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eletroterapia

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por ultrassom . Além disso , as microondas produzem efeitos não térmicos .
Efeitos Terapêuticos 
• aumento do fluxo sanguineo,
• ação na resolução da inflamação,
• aumento da extensibilidade do tecido colágeno profundo,
• diminuição da rigidez articular,
• alívio de dor e espasmo nos músculosprofundos,
• aumento da velocidade de condução das fibras nervosas.
Efeitos fisiológicos atérmicos
• aumento do número e da atividade celular na região afetada,
• reabsorção de hematomas,
• redução da inflamação,
• redução de edemas,
• aumento na taxa de deposição de fibrina, bem como, na sua orientação,
• aumento na produção e organização de colágeno,
• aumento do crescimento e reparação dos tecidos nervosos.
Efeitos fisiológicos 
Quando a energia eletromagnética da radiação por microondas é absorvida dentro dos tecidos , ele provoca movimento iônico , rotação de dipolos e distorção da órbita de elétrons que levam ao aquecimento . A quantidade de aquecimento será proporcional a quantidade de radiação absorvida .
Com as microondas são aplicadas pelo lado de fora dos tecidos é emitida para dentro , sendo fortemente absorvidos por água , pode-se esperar que o aquecimento seja maior na superfície e diminua a profundidade .
As microondas fazem com que ocorra uma reflexão considerável na interface ar-pele e nas interfaces pele-gordura e gordura e músculos , a porcentagem da radiação por microondas refletida em 50 a 75 % dependendo da espessura da pele .
Dosimetria 
O tratamento seguro com microondas requer primeiro que o paciente tenha sensibilidade normal a dor e temperatura na pele . Como a sensação térmica do paciente é o indicador mais importante da dosagem , essa precisa ser testada na área a ser tratada antes da aplicação .
Geralmente dura vinte minutos considerado ideal para que ocorra ajustes vasculares . Se for necessário um aquecimento muscular significativo , é razoável aplicar mais tempo por volta de trinta minutos .
Contra- indicações
As contra-indicações são idênticas as diatermia por ondas curtas . O fisioterapeuta que aplica o tratamento não deve ficar na linha direta do feixe ou dentro da área a 2 mts da antena . Os operadores também devem estar cientes que a reflexão do paciente pode ser de 50 a 75 % e quase 100 % do metal do aparelho .
Indicações 
Artralgia,
Artrose
Artrite 
Ancilose
Fibrose
Bursite 
Braquialgia 
Contusão 
Contratura
contratura de Dupuytrem-Eletro focal
Ciatalgia
Distensão
Doença de Bechterew
Entorse
Epicondilite
Espasmo muscula
Lombalgia
Mialgia
Neuralgia
Neurite
Sinovite
Tendinite
Nódulo de Heberden
Miogelose
Laserterapia de baixa potência 
Laserterapia, laser terapêutico ou fototerapia com laser de baixa intensidade é a amplificação da luz através da emissão estimulada de radiação. É uma modalidade de tratamento atérmico de bioestimulação,que pode ser usado isoladamente ou como coadjuvante de outros tratamentos, sempre que se necessite efeito local e que tem como efeito principal acelerar as funções celulares.
A radiação gerada pelos aparelhos terapêuticos difere daquela produzida por outros aparelhos, como: leitores de código de barra, apontadores a laser, mira de alcance de alvo das armas, laser cirúrgico (alta potência)... essa radiação terapêutica é monocromática (possui cor única), possui colimação (seus feixes são paralelos, não se divergem com a distância) e coerência (espacial e temporal).
Efeitos fisiológicos
A radiação do laser tem ação bioestimulante onde há alteração bioquímica na liberação de serotonina e histamina, não há alteração na síntese destes elementos, mas apenas liberação do contingente já produzido,fazendo com que ambas ajam equilibradas, interferindo o metabolismo tissular e nas atividades enzimáticas, favorecendo assim a aceleração das atividades celulares locais, através das mitoses. Além de aumentar a síntese proteica, o número e a maturação dos fibroblastos, consequentemente aumentando as fibras de colágeno e a neovascularização. Ou seja, o laser é fotobiomodulador, promove um equilíbrio energético nos tecidos, normalizando as atividades do bioplasma e acelerando processos regenerativos, que inclui a proliferação celular, produção de colágeno e alterações estruturais.
