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O que aconteceria se o governo 
imprimisse mais dinheiro para dar aos 
pobres? 
CURIOSIDADES | 28 de julho de 2015 por Heverton Paulo 
 
 
Nos dá um aperto no coração quando vemos cenas lamentáveis de cidadãos em 
estado de pobreza extrema. Ao vivo ou nos noticiários, a realidade dura e crua 
nos mostra famintos, sem-tetos, mendigos… Por mais rico que seja um país, 
sempre haverá indivíduos em situações assim, invariavelmente. É uma 
conclusão simples e lógica: essas pessoas passam fome e são miseráveis por 
um motivo – elas não têm dinheiro o suficiente para suprir as mais básicas 
necessidades.A solução parece óbvia. 
Se elas, as pessoas pobres, precisam de dinheiro e é o governo quem produz 
esse dinheiro, por que ele não dá um jeito? E se o governo imprimisse mais 
dinheiro para dar aos pobres? Já se perguntou? Bem, o fato é que muita gente 
se pergunta isso, mas não é nem de longe tão simples e prático quanto parece. 
A questão é que a economia de um país não caminha isolada. Se a Casa da 
Moeda imprimisse – por ordem do Banco Central -, por exemplo, 1 bilhão de 
reais a mais do que é produzido normalmente, direcionando esse dinheiro aos 
pobres, haveria uma falsa sensação de melhora na economia seguida por 
inflação desenfreada. 
 
Imprimindo mais dinheiro, inicialmente haveria uma euforia devido ao aumento 
do poder de compra. As pessoas gastariam mais em bens e serviços como 
alimentos, eletrodomésticos, restaurantes etc. e isso impulsionaria a economia 
em todos os setores, desde os profissionais liberais (advogados, jornalistas etc.) 
até o comércio e a indústria. Ou seja, ocorreria um aumento geral de venda e 
lucros. Até aí tudo bem, mas e depois? 
Mais dinheiro circulando significaria, automaticamente, maior demanda pelos 
bens e serviços produzidos – que são o valor real da economia, e não o dinheiro, 
que é só um meio de troca. E é simplesmente impossível aumentar de súbito a 
produção desses bens para acompanhar o dinheiro entrando. Gradativamente, 
as empresas atingiriam seu limite e as pessoas, com dinheiro sobrando, 
continuariam querendo comprar. Mas acontece que haveria muito dinheiro para 
comprar, sem bens o suficiente para vender. 
 
O resultado seria aumentar os preços como forma de tentar reequilibrar o poder 
de compra com o que a sociedade pode produzir no curto prazo. A inflação 
generalizada tornaria todo o ambiente da economia incerto e descontrolado, e 
os empresários passariam a não investir ou a investir muito pouco. O 
crescimento da economia cairia, gerando uma crise. 
Por isso, ao invés de resolver o problema do país, produzir mais dinheiro que o 
normal só pioraria.

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