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eletroterapia

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CORRENTES DE ALTA FREQUÊNCIA
Infravermelho: 
A radiação infravermelha é um agente térmico superficial usado para alivio da dor e rigidez, para aumentar a mobilidade articular, e favorecer a regeneração de lesões de tecidos moles, e problemas de pele.
 As radiações são caracterizadas por comprimentos de onda de 0,78-1000 µm, que se acham entre as microondas e a luz visível. Muitas fontes que emitem luz visível ou radiação ultravioleta (UV) também emitem IV. A International Commissionon Illumination (CIE) descreve a radiação infravermelha em termos de três bandas biologicamente significativas, que diferem no grau com que são absorvidas pelos tecidos biológicos e, portanto em seu efeito naqueles tecidos:
• IVA: valores espectrais de 0,78-1,4 µm
• IVB: valores espectrais de 1,4-3,0 µm
• IVC: valores espectrais de 3,0-1,0 mm.
Os comprimentos de onda principais usados na prática clínica são aqueles entre 0,7 µm e 1,5 µm e estão, portanto concentrados na banda de IVA.
Efeitos fisiológicos:
Vasodilatação cutânea: o calor gerado pela radiação gera a liberação de substâncias vasodilatadoras (histamina dentre outros) promovendo a dilatação dos vasos sangüíneos. 
Sudorese: decorrente do aquecimento prolongado e intenso leva ao esfriamento da superfície, pois a água presente na superfície evapora, o que pode levar a uma melhor penetração da radiação, mas por outro lado, pode ocorrer desidratação. 
Aumento do metabolismo: o aumento da temperatura cutânea promove maior irrigação levando ao aumento do metabolismo.
Alterações crônicas: apesar de todos os benefícios do uso do infravermelho para fins terapêuticos, sua aplicação prolongada e excessiva pode causar a destruição de eritrócitos. 
Estimulação de nervos sensoriais
Aumento da extensibilidade do colágeno
Efeitos terapêuticos:
Aliviar a dor e espasmo muscular
Promover a cicatrização e reparosuperficial
Promover a flexibilidadedos tecidos e reduzir a rigidez 
Tratar algumas condições da pele
Aumentar a vascularidade da pele.
Dosimetria:
Apesar de o nível de aquecimento produzido no tecido poder ser calculado matematicamente (por ex., Orenberget al., 1986), ou poder ser registrado por sensores de calor (por ex., Weterhof et al, 1987), é prática clínica normal estimar o nível de aquecimento desenvolvido nos tecidos da superfície através do relato sensitivo do paciente. A quantidade de energia recebida pelo paciente será governada por:
A potência da lâmpada (em watts)
A distância entre a lâmpada e o paciente
A duração do tratamento.
Para que os efeitos terapêuticos ocorram tem-se sugerido que é necessário manter uma temperatura entre 40 e 45 °C por pelo menos 5 minutos (Lehmann e de Lateur, 1990). Crock-ford e Hellon (1959) demonstraram um aumento gradual na temperatura durante os primeiros 10 minutos de irradiação, com o retorno ao normal levando em média 35 minutos.
A intensidade é alterada mudando a distância entre a lâmpada e a parte do corpo ou alterando o rendimento do gerador. No final de um tratamento, uma dose leve deve gerar na pele temperaturas na região de 36-38°C e uma dose moderada deve produzir temperaturas entre 38-40°C. O tratamento infravermelho é, normalmente, continuado por um período entre 10 e 20 minutos, dependendo do tamanho e vascularidade da parte do corpo, da cronicidade da lesão e da natureza da lesão. Partes avasculares pequenas, condições agudas e lesões de pele tendem a ser tratadas por períodos de tempo mais curtos.
Indicações
Alívio da dor
Redução do espasmo muscular
Aceleração da cicatrização e reparo
Promover a flexibilidade dos tecidos
Aumentar a vascularização da pele
Contraindicações:
Áreas com sensibilidade térmica cutânea ruim ou deficiente
Pessoas com doença cardiovascular avançada
Áreas com a circulação periférica local comprometida
Tecido cicatricial ou tecido desvitalizado por radioterapia profunda ou outras radiações ionizantes (que pode estar mais sujeito a queimaduras)
Tecido maligno na pele (embora tal tecido possa ocasionalmente ser tratado com o uso de irradiação infravermelha)
Pessoas com redução no nível de consciência ou da capacidade de compreensão dos riscos do tratamento pessoas com enfermidade febril aguda algumas doenças agudas de pele como dermatite ou eczema os testículos.
