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Aula sócio cultura

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para sua reflexão, aprendizagem e construção de conhecimentos valiosos. 
Textos compostos por fatos, notícias, ideias, argumentos, aspectos veiculados nos principais meios de 
comunicação do país, links de acesso a entrevistas, depoimentos, vídeos relacionados ao eixo 
temático, além de respaldos teóricos e práticos acerca da linguagem que poderão servir como suporte 
à sua vida em todas as instâncias. 
 
Também, importa lembrar que a organização deste e demais materiais da FSCE não pressupõe 
qualquer tendência político-partidária e/ou apologia a qualquer grupo religioso em detrimento de 
outros, sendo que estamos disponíveis ao recebimento de indicações de textos, sites, tanto quanto às 
sugestões de conteúdos relacionados aos referidos eixos. Faça, portanto, da FSCE sua porta de 
entrada para a aquisição de novos conhecimentos. E lembre-se: Ler é pensar! Vista a camisa do 
conhecimento e seja MAIS! 
 
 
Organizadoras 
 
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Considerações Iniciais 
 
Na esfera da tecnologia, o tempo parece avançar ainda mais rápido enquanto a vida se resume a 
conexões e aplicativos. E, nesse ritmo, nem sempre a sensação ao final do dia é de tarefa 
cumprida, pelo contrário. No túnel do tempo, somos beneficiados e, ao mesmo tempo, 
consumidos pelas novidades tecnológicas. Conectados a elas, fazemos mil coisas ao mesmo 
tempo para resolvermos as mais urgentes e, muitas vezes, não damos conta das mais 
importantes. Tornar-se um bom gestor do tempo tem sido, se não o maior, um dos maiores 
desafios contemporâneos. E, nesse ritmo, caminham os filhos da sociedade tecnológica... Rumo 
ao risco da dependência digital que se instala sem pedir licença... 
 
Ao mesmo tempo em que testemunhamos avanços fenomenais na tecnologia, estamos sujeitos a 
nos tornar dependentes daquilo que, na verdade, deveria nos tornar mais livres. Neste material, 
propomos plugar nossas antenas neste universo de novidades, na tentativa de entendermos 
melhor quem somos ou deixamos de ser no meio disso tudo. Para começar, como de praxe, 
apresentamos uma seção específica sobre leitura, desta vez mais diretamente associada à 
escrita. Posteriormente, apresentamos os textos selecionados exclusivamente para esta 
coletânea. Em síntese, são diversos gêneros sobre assuntos que vão desde os valores éticos na 
sociedade tecnológica, passando por curiosidades acerca da evolução e dependência digital, da 
inteligência artificial, dentre outros recortes temáticos que sugerem reflexões bastante pertinentes. 
Por fim, tiras, charges, músicas, dentre outros. 
Sem dúvida, o mundo não para e é fundamental que a tecnologia continue a nos fazer avançar. 
Entretanto, consideramos essencial e oportuno desacelerar um pouco do nosso tempo não 
apenas para angariar informações, mas também para favorecer reflexões pontuais que nos 
permitam compreender melhor em que medida o avanço realmente nos faz progredir enquanto 
pessoas que sabem ocupar com alteridade o nosso lugar neste mundo, e o quanto de nós e do 
nosso tempo investimos neste lugar para nos dedicar ao outro e ao que realmente faz a vida valer 
a pena. 
 
 
Boa leitura! 
Organizadoras 
 
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Relação entre Leitura e Escrita 
 
Quem lê mais escreve melhor? 
Para o pedagogo Paulo Freire aprender a ler e escrever é, antes de tudo, aprender a ler o mundo, 
compreendendo suas diversas nuances. Logo, o indivíduo alfabetizado tem seu universo ampliado 
e pode exercer de forma digna a cidadania. Segundo o professor, só se aprende a ler, lendo, e só 
se aprende a escrever, escrevendo. Mas, será que é 
verdadeira a máxima popular de que pessoas que leem mais 
escrevem melhor? Veja a seguir a opinião de alguns 
especialistas: 
“Em parte sim. A leitura introduz o homem no universo 
prazeroso do texto escrito. Além disso, existem outras 
vantagens: a leitura oferece importantes modelos para a 
escrita e preserva a memória. Com a frequência rotineira, a 
leitura pode indicar os caminhos para o texto escrito, de textos 
informativos a literários.” - Maria do Rosário Longo Mortatti – 
professora da Universidade Estadual Paulista (UNESP)/Campus de Marília e presidente da 
Comissão Provisória para a criação da Sociedade Brasileira 
de Alfabetização'. 
 
