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TRT / AM LÍNGUA PORTUGUESA 
 
2016 Professor EDSON BOTELHO JR. 
 
souconcurseiroevoupassar@gmail.com 1 
Passatempo ou obsessão? 
 
Desde que o mundo é mundo, há pessoas que se dedicam a juntar bugigangas. Por que é preciso 
possuí-las, e não só saber que elas existem? Apesar de não colecionar objetos, o historiador alemão 
Philipp Blom coleciona teorias para explicar essa mania. Segundo ele, o hábito de juntar quinquilharias 
tem justificativas históricas, filosóficas e psicológicas − todas tratam o colecionismo como algo mais que 
um simples passatempo de adolescentes. Tem a ver com sentimento de grupo, competição, medos, 
fracassos, desejos não realizados, vontade de se isolar num mundo e ser capaz de comandá-lo. 
Mas não pense que todo colecionador é um sujeito mal-amado, reprimido, solitário. Colecionar 
quando criança tem lá suas vantagens. Ensina a organizar e controlar as coisas, decidir a vida e a morte 
de cada objeto. Eis uma boa forma de aprender a tomar decisões e a lidar com o mundo exterior. Quem 
passa da adolescência e continua colecionando pode ter sido fisgado pelo saudosismo, na tentativa de 
reviver o tempo em que jogava bafo com o vizinho ou ia de mãos dadas com o pai comprar brinquedos. 
Sabe-se hoje que já existiam colecionadores na Roma antiga e até no Egito − o faraó Tutancâmon 
tinha o seu acervo de porcelanas finas. Mas o colecionismo só saiu das mãos dos reis quando a visão 
medieval do mundo se enfraqueceu, no século XVI. Depois de perceber que poderia perseguir a 
eternidade neste mundo e não no céu, o homem passou a prestar mais atenção em si mesmo − uma 
onda de autorretratos invadiu a Europa − e nas coisas da natureza. É aí que entram a ciência e, na 
garupa, o colecionismo. 
Na euforia de conhecer a natureza e juntar objetos curiosos, os nobres enviavam marinheiros mundo 
afora para adquirir tudo que fosse digno de nota. Os portos de Roterdã e Amsterdã enchiam-se de coisas 
maravilhosas e exóticas. Essas expedições fizeram a Europa conhecer tecnologias diferentes e se 
modernizar. Sem elas, até mesmo a paisagem de alguns países seria diferente. Destacado para encontrar 
plantas exóticas pelo planeta para enfeitar o palácio de Buckingham, o jardineiro inglês John Tradescant 
percorria o mundo em navios caça-piratas no século XVIII. Na volta levava ao país espécies como a 
castanha, a tulipa e o limão − além de artigos de vestuário, urnas e o que mais se poderia imaginar. 
(Adaptado de Superinteressante, abril de 2004, p.60-63) 
 
 
1. (FCC-2015) O texto apresenta 
(A) dúvidas sobre a validade de teorias históricas que tentam esclarecer as origens e as bases 
psicológicas do hábito, bastante antigo entre os homens, de colecionar objetos. 
(B) crítica, bastante diluída no contexto, que se baseia na inutilidade das coleções, além do gasto de 
tempo e de dinheiro para desenvolvê-las. 
(C) defesa do costume de se fazerem coleções de objetos variados, hábito cultivado por pessoas 
célebres, desde a Antiguidade, mas que permanece ainda hoje. 
(D) comentários baseados em estudos psicológicos para justificar a manutenção, na idade adulta, de 
certos hábitos aceitáveis apenas na infância. 
(E) informações históricas a respeito do hábito de colecionar objetos, com possíveis explicações teóricas 
sobre ele, além de alguns de seus resultados. 
 
