A personalidade jurídica é a capacidade de direitos e deveres, se você nasce com vida a lei já lhe atribui 
capacidade, personalidade jurídica. Atribuir capacidade jurídica para pessoas físicas é mais simples agora 
pensar em uma personalidade jurídica abstrata (para Estado ou empresas) é mais complicado. 
- A ordem jurídica atribui personalidade jurídica.

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