acao anulatoria cheque conta corrente indenizacao dano moral modelo
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ADVOCACIA
ADVOCACIA
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA __ VARA CÍVEL DA COMARCA DE RIBEIRÃO PRETO/SP.
 
[ Formulou-se pedido de antecipada da tutela ]
				Intermediado por seu mandatário ao final firmado \u2013 instrumento procuratório anexo \u2013 causídico inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do ____, sob o nº. _______, com seu escritório profissional consignado no timbre desta, onde, em atendimento à diretriz do art. 39, inciso I, do Código Buzaid, indica-o para as intimações necessárias, comparece, com o devido respeito à presença de Vossa Excelência, _________, casado, maior, engenheiro civil, inscrito no CPF(MF) sob o nº. ___________, residente e domiciliado na Rua _____, nº. ___ \u2013 apto. ___ \u2013 ______, para ajuizar, com fulcro no art. 148, 166, 171, 186, 927, todos do Código Civil Brasileiro; Art. 14 do Código de Defesa do Consumidor c/c Art. 5º, incisos V e X, da Carta Política, a presente 
AÇÃO ANULATÓRIA
c/c
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO
contra __________, estabelecida na Av. _____, nº. _____ \u2013 São Paulo(SP), em razão das justificativas de ordem fática e de direito, abaixo delineadas. 
I \u2013 SÍNTESE FÁTICA
 				
No dia 00 de setembro de 0000, aproximadamente às 22:30h, o Autor e sua esposa foram alvo de assalto. Tal fato ocorrera nas proximidades do Shopping Xista, em Fortaleza(CE), precisamente na Av. das Xistas. Na oportunidade os meliantes conseguiram subtrair das vítimas(inclusive do ora Promovente) toda documentação pessoal, as quais encontrava-se em uma bolsa, inclusive talonários de cheques e cartões crédito, além da quantia de R$ 100,00(cem reais). O Autor, no dia seguinte, dirigiu-se a delegacia de polícia da qual correspondia a circunscrição do delito, e, na oportunidade, fizera um Boletim de Ocorrência(BO), o qual ora acostamos. (doc. 01)
				O Promovente, de outro lado, já devido ao roubo acima descrito, fizera, novamente, Boletim de Ocorrência, desta feita abordando fatos que davam nítidas evidências de que seus documentos, antes subtraídos, estavam sendo usados indevidamente por terceiros. Relatou, pois, na ocasião, na data de 00 de dezembro próximo passado, perante a Delegacia de Defraudações e Falsificações de Fortaleza(CE), que recebera em sua residência correspondência do Banco Xista S/A, informando-lhe de uma pendência financeira no importe R$ 5.350,00 (cinco mil, trezentos e cinquenta reais), o que ora trazemos à baila. (doc. 02)
				Foi com extremada preocupação e surpresa que o Postulante recebera a dita notícia, sobretudo porquanto o mesmo nunca tivera e nem tem qualquer vínculo com a instituição financeira acima citada. 
				Passado uma semana do episódio, acima narrado, o Autor, ao tentar proceder a renovação do cadastro da empresa da qual é sócio, recebera informação que seu CPF encontrava-se com restrições no SPC, CCF, SERASA, CENTRAL DE RISCO, o que se comprova pela consulta aqui junta. (doc. 03)
				Percebe-se, às claras, que sua documentação, como dito, está sendo usada para prática de delitos diversos, inclusive emissão de cheques sem provisão de fundos, o que poderá ocasionar-lhe, inclusive, possível responsabilização por crime de estelionato. 
				Devemos ressaltar que grande parte da prática delituosa está sendo perpetrada na Cidade Manaus (AM), o que se comprova, sobretudo, pelas inscrições nos órgãos de restrições. 
				Cabia à Promovida verificar a correção da pessoa que habilitou-se a realizar negócio jurídico com as mesmas, através de documentos adulterados. Portanto, Excelência, se este fato ocorrera a realização de pacto indevido, a mesma agiu com auto grau de negligência e culpa, porquanto permitiram que esse desiderato se concretizasse. 
II. DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS
				A Ré deixou de cumprir o que determina a Resolução nº. 2025, de 24/11/1993 do Banco Central do Brasil, alterada parcialmente pela Resolução 2747/2000, do Bacen, com relação à confirmação dos dados cadastrais, antes de conceder qualquer crédito e/ou conceder talonários de cheques.
