SEMI Adm Financeira e Orcamentaria 03 1p
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SEMI Adm Financeira e Orcamentaria 03 1p

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Administração Financeira e Orçamentária
Autoria: Wagner Luiz Villalva
Tema 03
Avaliação Tempo e Risco
Tema 03
Avaliação Tempo e Risco
Autoria: Wagner Luiz Villalva
Como citar esse documento:
VILLALVA, Wagner Luiz. Administração Financeira e Orçamentária: Avaliação Tempo e Risco. Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera 
Educacional, 2014.
Índice
© 2014 Anhanguera Educacional. Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão, em forma idêntica, resumida ou modificada em língua 
portuguesa ou qualquer outro idioma.
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ACOMPANHENAWEB
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CONVITEÀLEITURA
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Avaliação tempo e risco
Sabemos que no mundo corporativo as empresas além de contarem com as receitas de vendas (vendas de seus 
produtos) também procuram trabalhar com seus investimentos para lhe propiciarem uma receita financeira.
O grande negócio é saber onde e quando investir e, principalmente, fazer uma avaliação para que se possa ter a garantia 
de um retorno convincente. As empresas, hoje, possuem uma área financeira muito estruturada com profissionais que 
fazem este tipo de análise, não esquecendo que é o dinheiro da empresa que está em jogo e, consequentemente, o seu 
serviço, a sua fonte de renda. 
Neste tema, você vai ficar por dentro dos tipos de investimentos que as empresas procuram no mercado financeiro, 
bem como suas precauções com referencia a riscos de investimentos. Esta transição numérica onde as empresas se 
envolvem para galgar maior lucratividade, pode ser também um fator crucial para o desempenho financeiro da empresa. 
É notório que as empresas busquem no mercado financeiro maneiras licitas e corretas através de investimentos e outras 
transações.
O cuidado que se deve ter é exatamente fazer uma análise, uma avaliação, medir o grau do risco e, principalmente, 
garantir um retorno que seja compatível com o risco e também que lhe garanta, se não igual, uma taxa maior do mercado.
Hoje, no mercado, temos vários tipos de investimentos e também várias maneiras de buscarmos esse controle.
Você verá essas maneiras e aprenderá a administrar o risco de um investimento, pois assim poderá garantir retornos 
financeiros sadios para a empresa.
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Mas falando em dinheiro, sabemos que ele tem o seu valor diferenciado em tempos diferentes. Caso tenha hoje um valor 
em mãos de R$ 150,00, certamente esse valor será depreciado daqui a algum tempo.
O que colabora com essa depreciação sem dúvida nenhuma é a inflação, que por mais que seja relatada como baixa, os 
preços tendem a oscilar positivamente de acordo com o tempo. Veremos neste tema exatamente isto: o valor do dinheiro 
no tempo conciliado com a avaliação de tempo e risco para um determinado retorno.
Quem já não ouviu o ditado popular \u201cmais vale um pássaro na mão do que dois voando\u201d, que, em termos monetários, 
significa que o dinheiro em caixa hoje vale mais do que no futuro. Devemos ficar atentos aos fatores que diminuem 
o valor do dinheiro ao longo do tempo. Existem três razões importantes pelas quais o valor do dinheiro decresce 
progressivamente ao longo do tempo, que são as seguintes: 
Inflação
Refere-se ao aumento geral de preços na economia, ou seja, o poder de compra do real hoje é maior do que será 
amanhã, por causa do aumento de preço que diminuirá o valor deste real. Exemplo: se o nível geral dos preços aumenta 
5% anualmente, o poder de compra de um real hoje será 5% menor daqui a um ano. 
Risco
Chamado também de incerteza que acerca o futuro, também causa diminuição no valor do dinheiro. O risco aumenta 
com o passar do tempo e a maioria prefere evitar o risco, valorizando mais o dinheiro agora, do que confiar na promessa 
de mais dinheiro no futuro.