 
2. (FCC-2015) Resume-se corretamente o que diz o texto da seguinte maneira: 
(A) Coleções de objetos aparentemente sem nenhum valor são passatempo preferido de crianças e 
adolescentes, inseguros diante do mundo desconhecido. 
(B) A partir do século XVI marinheiros eram empregados por nobres europeus para encher os portos 
mais movimentados da época de objetos estranhos e misteriosos. 
(C) Pessoas ricas e influentes cultivaram no passado e cultivam ainda hoje o hábito de colecionar objetos, 
na tentativa de entender e controlar a natureza. 
(D) Teorias diversas tentam explicar o hábito de colecionar objetos, existente desde a Antiguidade, o que 
possibilitou o desenvolvimento científico a partir da curiosidade despertada por mundos desconhecidos. 
(E) Historiadores nem sempre atribuem a devida importância ao hábito de manter coleções de objetos 
variados, por tratar-se de passatempo exclusivo de crianças e de adolescentes. 
 
TRT / AM LÍNGUA PORTUGUESA 
 
2016 Professor EDSON BOTELHO JR. 
 
souconcurseiroevoupassar@gmail.com 2 
3. (FCC-2015) A informação referente ao jardineiro inglês (final do texto) deve ser interpretada, no 
contexto, como um 
(A) fato que não condiz exatamente com o sentido exposto no parágrafo. 
(B) exemplo que comprova a afirmativa imediatamente anterior a ela. 
(C) destaque da curiosidade que havia no meio da nobreza, na época. 
(D) dado que retoma o assunto mais importante do texto apresentado. 
(E) argumento que invalida, de certa forma, o hábito de colecionar estranhos objetos. 
 
 
4. (FCC-2015) − uma onda de autorretratos invadiu a Europa − (3º parágrafo) 
Os travessões isolam, no contexto, segmento que 
(A) associa as referências feitas às coisas da natureza e à ciência. 
(B) contradiz a informação de que a visão medieval do mundo se enfraqueceu. 
(C) antecipa a ideia principal de que fizeram a Europa conhecer tecnologias diferentes e se modernizar. 
(D) aponta a finalidade da ciência e da arte, no sentido de analisar e conhecer a natureza. 
(E) reforça a afirmativa de que o homem passou a prestar mais atenção em si mesmo. 
 
 
5. (FCC-2015) O segmento grifado está substituído pelo pronome correspondente de modo INCORRETO 
somente em: 
(A) tem justificativas históricas = tem-nas. 
(B) a tomar decisões = a tomá-las. 
(C) para encontrar plantas exóticas = para encontrar-lhes. 
(D) para enfeitar o palácio de Buckingham = para enfeitá-lo. 
(E) percorria o mundo = percorria-o. 
 
 
6. (FCC-2015)... os nobres enviavam marinheiros mundo afora ... (último parágrafo) 
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que os do grifado acima está na frase: 
(A) ... todas tratam o colecionismo como algo mais que um simples passatempo de adolescentes. 
(B) Mas não pense que todo colecionador... 
(C) Quem passa da adolescência... 
(D) Os portos de Roterdã e Amsterdã enchiam-se de coisas maravilhosas e exóticas. 
(E) Sem elas, até mesmo a paisagem de alguns países seria diferente. 
 
 
7. (FCC-2015) A concordância verbo-nominal está inteiramente correta na frase: 
(A) No século XX, a produção em massa permitiu que objetos, antes de posse restrita a reis, fossem 
acessíveis a toda a população. 
(B) Sempre existiu colecionadores de objetos, que exerce maior poder de atração sobre pessoas quanto 
mais estranho ele é. 
(C) No século XIX, foi dividido as áreas temáticas da ciência, surgindo então os colecionadores 
especializados em reunir um único tipo de objetos. 
(D) Permaneceu imutável por séculos as razões que levam algumas pessoas a colecionar objetos, 
algumas delas de gosto duvidoso. 
(E) O costume de enviar marinheiros pelo mundo para encontrar objetos exóticos mudaram a paisagem 
de alguns países e modernizaram a Europa. 
 
001 - E 
002 - D 
003 - B 
004 - E 
005 - C 
006 - D 
007 - A

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