“Não, isso é apenas uma crença popular. A leitura e a 
escrita são processos distintos, complementares, mas 
diferentes. Leitura significa compreensão de texto. Para o 
exercício da leitura, o sujeito lança mão de seus 
conhecimentos prévios de mundo e de gênero literário 
textual. Já a escrita demanda um domínio do assunto, ele 
precisa saber estruturar a frase. Na leitura, ele compreende 
ou não o que está escrito; mas, quando escreve, é o 
indivíduo que está no comando, escolhendo o que usar e 
como usar. Até a década de 90, achava-se que bastava o aluno saber decodificar as palavras, 
mas a leitura vai além, a compressão se dá quando a pessoa ativa conhecimentos prévios. Creio 
que a escola falha no ensino da produção de textos. Os alunos dos anos iniciais dominam o 
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código, mas não têm competência para escrever textos bem articulados. Estamos avançando, 
mas ainda temos problemas” - Margareth Brainer, mestre em Psicologia Cognitiva pela 
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e 
doutoranda na Faculdade de Educação da UFRJ. 
 “A escrita depende do conhecimento linguístico. Se a 
pessoa lê mais, tem mais conhecimento do mundo, e 
isso se reflete na escrita. Ao mesmo tempo, ela assimila 
a forma como os escritores e jornalistas escrevem. Não 
é copiar o que lê, mas aplicar para construir um estilo 
próprio.” – Rafael Cunha, professor de Língua 
Portuguesa do Colégio e Curso Pensi. 
 
“Quem lê mais automaticamente desenvolve mais 
vocabulário e mais ideias. A neuropsicologia, que 
estuda as relações entre o cérebro e o comportamento 
humano, já tem alguns estudos nesse sentido, mostrando que 
o cérebro tem certa plasticidade: quanto mais a pessoa faz 
uma coisa, mais possibilidades ela está abrindo. Se a família 
é leitora, provavelmente será também escritora. A criança vê 
o pai lendo uma revista e vai querer imitar. Por outro lado, se 
a família não tem um ambiente acolhedor de leitura, o espaço 
para a escrita também será pequeno. Para algumas crianças, 
o único ambiente leitor é a escola” - Maria Teresa Messeder 
Andion, psicopedagoga 
e arteterapeuta. 
 
“A leitura é tudo na vida. A pessoa que lê bons textos recebe 
informação e vê como se fazem as construções, logo, ela 
tem mais capacidade de usar as boas influências na hora da 
escrita. Não é necessário ler clássicos, mas também não dá 
para comprar o jornal de R$ 0,30” - Marcelo Rosenthal, 
professor de português da Academia do Concurso e autor 
do livro “Gramática para Concursos”. 
 
Disponível em: http://redeglobo.globo.com/globoeducacao/noticia/2012/05/quem-le-mais-escreve-melhor.html Acesso 
em: 28 abr 2017. 
 
 
Perca o medo de escrever 
 
Escrever é uma atividade, por natureza, solitária. No entanto, 
aprender a escrever não precisa ser solitário - na verdade, não 
deve ser! E quando falo "aprender a escrever", na verdade quero 
dizer "aprender a escrever algo que outras pessoas apreciem ler". 
Troque experiências, converse, leia, esteja sempre em contato 
com outros escritores – pode ter certeza de que isso não irá “ferir 
a sua arte particular”, pelo contrário, irá apenas dar mais 
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instrumentos para que você possa melhor expressá-la. Existem muitas oficinas, livros e blogs com 
conselhos sobre como escrever bem, mas a verdade é uma só: você só aprende a escrever 
escrevendo! Nada justifica não escrever AGORA se você tem vontade; deixe as desculpas de lado 
e comece logo.

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