Resolução 2025/1993
( ... )
Art. 3º - Art. 3º As informações constantes da ficha-proposta, bem como os elementos de identificação e localização do proponente, devem ser conferidos à vista de documentação competente, observada a responsabilidade da instituição pela verificação acerca da exatidão das informações prestadas.
				( ... )
Art. 6º - É vedado o fornecido de talonários de cheques ao depositante enquanto não verificadas as informações constantes da ficha-proposta ou quando, a qualquer tempo, forem constatadas irregularidades nos dados de identificação do depositante ou de seu procurador.\u201d
				Ademais, tal comportamento, pertinente à instituição financeira ora ré, também é tido como ilícito pela Lei Federal nº. 8.383, de 31/12/93, a qual trata da legislação do imposto de renda.
LEI nº. 8.383, de 30/12/1991
( ... )
Art. 64 \u2013 Responderão como co-autores de crime de falsidade o gerente e o administrador de instituição financeira ou assemelhadas que concorrerem para que seja aberta conta ou movimentados recursos sob nome:
I \u2013 falso;
II \u2013 de pessoa física ou de pessoa jurídica inexistente;
III \u2013 de pessoa jurídica liquidada de fato ou sem representação regular.
				Se outra pessoa utilizou o nome e documento do Autor, passando a receber crédito e utilizar-se de talonário fornecidos pelas instituições, somente a estas é imputável a responsabilidade, pois que apenas elas poderiam se cercar dos cuidados necessários à realização do contrato e conseqüente concessão de crédito. 
				 Ademais, as instituições financeiras são sabedoras que tal fraude é comum e, ainda mais por esta razão, deveriam redobrar os cuidados na realização dos contratos, certificando-se de que as pessoas interessadas não estejam praticando atos ilícitos, que possam prejudicar terceiros de boa-fé, como no caso. 
				 Nem se alegue, ser legítimo o direito da requerida da inclusão no cadastro ou cobrança da dívida, pois não foi o Autor quem se utilizou dos cheques e do crédito, mas terceira pessoa usando seu nome, sendo que antes deste fato surge a mencionada culpa dos bancos em permitirem que outra pessoa utilizasse de artifício ardiloso. 
 				Nesse ínterim, deixando estas de aplicar os cuidados necessários para se evitar o previsível mal, fica descartada a invocação de caso fortuito ou de força maior, prevalecendo o dever de indenização do art. 186 do Código Civil. 
 				Convém trazer à baila julgados que norteiam-se o entendimento acima, qual seja, a responsabilidade civil da instituição financeira que, inadvertidamente, sem os cuidados necessários, deixa que infratores contraiam empréstimo em nome de terceiro. 
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. PRELIMINAR. FALTA DE PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE. INOCORRÊNCIA. MÉRITO. ABERTURA FRAUDULENTA DE CONTA-BANCÁRIA. RESPONSABILIDADE DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. RISCO INERENTE À ATIVIDADE. DANO MORAL CONFIGURADO. RESTRIÇÃO CREDITÍCIA. QUANTUM INDENIZATÓRIO. PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. APELO IMPROVIDO. 
A mera reiteração de argumentos anteriores, só por si, não viola o princípio da dialeticidade, salvo se deixar de guardar pertinência com os fundamentos da sentença objurgada. Por força do risco da atividade, o apelante tem o dever de analisar os documentos apresentados com cautela e conferir, adequadamente, a procedência e veracidade dos dados cadastrais, responsabilizando-se civilmente pela negligência de abertura de \u201cconta fantasma\u201d, praticada por terceiro. Comprovada a conduta ilícita pela restrição creditícia do nome do apelado por débito inexistente, o dano moral mostra-se devido, cuja quantia deve ser arbitrada com base no princípio da proporcionalidade. (TJMT - APL 112191/2012; Quinta Câmara Cível; Rel. Des. Marcos José Martins de Siqueira; Julg. 24/04/2013; DJMT 17/05/2013; Pág. 26)
AÇÃO INDENIZATÓRIA. 
Contrato de abertura de conta corrente celebrado por terceiro desconhecido utilizando-se dos dados do autor Inscrição indevida dos dados