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2. Sistema Reprodutor Masculino

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REPRODUÇÃO NOS INSETOS
Comportamento Reprodutivo e 
Sistema Reprodutor Masculino 
COMPORTAMENTO REPRODUTIVOCOMPORTAMENTO REPRODUTIVO
� 1. Seleção sexual:
�Importante processo 
evolutivo
�Seleção de caracteres 
e comportamento
�Em geral, os Insetos 
não acasalam 
indiscriminadamente
�Selecionam um 
parceiro para cópula 
COMPORTAMENTO REPRODUTIVOCOMPORTAMENTO REPRODUTIVO
• Exemplo:
• Poecilimon zimmeri – Orthoptera
Fêmeas 
Seleciona o macho 
mais pesado 
COMPORTAMENTO REPRODUTIVOCOMPORTAMENTO REPRODUTIVO
• Exemplo:
• Poecilimon zimmeri – Orthoptera –
Fatores ambientais podem 
afetar a seleção:
Densidade populacional:
Poucos machos – menor 
taxa de seleção
• Exemplos:
• Características secundárias relacionadas com a côrte
Machos adornados com chifre 
besouros - Lucanus cervus
�Maiores 
�Mandíbulas grandes e 
poderosas
Não servem para a 
alimentação
Função dos chifres:
� Torneios com os rivais 
em disputa das fêmeas
�Fixação das fêmeas 
durante a cópula
•• CompetiCompetiçção de espermatozão de espermatozóóidesides::
Love-bugs (familia Bibionidae) - cópula pode durar dias.
Adaptação dos machos para assegurar a paternidade dos 
descendentes. 
COMPETIÇÃO DE 
ESPERMATOZÓIDES
Cópula com 
2 ou + 
machos
Espermatozóides 
entram em 
competição para 
fertilização dos ovos
Aparelho reprodutor masculino dos insetos
Geralmente é constituído por 
um par de testículos
Vasos deferentes - partem 
dos testículos 
desembocam na vesícula 
seminal 
reúnem-se em um ducto único 
mediano, o ducto ejaculador
TESTÍCULOS
• Ovóides
• Tubos espermáticos (folículos testiculares )
• Testículo de C. speciosa. A - Observar vários folículos testiculares
TESTÍCULOS
• Número de folículos testiculares -
bastante variado e tem importância 
taxonômica 
Folículo testicular - ligado ao vaso 
deferente, por um pequenino 
canalículo chamado de vaso eferente
SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO 
DOS INSETOS
• Função principal: produzir espermatozóides e transferi-los para 
fêmea para fertilização dos ovos
• Apresenta grande diversidade quanto à morfologia
Macho Glossina
Macho de Romalea, Orthoptera
FORMAÇÃO DO ESPERMATOZÓIDE
Germinário
Zona de crescimento
Zona de maturação
Zona de transformação
ESPERMATOGÊNESE
• A espermatogênese ocorre da região distal 
para a proximal de cada folículo testicular
• Zona de crescimento:
– Abaixo do germário
– Numerosos cistos de 
espermatogônias
– Intensa atividade mitótica
– Separados por uma delgada 
membrana
• Zona de maturação (divisão e 
redução): 
– constituída por espermatócitos 
primários e secundários 
– Observa-se algumas fases da 
prófase I da meiose I nos 
espermatócitos primários 
• Zona de transformação:
– Espermátides em vários estágios 
de desenvolvimento
– Morfologia variando de esférica a 
oval
– além de numerosos 
espermatozóides agrupados em 
feixes
•E - Espermátides
• Canais deferentes :
• Ligam os testículos às
vesículas seminais 
(formadas por 
dilatação destes). 
• Canais deferentes :
• Parede dos canais -
Camada epitelial simples 
cúbico
Apoiada em uma camada de 
tecido conjuntivo
• Externamente - espessa 
camada de tecido muscular 
estriado 
• Vesículas seminais :
Dilatação do canal deferente 
onde os espermatozóides são 
armazenados.
– Revestidas por epitélio 
simples colunar apoiado numa 
delgada camada de tecido 
conjuntivo 
• Ducto ejaculador – abaixo da 
vesícula
Canal eferente: Porção final 
dos folículos
Canal deferente: Vaso que se 
liga ao canal ejaculador. Pode 
apresentar uma dilatação, a 
vesícula seminal.
GLÂNDULAS ACESSÓRIAS
Formação dos espermatóforos.