Ondas Curtas e Microondas:
Diatermia por ondas curtas 
A diatermia por ondas curtas é utilizada para atingir tecidos mais profundos . É utilizado para enviar calor em forma de energia para os tecidos. 
As ondas de rádio com comprimento de ondas curtas ficam entre as microondas e as ondas de rádio de comprimento médio de espectro eletromagnético.
A diatermia terapêutica utiliza banda de onda de radiofrequência de 27,12 MHz, utilizada pra prevenir interferências .
A energia eletromagnética das ondas curtas tem efeito muito pequeno no tecido vivo propriamente dito . Contudo , a presença de um campo eletromagnético ( como as OC ) cria correntes diminutas e um campo magnético dentro dos tecidos , são esses os responsáveis pelo efeitos fisiológicos , tais como aumento de temperatura do tecido .
Um campo magnético é produzido por uma carga elétrica em movimento e , como os campos magnéticos exercem forças sobre outras cargas em movimento , uma corrente elétrica alternada , iniciará a produção de um campo magnético que por sua vez iniciará a produção de uma corrente elétrica induzida .
Tanto os campos elétricos como os magnéticos são produzidos em tecidos humanos sujeitos a OC . Durante a aplicação de OC o paciente torna-se parte de um circuito elétrico através do uso de eletrodos do tipo capacitivo ou bobina de indução . A interação entre o campo elétrico e os tecidos é afetada por uma propriedade macroscópica do tecido chamado “permissividade complexa”.
Efeitos terapêuticos 
O principal efeito das OC assim como das OCP é o aquecimento dos tecidos . A resposta do tecido ao calor é similar, independente de como o calor é aplicado .A única diferença entre a diatermia e o uso de agentes de aquecimento por condução é a profundidade que o efeito térmico pode ocorrer. 
A decisão quanto usar o OC pode ser apropriada se o resultado do tratamento desejado produzir aquecimento dentro dos tecidos profundos .
Aumenta o fluxo sanguíneo 
Assiste na resolução da inflamação 
Aumenta a extensibilidade do tecido colagenoso profundo 
Diminui rigidez articular 
Alivia dor e espasmo muscular profundo 
Dosimetria 
A escolha da dose para aplicação de OC e OCP tende a ser no sentido de uma dose mais baixa para condições mais agudas e uma dose mais alta para condições crônicas. Se a energia for acrescentada aos tecidos mais rápidos do que está sendo dissipada , a temperatura poderá subir , o que causa vasodilatação para aumentar a remoção de calor até o ganho e a perda de calor fiquem novamente em equilíbrio em nova temperatura local , mais elevada.
O tempo é de vinte a trinta minutos para que possam ocorrer ajustes vasculares adequados ,assim l, atingindo um estado de estabilidade.
Aplicações com intensidade muito baixa , onde não são realizadas respostas vasculares evidentes é necessário que use por uma hora ou mais . Deve ser reconhecida sua intensidade através da descrição do paciente ,sendo o calor detectado através de termorreceptores .
Contra- indicações 
Marcapasso implantado ( os campos eletromagnéticos podem interferir nesses , caso a proteção isolante do marcapasso seja insuficiente )
Metal nos tecidos ou fixadores externos 
Sensação térmica comprometida 
Pacientes que não cooperam mentalmente ou fisicamente 
Gestação 
Áreas hemorrágicas 
Tumores malignos 
Tuberculose ativa 
Trombose venosa
Paciente piréxico
Indicações
 
Artralgia 
Fraturas ( ação analgésica e espasmótica )
Artrose e artrite crônica 
Artrite 
Bursite 
Espondilite 
Epicondilite
Ciatalgia , lombalgia , dorsalgia 
Diatermia por Microondas 
A diatermia por microondas , embora mais profunda do que o aquecimento superficial não é tão profundo quanto ondas curtas capacitivas ou aquecimento