A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
55 pág.
Aula sócio cultura

Pré-visualização | Página 9 de 19

Acesso em: 25 set 2017. 
O texto trata de um dos grandes desafios da era tecnológica: agregar valor ao processo 
educacional brasileiro. Gestores, professores e alunos são desafiados a aprimorarem 
suas ações e estratégias com vistas ao aprimoramento, inovação, integração e ao 
despertamento da curiosidade e das novas descobertas! 
Oito motivos para usar tecnologia em benefício da educação 
Aline Caron 
Usar ou não usar novas tecnologias no dia a dia escolar já não é mais a questão. Afinal, o uso da 
tecnologia faz parte da vida das novas gerações fora da sala de aula e, por isso, a sua 
aplicação em benefício da educação pode ser considerada um importante caminho para 
aumentar o dinamismo das aulas. Nesse contexto, o importante é saber como integrar as novas 
formas de ensinar e aprender ao planejamento e ao currículo escolar. 
Mas, para chegar lá, que tal conhecer alguns benefícios que estas ferramentas pedagógicas 
digitais oferecem, tanto para o seu plano de aula, como para melhorar o desempenho dos seus 
alunos? 
Selecionamos oito motivos, entre benefícios, vantagens e curiosidades sobre o uso da tecnologia 
na educação. Confira! 
1. Aprimorar a qualidade da educação: proporcionando novos caminhos para o ensino e 
aprendizagem, além de novas metodologias, formando educadores e os ajudando a descobrir 
estratégias inovadoras para o aperfeiçoamento do processo educacional. 
2. Ajudar a elevar os índices de desenvolvimento da educação básica: para que, em 2022, o 
Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), oferecida nas escolas públicas brasileiras, 
alcance a meta proposta pelo Ministério da Educação (MEC) de 6,0. 
3. Tornar as aulas mais atraentes e inovadoras: ampliando possibilidades para alunos e para 
professores e transformando a aprendizagem, tornando-a mais motivadora e significativa. 
4. Contribuir para a diminuição das reprovações e da evasão escolar: auxiliando os alunos 
com facilidades ou dificuldades de aprendizagem através da educação personalizada, e 
despertando o interesse deles para os estudos. 
5. Aumentar a integração e o diálogo entre alunos e professores: incentivando a 
autoconfiança, afetividade, autonomia e socialização entre docentes e discentes. 
25 
 
6. Auxiliar na melhoria do desempenho dos alunos: ampliando a sala de aula para fora do 
horário e do ambiente escolar, e melhorando, inclusive, a produtividade na lição de casa. 
7. Estimular alunos a aprenderem e a ensinarem: aumentando, também, o diálogo com a 
família, em casa, sobre os assuntos vistos em aula. 
8. Despertar a curiosidade e as novas descobertas: estimulando novas experiências através 
da cultura digital, construindo novas competências e contribuindo para o desenvolvimento de 
crianças e adolescentes. 
Fontes: TIC Educação 2013, Unesco, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). 
Disponível em: <https://www.positivoteceduc.com.br/blog-inovacao-e-tendencias/motivos-para-usar-a-tecnologia-na-educacao/>. 
Acesso em: 25 set 2017. 
Agora, imagine as crianças das próximas gerações sendo alfabetizadas por “robôsprofs”. 
Essa possibilidade é, no mínimo, instigante. Dependendo do ponto de vista, pode soar 
assustadora, sobretudo, levando-se em consideração a importância de se fazer da sala 
de aula um lugar em que o calor humano, o olhar do professor nos olhos do aluno e a 
afetividade são fatores que favorecem a aprendizagem e a formação humana em sua 
essência. Poderia um robô suprir essas necessidades? Até que ponto esse tipo de 
tecnologia será benéfica no processo ensino-aprendizagem? Os benefícios compensarão 
as perdas? Este e o próximo texto sugerem algumas respostas esclarecedoras... 
Sobretudo, com relação ao que nos propõe o texto “Como unir as novas gerações e a 
tecnologia com as necessidades humanas?”, há muitas outras questões que requerem a 
urgência da nossa atenção e, principalmente, da nossa ação... 
Robôs poderão substituir professores em breve 
Pesquisador da Universidade de Buckingham defende que máquinas de inteligência artificial estarão prontas para dar 
aulas em 10 anos 
Pâmela Carbonari 
 
