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eletroterapia

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e mastócitos ocupam o local da ferida e foi demonstrado que essas células respondem ao US. Em geral o intervalo para condições agudas é de uma ou duas vezes por dia. Já as condições crônicas podem ser tratadas em dias alternados.
POSSÍVEIS RISCOS E COMPLICAÇÕES
Pode ocorrer complicação quando o feixe do ultrassom atinge o osso ou uma prótese metálica. Devido à grande diferença de impedância acústica entre essas estruturas e os tecidos moles ao redor, haverá uma reflexão de cerca de 30% da energia incidente de volta através do tecido mole. Isso significa que energia adicional é depositada como calor durante a jornada de retorno do feixe.
A radiação externa para a mão do terapeuta é minimizada pelo design adequado do cabeçote, pelo uso de uma luva e segurando o cabeçote em um ponto distante da superfície transmissora.
É importante sempre mover o cabeçote continuamente pelas seguintes razões:
O feixe de ultrassom é muito irregular no campo próximo
O padrão de absorção de energia nos tecidos é muito irregular devido à refexão e refração
Podem ser formadas ondas estacionárias causando estase temporária das células sanguíneas circulantes e dano endotelial
Com altas intensidades pode ocorrer cavitação instável ou aquecimento excessivo, causando danos aos tecidos.
CONTRA-INDICAÇÕES
Útero em gestação ( devido ao risco para as células em rápida divisão e diferenciação do embrião)
Tecido maligno e pré-canceroso( Como tem sido mostrado que o US afeta o reparo dos tecidos, é provável que possa afetar a atividade dos tecidos anormais, podendo encorajar o crescimento neoplásico e provocar mestástases).
Gônodas
Infecções agudas ( Tem-se sugerido que a infeccção bascteriana ou viral pode alastra-ser com o US facilitando o movimento de microorganismos através das membranas e dos tecidos).
Placas epifisárias
Anormalidades vasculares ( Circunstâncias nas quais possa ser provocada hemorragia não devem ser tratadas, por ex, onde ainda esteja ocorrendo sangramento como em um hematoma. Tecidos gravemente isquêmicos devem ser evitados devido à transferência precária de calor e ao possível aumento do risco de trombose arterial pela estase e dano endotelial. O tratamento sobre a trombose venosa recente poderia estender o trombo ou afetar sua inserção na parede da veia, formando um êmbolo. Pela mesma razão é melhor evitar áreas de aterosclerose.
Radioterapia ( Áreas que receberam radioterapia nos últimos meses não devem ser tratadas devido ao risco de encorajamento de alterações pré-cancerígenas.
Tecido nervoso exposto ( Situações onde o tecido nervoso encontra exposto por ex. sobre uma epinha bífida ou após uma laminectomia, o US deve ser evitado.
Olhos ( O olho preenchido por líquido oferece uma transmissão excepcionalmente boa para o US e pode ocorrer dano à retina).
Implantes ( O tratamento sobre marcapassos cardíacos implantados não deve ser feito, pois a vibração sonora pode interferir com a frequência de estimulação do marcapasso. Além disso, a radiação de rádio-frequência emitida pelo equipamento de US pode perturbar os marcapassos.
Áreas anestésicas ( Altas doses não devem ser aplicadas sobre áreas anestésicas devido à sensação térmica cutânea diminuída, não agindo como proteção)
Área cardíaca na doença cardíaca avançada
Áreas sobre proeminências ósseas
Crânio
Nervos subcutâneos principais
TERAPIA COMBINADA
É a aplicação de duas modalidades terapêuticas ao mesmo tempo, e no mesmo local. As combinações mais amplamente usadas são US com alguma forma de corrente estimuladora de nervo e músculo. Ex. Ultrassom e corrente interferencial. Isso pode ser feito porque o transdutor ultra-sonoro proporciona um contato elétrico de baixa resistência com a pele. Pode-se dizer que a fonoforese(sonoforese) é uma forma de terapia combinada, já que aplica tanto US quando a terapia por meio de drogas. A justificativa para o uso de terapia combinada é principalmente que os efeitos benéficos de duas modalidades podem ser alcançados ao mesmo tempo, tornando a terapia mais eficiente em termos de gastos de tempo. Uma segunda justificativa é que pode haver um efeito amplificador de uma terapia sobre a outra, tornando a combinação mais efetiva do que cada terapia sozinha.
