acao anulatoria emprestimo consignado fraude indenizacao dano moral tutela suspensao debito modelo
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acao anulatoria emprestimo consignado fraude indenizacao dano moral tutela suspensao debito modelo

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ADVOCACIA
ADVOCACIA
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DE RIBEIRÃO PRETO/SP.
 
PEDE PRIORIDADE NA TRAMITAÇÃO DA AÇÃO \u2013 FATOR IDADE
(art. 1211-A do CPC)
				____________, brasileiro, maior, viúvo, aposentado, residente e domiciliado na Rua ___, nº. ___, em ___________ \u2013 CEP .______________, inscrito no CPF(MF) sob o nº. ___________, vem, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, por intermédio de seu patrono regularmente constituído nos autos \u2013 instrumento procuratório anexo --, advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção da ___________, sob o nº. __________, onde, em atendimento ao preceito contido no art. 39, inc. I, do CPC, indica o endereço constante do timbre desta para as intimações necessárias, para ajuizar, com fulcro no art. 148, 166, 171, 186, 927, todos do Código Civil Brasileiro; Art. 14 do Código de Defesa do Consumidor c/c Art. 5º, incisos V e X, da Carta Política, a presente
AÇÃO DE ANULATÓRIA C/C REPARAÇÃO DE DANOS
(MORAL E MATERIAL)
COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA
contra BANCO ________, instituição financeira de direito privado, com sua sede na Av. ________, nº. ________, em São Paulo(SP) \u2013 CEP nº. ________, inscrita no CNPJ(MF) sob o nº. _____________. 
INICIALMENTE 
1 - PRIORIDADE NA TRAMITAÇÃO NO PROCESSO
				O Autor, em face do que dispõe o Código de Processo Civil, assevera que é nascido em janeiro do ano de 1936 \u2013 documento comprobatório anexo --, fazendo jus, portanto, à prioridade na tramitação do presente processo, o que de logo assim o requer(doc. 01).
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
Art. 1.211-A \u2013 Os procedimentos judiciais em que figure como parte ou interessado pessoa com idade igual ou superior a 60 ( sessenta ) anos, ou portadora de doença grave, terão prioridade de tramitação em todas as instâncias. ( com redação da Lei nº. 12.008/09 )
2 - REQUER, ADEMAIS, OS BENEFÍCIOS DA JUSTIÇA GRATUITA
				O Autor, de outro bordo, vem requerer a Vossa Excelência os benefícios da gratuidade de justiça, por ser pobre, o que faz por declaração neste arrazoado inicial(LAJ, art. 4º), através de seu bastante procurador, onde ressalva que não pode arcar com as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio e de sua família, em conformidade com as disposições da Lei nº 1.060/50, afirmação esta que a faz sob as penas da lei.
I \u2013 SÍNTESE FÁTICA
 	 			O Autor teve furtada sua carteira, na data de 09 de setembro próximo passado, a qual continha seu RG, CPF, seu cartão de saque de benefício de aposentadoria, além da quantia de R$ 37,00(trinta e sete reais). 
 				Imediatamente, tão logo percebeu o furto dos referidos documentos, o mesmo tivera o cuidado de comparecer à Delegacia Distrital correspondente à sua circunscrição e relatar os fatos mediante Boletim de Ocorrência(doc. 02). 
 				Passados alguns meses, o Autor fora surpreendido com a apresentação em seu extrato de um débito mensal de R$ 78,95(setenta e oito reais e noventa e cinco centavos), o que se comprova pelos extratos ora anexos(docs. 03/06). 
 				De pronto o mesmo entrou em contato com INSS, para averiguar o motivo do citado desconto, tendo sido informado, logo naquela ocasião, que os valores debitados mensalmente referiam-se a um empréstimo(consignado) feito junto ao Banco x.x.x.x S/A, no valor total de R$ .x.x.x. ( .x.x.x.x.x.x. ).
 				Logo em seguida, o Promovente ligou o citado banco, ora Réu, pedindo que lhe fosse restituído os valores debitados e a suspensão de débito, pois jamais havia feito empréstimo com o mesmo. A resposta foi negativa, visto que, segundo seus cadastros, a operação havia sido realizada \u201cdentro da normalidade\u201d e administrativamente nada poderia fazer. 