Não ocorre em:Apterygota
Alguns Diptera (Musca e Tabanus)
ucdnema.ucdavis.edu/imagemap/ nemmap/ENT10/aw.jpg
Abrem-se na parte anterior do ducto ejaculatório ou em cada 
vaso deferente.
Produção de secreção mucosa que se mistura 
aos espermatozóides
Aspectos da reprodução das fêmeas 
influenciados pela secreção das GA:
• 1. Oviposição
• 2. Aceleração da maturação dos oócitos
• 3. Estímulos da contração do ducto genital - movimentação dos 
espermatozóides
• 4. Inibição de nova cópula - formação do plug vaginal ou alteração 
do comportamento de cópula pela fêmeas (não aceitação do macho)
ESPERMATÓFORO
• Espermatóforo - cápsula ou massa produzida pelos 
machos de várias espécies de invertebrados
• Contém espermatozóides sendo integralmente 
transferidos para o espermateca da fêmea durante a 
cópula
CÓPULA
Maioria dos insetos:
Espermatozóides 
depositados diretamente 
na espermateca da fêmea
Através da inserção do
pênis. 
CÓPULA
Importante passo evolutivo em relação 
às espécies de artrópodos mais 
primitivas 
Espermas deixados em espermatóforos
no solo - expostos a uma série de 
intempéries, antes que a fêmea o 
apanhe. 
TRANSFERÊNCIA DE ESPERMATOZÓIDES
• Dysdercus spp 
(Hemiptera: 
Pyrrhocoridae), uma 
importante praga do 
algodoeiro
• O período médio de 
cópula – 1 a 7 dias
•
TRANSFERÊNCIA DE ESPERMATOZÓIDES
TRANSFERÊNCIA DE ESPERMATOZÓIDES
TRANSFERÊNCIA DE ESPERMATOZÓIDES
TRANSFERÊNCIA DE ESPERMATOZÓIDES
TRANSFERÊNCIA DE ESPERMATOZÓIDES
• Sistema de cópula com oferta de “presentes”
Grilo (Anabrus simplex) Durante a cópula machos transferem: 
Espermatóforo que consiste de uma ampola contendo 
espermatozóides
Espermatofilax (produto de glândulas acessórias) que serve de 
alimento para fêmea durante a inseminação.
Maiores espermatofilax – maior chance de transferência de 
espermatozóides
Sistema de cópula com oferta de 
“presentes”
• Espermatóforo:
– Atua como proteção para os 
espermatozóides
– Investimento parental 
(constituintes podem ser 
incorporado aos tecidos 
somáticos da fêmea )
– (Voigt et al. 2006).
• Espermatóforo:
• Provê material para aumentar 
a produção de ovos
• Aumentar a sobrevivência dos 
descendentes
• Machos coletam insetos mortos e presenteiam as fêmeas durante a cópula.
• Quanto maior o presente, maior a duração da cópula e transferência de esperma
• Fêmeas que receberam presentes pequenos geralmente cruzam novamente
Gift-based mating systems: Scorpion flies (Ordem 
Mecoptera)
DIMORFISMO SEXUAL
1.Polimorfismo de Tamanho
2.Polimorfismo de Forma
3. Cor
4. Comportamento
• Competição de espermatozóides - plugs
Machos da abelha do gênero Apis – “explode a genitália”
Cópula na abelha
• Zangão sobe na rainha, insere o pênis e ejacula o 
sémem. 
• Durante a ejaculação, o macho cai para trás e o pênis é
retirado do corpo, permanecendo preso à rainha 
• O próximo zangão, remove a parte aderida à rainha e copula, 
perdendo também o pênis
• Cerca de 90 milhões de espermatozóides são depositados no 
oviduto e cerca de 7 milhões são estocados na espermateca
• Os espermatozóides serão usados pelo resto da vida da rainha para 
fertilizar os ovos
• Algumas fêmeas de louva-a-deus 
apresentam o hábito de devorar os 
machos durante a cópula
• Os parceiros sexuais são 
decapitados. 
• Mesmo assim, a inseminação da 
fêmea é conseguida com sucesso.
Estas estratégias de paternidade dirigida pode ter 
naturezas químicas, comportamentais ou estruturais. 
Adaptações dos machos 
Evitar ou reduzir as chances de que os 
espermatozóides dos machos rivais consigam 
fertilizar os óvulos 
• Tenebrio :
• Pelo menos 4 feromônio sexuais:
– Fêmea – atraente sexual para o macho -
(R)-(+)-4-methyl-1-nonanol
– Macho- atraente para fêmea
– Os dois funcionam simultaneamente 
atraindo os dois sexos
Comportamento

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