Já em sua ação analgésica, o laser promove aumento da endorfina circulante proporcionando o efeito analgésico na dor inflamatória. Em estudos realizados recentemente indicam que o laser é mais eficaz no tratamento de dores crônicas, utilizando-se o infravermelho, por seu comprimento de onda permitir atingir maiores profundidades de tecido, sendo assim mais eficaz na analgesia.
Na microcirculação, o laser promove um importante estímulo que proporciona melhores condições de drenagem, atenuando a instalação do edema.
Efeitos terapêuticos 
A laserterapia é um recurso muito utilizado em casos de feridas abertas, pois seus efeitos regenerativos e cicatrizantes possuem bastante evidencias. Sua aplicação pode ser feita de forma pontual e localizada (como nas bordas das feridas) ou em varredura (em toda superfície da ferida). E também em contato ou sem contato.
A laserterapia tem como principais efeitos terapêuticos:
Regeneração tecidual
Cicatrização 
Analgesia
Antiflamatório
Tratamento de condições artríticas 
Drenante ou antiedematoso
Assim como também age em casos de:
Acnes
Manchas
Micoses
Necroses.
Dosimetria
Este é o principal ponto do tratamento com laser, pois são através dos parâmetros e dosagens corretas que irão ocorrer os efeitos citados anteriormente.
Potência de saída ou comprimento da onda: é dada em miliwatts (mW), geralmente ela é fixa e invariável nos aparelhos (< 500 mW), porem alguns fabricantes permitem a modulação de sua porcentagem.
Irradiância ou densidade de potência: é dada pelo cálculo da potência pelo tamanho da aérea da caneta de aplicação (mW/cm²).
Energia: é dada em joules (J) e calculada multiplicando a potência de saída em watts pelo tempo de aplicação em segundos. EX.: 30 mW (0,03 W) x 1 minuto de aplicação (60 seg.)= 1,8 J
Exposição radiante: é dada através da divisão de joules (J) pelo tamanho da aérea a ser tratada (cm)
Frequência e repetição de pulso: apesar da maioria dos aparelhos serem de frequência continua, ou seja tenha uma saída de onda (potência de saída) invariável, hoje em dia estão usando mais o laser com frequência pulsada, para tal a unidade dada é em Hertz (Hz, pulsos por segundo). Os valores podem variar de 2 a milhares de Hz.
OBS.: Efeito analgésico: 2 a 4 J/cm² 
Efeito antiinflamatório: 1 a 3 J/cm² 
Efeito circulatório: 1 a 3 J/cm² 
Efeito cicatricial: 3 a 6 J/cm²
Tipos mais comum de laser:
Hélio-Neônio (HeNe) – 632 nm (luz vermelha)
Laser de diodo continuo ou pulsado– 660 nm (luz vermelha) e 780-830 nm (infravermelho)
Laser de diodos sempre pulsado (AsGaarsenieto de gálio) – 904 nm (infravermelho), pode atingir até 2,5 cm de profundidade.
Dióxido de carbono pulsado – 10 000 nm (infravermelho)
OBS.: os lasers de diodos são muito utilizados na aérea ortopédica e traumatológica.
Indicações
Feridas abertas e ulceras
Lesões de tecidos moles
Dor neuropática e neurogênica
Dor artrogênica
Acnes
Manchas
Micoses 
Necroses
Contra indicações
Relativas
Epilepsia 
Distúrbios endócrinos
Arritmias cardíacas
Paciente com dificuldades cognitivas
Absolutas:
Globo ocular
Tecidos neoplásicos
Útero gravídico
Infecção
Aéreas de hemorragia
Glossário 
Serotonina (função fisiológica de neurotransmissor, vasoconstritor e regulador da atividade dos músculos lisos)
Histamina (vasodilatadora envolvida em processos bioquímicos de respostas imunológicas, tais como extravasamento de plasma que acarreta o aparecimento de edemas, vermelhidão, coceira dentre outros) 
Endorfina: grupo de proteínas de grande poder analgésico que estão presentes em estado natural no cérebro.
Ultravioleta
É um tipo de radiação presente dentro do espectro eletromagnético, espectro esse que incluem: ondas de rádio, micro-ondas, radiação infravermelha, raio X e radiação