Aula 2 – As grandes civilizacoes Amerindias
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Aula 2 – As grandes civilizacoes Amerindias


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Aula 2 \u2013 As grandes civilizações Ameríndias
Ao final desta aula, você será capaz de:
1. Identificar as características peculiares das grandes civilizações ameríndias;
2. compreender o processo de formação dos Astecas, Maias e Incas; 
3. relacionar a cultura desses povos com a base cultural latinoamericana, principalmente a presente no Peru, Bolívia e México;
4. verificar o processo de destruição dessas grandes culturas pelos espanhóis colonizadores.
Os Maias
Os Maias eram um povo sedentário que ocupou geograficamente os territórios da Guatemala e Honduras, entre os séculos III e XV. A sua presença é especialmente importante nos territórios de Guatemala e Belize, com uma rica história de mais de 3.000 anos. 
Os maias construíram grandes templos e grandes cidades como Nakbé, San Bartolo (no norte de Petén), Tikal, Palenque, Copán, Calakmul e Uaxactún, Piedras Negras. Os monumentos dos mais notáveis são as pirâmides maias que construíram em seus centros religiosos.
 
Origem Maia 
Os historiadores e arqueólogos apontam três fases de desenvolvimento da sociedade Maia:
 
O período Pré-clássico 
Quando se estrutura a agricultura em meio a floresta, base cultural e econômica desta sociedade, surgem as primeiras aldeias e centros cerimoniais, estabelecendo a base da estrutura política que iria determinar o comportamento daquela sociedade pelos séculos seguintes. 
O período Clássico
Em termos de cronologia se inicia no século III, como  é determinado pelos arqueólogos e historiadores.  Nesse período houve um grande desenvolvimento técnico da agricultura, a hierarquia política, social, militar e sacerdotal ficou definida de acordo coma organização daquela complexa sociedade, houve um grande desenvolvimento da tecnologia e do comércio com outros povos. \u201cTambém construíram grandes centros cerimoniais e cidades, onde as ciências, as artes florescem e historiografia\u201d.
O período Pós-clássico
Teve seu início no século X e se estendeu até o século XVI, quando a América foi ocupada pelos espanhóis. Foi nesse período que os Maias ultrapassaram os limites da floresta e perderam a sua proteção. Passaram a conviver com ataques de outros povos e as divisões tribais que caracterizavam a sociedade Maia dificultaram os mecanismos de defesa. Essa realidade tornou aquela sociedade vulnerável antes mesmo da chegada dos espanhóis.  
 
"Recentes descobertas locais (Nakbé) sugerem o surgimento de tribos do Oriente pré-clássico, que teve a capacidade de organização e disponibilidade de mão de obra necessária para projetos de construção de grande escala. Resumidamente, processos que levaram ao desenvolvimento de sociedades complexas nas planícies Maya não são claras. Essa questão aponta problemas significativos, considerando as condições ambientais da região."
"Da mesma forma, não há nenhuma explicação definitiva para o desenvolvimento de um dos mais importantes centros da região, como o Mirador Tikal e mesmo em locais isolados e aparentemente pobre de recursos naturais, em especial de água. No entanto, é claro que os habitantes pré-clássicos das terras baixas de Petén sabia maximizar as condições ecológicas do território que habitavam, que envolvem tecnologias agrícolas suficientes para sustentar populações crescentes.
A busca de explicações para esses processos é um verdadeiro desafio para a pesquisa arqueológica&quot; (TUDO SOBRE OS MAIAS. Disponível em: <www.taringa.net>. Acesso em: 25 nov. 2012).
Organização política
Os Maias se organizavam em pequenas aldeias, que não tinham necessariamente contatos permanentes. O que as uniam eram o aspecto cultural e a necessidade de apoio nos momentos de hostilidades inimigas. 
No entanto, já no período clássico, algumas cidades surgiram em meio a floresta, eram centros cerimoniais que poucos habitavam, mas em períodos de culto religioso essas cidades recebiam um número grande de pessoas, que trocavam informações e estabeleciam contatos sociais, como casamentos intertribais. Ainda assim, com essas cidades, a vida dos povos Maias dependia inteiramente dos recursos naturais e do cultivo e colheita de produtos que eles mesmos desenvolveram, como o milho. 
 
Eram sedentários, no sentido antropológico, e cultivavam primitivamente seus recursos alimentares em meio a floresta. Essa relação com a floresta, que os protegia e provia, gerou um sistema religioso baseado na adoração simples da natureza e de elementos relacionados ao plantio, como sol, chuva, vento, montanhas, água. 
Mas a sociedade Maia foi se tornando mais complexa e, então, surgiu um sistema religioso controlado por sacerdotes, que ocupavam também a liderança política. Os sacerdotes tornaram-se detentores do conhecimento científico e dominaram com esse saber o poder político. \u201cNa época do florescimento da civilização maia, a hierarquia do poder consistia em: governantes sacerdotes, o sacerdote maia (Ah-Kin-maio), o sacerdote (Halach Uinic), chefes e senhores (Bacab) real mordomo do Conselho de Estado, composto de sacerdotes e um principais senhores da guerra (Nacon).\u201d (TUDO SOBRE OS MAIAS. Disponível em: <www.taringa.net>.
Acesso em: 25  nov. 2012).
Organização econômica
A economia baseava-se na agricultura de subsistência complementada pelo processo de caça e coleta na floresta provedora. No entanto, aos poucos a necessidade de uma produção que gerasse excedentes fez surgir uma atividade agrícola mais complexa e também uma atividade extrativista, que exigia especialização.
Os excedentes eram comercializados com outros povos, o que gerou influências na rede cultural maia, estabelecendo novas necessidades às quais a floresta não era mais capaz de atender. Por isso, no final do período Clássico e principalmente no período Pós-clássico, a cidades maias passaram a ocupar áreas nas margens das florestas.
Os maias usavam canais de irrigação, o que permitia o aumento da produção agrícola. Outras técnicas ampliaram a base produtiva e gerou excedentes para o comércio. Os maias comercializavam produtos como mel, copaíba, algodão, cacau e látex de sapoti.
Religião
O Estado Maia pode ser considerado um Estado teocrático, dada a dimensão que a religião assumia na vida cultural e política desse povo. Os Maias eram politeístas e seus deuses estavam relacionados, como em várias das culturas ameríndias, aos elementos do seu cotidiano. Os principais deuses maias eram Hunab Ku (o criador), Senhor do céu e deus do dia;  Itzamná (filho de Hunab Ku) Chac (deus da chuva, da fertilidade e agricultura); Ah Puch (deus da morte); Kaax Yun (milho deus).
Assim com em outras culturas politeístas, para os maias os deuses não eram necessariamente maus ou bons, suas concessões ou determinações obedeciam aos desígnios de um equilíbrio de forças no ambiente natural. Dessa forma, o respeito à natureza era algo essencial para não alterar esse equilíbrio e, portanto, determinar uma ação negativa dos deuses.
Assim com em outras culturas politeístas, para os maias os deuses não eram necessariamente maus ou bons, suas concessões ou determinações obedeciam aos desígnios de um equilíbrio de forças no ambiente natural. Dessa forma, o respeito à natureza era algo essencial para não alterar esse equilíbrio e, portanto, determinar uma ação negativa dos deuses.
Calendário Maia
O calendário desenvolvido pelos maias, que tanto atraiu atenções nos últimos