CORRENTES DE MÉDIA FREQUÊNCIA 
RUSSA
Corrente despolarizada: onda dos dois lados do gráfico
-Consiste em uma corrente excito motora de média frequência homogeneamente alternada de 2.500 Hz, aplicada com uma série de disparos separados, porém, os trens de pulso são modulados em baixa freqüência (50Hz), suficientes para estimular um motoneurônio; 
-Possui envoltório quadrático com intervalo de 10 ms (interpulso). 
EFEITOS FISIOLÓGICOS
Aumento da irrigação sanguínea: a vasodilatação muscular e os reflexos de estimulação sensorial promovidos pela eletroestimulação propiciam uma melhora na irrigação sanguínea local.
Aumento do retorno venoso e linfático: ao promover sucessivas contrações e relaxamentos musculares, favorece o retorno venoso e linfático.
Apresentam maior efeito sobre as fibras do tipo II (rápidas), por estas fibras serem mais superficiais. 
EFEITOS TERAPÊUTICOS
Facilitação da contração muscular: auxilia a obter uma contração muscular voluntária, inibida pela dor ou por lesão recente.
Reeducação da ação muscular: o repouso prolongado ou o uso incorreto de uma musculatura pode afetar sua funcionalidade. 
Hipertrofia e aumento da potência muscular: sua aplicação em intensidades adequadas contribui com o processo de hipertrofia e ganho de potência de um músculo debilitado
DOSIMETRIA
Porcentagem do ciclo: 20 a 50%
20% : Para atrofia ou flacidez severa
30 a 40%: atrofia moderada ou flacidez relativamente importante
50%: no final da recuperação da atrofia, para recuperação do tônus muscular
Frequência de modulação: 0 a 150 Hz
Fibras tônicas (lentas): 20 a 50 hz
Fibras fásicas (rápidas): 50 a 80 hz
Pacientes sedentários 80 a 130 Hz
Intensidade: 0 a 150 mA (sensitivo e visual)
TONN e TOFF: 1:3 músculo muito atrofiado
 1:2 músculo intermediário
 1:1 músculo sadio
Tempo: 5 a 20 min.
Modo:
Sincronizado (mais utilizado): contrai agonista e relaxa antagonista
Recíproco: contrai agonista e antagonista ao mesmo tempo
Sequencial: modo de drenagem 
Contínuo: não utilizado
Indicações
Fortalecimento muscular;
Pós-operatório (estimulação fluxo sanguíneo e linfático);
hipotrofiamuscular;
Reeducação postural;
Contra indicações
alergia ou irritação à corrente elétrica;
diretamente sobre útero gravídico; 
eixo cardíaco;
 marca-passo; 
neoplasias;
 portadores de implantes metálicos; 
dermatites e dermatoses cutâneas
trombose vascular
hipetensão
obesidade: difícil contração muscular
inflamação articular aguda
espasticidade
Artigo: Ganho da força muscular com uso da corrente russa - revisão bibliográfica Revista Nova Fisio
Para o início da contração muscular é necessária à chegada de um impulso nervoso a junção neuromuscular. O neurônio motor será o responsável pela liberação da acetilcolina, um neurotransmissor que tem como função unir-se a placa motora, dessa união resulta a despolarização da célula muscular (MCARDLE, KATCH e KATCH, 2003).
Os autores Mcardle, Karch e Katck (2003) afirmam que essa despolarização vai gerar um potencial de ação, atingindo o retículo sarcoplasmático, liberando o cálcio para unir-se com a troponina, após essa junção ocorre uma mudança na posição da tropomiosina fazendo os sítios ativos da actina ficarem expostos, permitindo uma forte ligação entre as proteínas, esse ciclo é constante durante a contração, será interrompido quando houver uma ausência de estímulo nervoso, fazendo o cálcio voltar para o reticulo sarcoplasmático.
Segundo Guyton e Hall (2006), nem todos os estímulos são eficientes para desencadear um potencial de ação. Para ser um agente eficiente, o estímulo tem que ter uma intensidade adequada e durar tempo suficiente para igualar ou exceder o limiar básico de excitação da membrana, este potencial de ação é interrompido, quando ocasionalmente, este alcança