Esqueça as ficções apocalípticas à la Steven Spielberg 
que precedem o futuro distópico em que robôs 
substituem humanos. Se as previsões de Anthony 
Seldon, vice-reitor da Universidade de Buckingham, na 
Inglaterra, se concretizarem, máquinas de inteligência 
artificial poderão fazer o trabalho dos professores em 
sala de aula dentro de dez anos – sem nenhum Big 
Bang contemporâneo. 
Mas isso não quer dizer que não haverá revolução. Para 
o pesquisador, os “robôsprofs” que adaptam diferentes 
métodos de comunicação e ensino para cada criança 
vão nos obrigar a rever os conceitos tradicionais de 
pedagogia e a repensar os sistemas de educação que 
temos hoje. O cenário das salas de aula com máquinas 
capazes de ensinar está descrito no livro The Fourth 
Revolution: How Artificial Intelligence is Changing the 
Face of Learning (“A quarta revolução: como a 
26 
 
inteligência artificial está mudando a cara do aprendizado”, em livre tradução), ainda sem título em 
português. 
O acadêmico defende que a primeira revolução foi quando o ser humano aprendeu como 
sobreviver, desenvolvendo habilidades de caça, cultivo de alimentos e construção de abrigos. Já a 
segunda se refere ao compartilhamento organizado dos conhecimentos até então dominados pelo 
homem. A terceira revolução foi marcada pela invenção da impressão e a quarta será quando 
crianças forem ensinadas, cada uma no ritmo, por máquinas de inteligência artificial. 
Seldon, autor do livro, afirma que programas capazes de ler o cérebro e as expressões faciais dos 
alunos estão sendo desenvolvidos no Vale do Silício, e essa pode ser uma oportunidade para 
democratizar a educação de qualidade para o maior número de estudantes possível. “Todo mundo 
vai poder ter o melhor professor e de maneira completamente personalizada. O software estará 
com você durante toda a sua jornada na escola”. 
Disponível em: <https://super.abril.com.br/tecnologia/robos-poderao-substituir-professores-em-breve/> Acesso em: 03 out 2017. 
 
Como unir as novas gerações e a tecnologia com as necessidades 
humanas? 
Rejeitar o avanço digital seria não somente uma luta fadada à derrota, mas também um desserviço para nós mesmos. 
Fernanda Furia, mestre em psicologia de crianças e Adolescentes pela University College London, na Inglaterra, consultora de 
inovação em psicologia e educação e fundadora do Playground da Inovação – blog e consultoria para projetos que integram psicologia, 
inovação, educação, tecnologia e ciência do brincar. 
Neste mundo tão complexo no qual 
vivemos, dois cenários impactantes 
merecem a nossa atenção: de um lado, o 
crescente e desenfreado avanço 
tecnológico e, do outro, um aumento 
significativo dos transtornos emocionais e 
das taxas de suicídio em crianças, 
adolescentes e adultos ao redor do 
mundo. Inúmeras causas favorecem esse 
elevado índice do sofrimento humano. 
Crises políticas, condições climáticas 
hostis, terrorismo, violência em vários 
formatos e baixa qualidade de vida nos 
grandes centros são alguns fatores que 
tornam o mundo mais instável e 
ameaçador para a maioria das pessoas. 
Mas, existe uma característica específica dos dias de hoje que agrava ainda mais a situação: o 
excesso de tecnologia que está pouco a pouco nos desconectando das reais necessidades 
humanas. Muitas ferramentas digitais têm nos afastado de nós mesmos, da dor dos outros, da 
autorreflexão, do contato humano, do toque afetivo e da comunicação emocional que nos trazem 
tanto aconchego e tranquilidade. É essa interação humana que nos dá esperança e força para 
enfrentar os crescentes desafios da vida. 
E por que precisamos nos preocupar? Porque uma nova onda de tecnologias ainda mais 
complexas

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.