 				Sem delongas, inegavelmente isto trouxe ao Promovente seqüelas de ordem moral, posto que os descontos(indevidos) diminuíram sua já escassa capacidade financeira, deixando o mesmo inclusive incapaz de comprar seus remédios necessários, por conta da falta dos recursos financeiros. Há, mais, lógico, o dano material, na medida em que não houve contratação alguma com a instituição financeira Ré, sendo devido a indenização de forma a restituir o que foi até o momento indevidamente debitado de sua conta. 
				Cabia à Promovida verificar a correção da pessoa que habilitou-se a realizar negócio jurídico com a mesma, através de documentos adulterados. Portanto, a mesma agiu com auto grau de negligência e culpa, porquanto permitira que esse desiderato se concretizasse. 
II \u2013 DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS			
2.1 \u2013 RELAÇÃO DE CONSUMO CONFIGURADA
 				O Autor é considerado consumidor por comparação, sendo submetido, pois, à Legislação Consumerista(STJ \u2013 Súmula 297). Como dito em linhas inaugurais, o Promovente não usufruiu dos préstimos bancários da instituição financeira ora Ré, entretanto fora prejudicado ao extremo, o que permite seja albergado pela legislação especial aqui mencionada. 
 				De outro bordo, temos a responsabilidade civil da Ré é objetiva, sendo, destarte, desnecessária a comprovação de culpa.
 CÓDIGO DO CONSUMIDOR 
Art. 14 \u2013 O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação de serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. (Não há destaques no texto original)
 				Por desvelo de nossa parte, revelamos notas jurisprudenciais que se coadunam com os fundamentos ora estipulados. 
RELAÇÃO DE CONSUMO REPARAÇÃO DE DANOS ASSINATURA DE REVISTA E CONTRATO VINCULADO DE CARTÃO DE CRÉDITO FRAUDE NEGATIVAÇÃO INDEVIDA DANO MORAL VALOR DA INDENIZAÇÃO 
1. De acordo com a redação do art. 17 do Código de Defesa do Consumidor, será considerado consumidor não apenas aquele que realizou contrato com o fornecedor, mas também aquele que foi vítima do evento danoso, devendo todos os fornecedores que causaram o dano figurar no polo passivo da demanda; 
2 Cliente bancário que viu seu nome ser utilizado indevidamente por terceiro para contratação de um cartão de crédito vinculado a uma assinatura de revista, sendo ônus tanto do Banco quanto da Editora evitar que fraudes desse tipo ocorram, arcando com os prejuízos que causar, não repassando tal responsabilidade ao consumidor, que jamais recebeu as revistas e não contratou o cartão de crédito; 
3 Considerando-se que a negativação indevida durou cerca de DOIS MESES, mostra-se razoável majorar a indenização para quantia equivalente a R$ 10.000,00 (dez mil reais), suficiente para reparar os danos causados e impingir aos réus o dever de aprimorar a prestação de seus serviços. RECURSO PROVIDO. (TJSP - APL 0045310-12.2011.8.26.0562; Ac. 6668064; Santos; Vigésima Câmara de Direito Privado; Relª Desª Maria Lúcia Pizzotti; Julg. 08/04/2013; DJESP 02/05/2013)
2.2 \u2013 DO DEVER DE INDENIZAR 
 				Esclarecido antes que a relação jurídica entabulada entre as partes é consumo, o Código de Defesa do Consumidor é aplicável à espécie, abrindo, no caso, a responsabilidade objetiva do Réu.
 				Ficou demonstrado cabalmente nos autos que houve fraude na concessão do empréstimo. 
				Se outra pessoa utilizou o nome e documento do Autor, passando a receber crédito em nome deste, somente a Ré é imputável a responsabilidade, pois que apenas ela poderia se cercar dos cuidados necessários à realização do contrato e conseqüente concessão de crédito. 
				 Ademais, as instituições financeiras são sabedoras que tal fraude é comum e, ainda mais por esta razão, deveriam redobrar os cuidados na realização dos contratos, certificando-se de que as pessoas interessadas não estejam praticando atos ilícitos, que possam prejudicar terceiros de boa-fé, como no caso. 
 		Ocorre que há relevante parcela de culpa a ser imputada à Promovida, ainda que eventualmente a mesma venha a provar que não seja palpável sua contribuição com terceiro fraudador, que deve ser considerada apenas como minorante: critério de fixação