Risco, normalmente, é definido como possibilidade de prejuízo financeiro. O risco, contudo tem um sentido financeiro 
mais amplo, está associado à incerteza, à variabilidade do retorno de um ativo.
Exemplo: A caderneta de poupança é um ativo com baixo risco, pois é quase impossível que o retorno não seja positivo. 
Por outro lado fundos cambiais são muito arriscados, pois a volatilidade da cotação da R$ / US$ é bastante elevada, 
podendo gerar retornos negativos.
Para alcançar o objetivo de maximização do preço da ação (valor da empresa) o administrador deve avaliar os dois 
determinantes do preço da ação: risco e retorno. 
O retorno sobre um investimento é medido como o total de ganhos ou perdas que esse ativo gerou durante um determinado 
período de tempo. Normalmente, é calculado como a valorização do ativo mais o fluxo de caixa gerado neste período de tempo.
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Tempo
O tempo depois do cenário econômico é o fator mais importante que compactua com o risco. Na avaliação, deve-se 
levar em conta o tempo em que o valor monetário ficará empregado. Cabe lembrar que esta conciliação entre inflação, 
risco e tempo são fatores que terão de ser avaliados a todo o momento e em toda oportunidade de investimento. O 
tempo e a inflação podem propiciar variações como segue abaixo:
Com a variação do poder aquisitivo da moeda os ativos monetários:
a) Ficam expostos ao efeito corrosivo da inflação.
b) O valor nominal permanece ao longo do tempo.
c) O valor real (o poder de compra) cai.
d) A empresa perde com ativos monetários.
Já os ativos não monetários:
a) Estão protegidos contra a inflação.
b) O seu valor nominal pode aumentar.
c) O seu valor real permanece.
d) A empresa não perde com ativos monetários, devido à inflação. 
Os passivos monetários:
a) Ficam expostos ao efeito da inflação.
b) O seu valor nominal permanece ao longo do tempo.
c) O seu valor real cai.
d) A empresa ganha com passivos monetários.
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Mudanças de Preços X Índices
A moeda de poder aquisitivo constante:
a) A melhora a qualidade da informação.
b) As decisões são mais realistas na inflação.
c) A inflação não é uniforme para todos os bens.
d) A inflação não é uniforme para todas as empresas.
e) A dificuldade no uso de índice de correção.
f) A mudança no nível geral de preços (IGP).
g) As mudanças especificas (produtos).
O problema é como investir em algo e se garantir que tenha o devido retorno. A validade do dinheiro, mesmo sem 
inflação, deprecia muito rápido. 
Vale lembrar que a inflação interna nas empresas ocorre da mesma forma que para as pessoas físicas. Cada empresa 
tem a sua própria inflação de preços.
Indivíduo Empresa
Gastos Custos e despesas
Salário Venda
Poupança Lucro
No quadro a seguir, verificaremos uma tabela com dados de duas empresas. A variação percentual difere de situação 
para situação em cada empresa, o que mostra que as empresas possuem inflações diferenciadas. A empresa X acumula 
uma inflação de 4,5% e a empresa Y 17%, pois possuem estruturas de custos e despesas diferenciadas.
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EMPRESA X EMPRESA Y MEDIA
CUSTOS E DESPESAS VALOR V% VALOR V% VALOR V%
MATÉRIA-PRIMA 550 0% 385 16,67% 467,50 6,3%
MÃO DE OBRA DIRETA 187 13,3% 242 10,00% 214,50 1,40%
CUSTOS IND FABRIC 0 0% 110 0% 55 0%
DESPESAS DE VENDAS 220 0% 385 16,70% 302,50 10,0%
DEPESAS DE ADMINISTRAÇÃO 308 12,0% 165 50,0% 236,50 22,90%
TOTAL DE CUSTOS E DESP (A) 1.265 1.287 1.276
RECEITA LÍQUIDA (B) 1.485 10,5% 1.350 10,50% 1.418 10,5%
LUCRO (C= B \u2013 A) 220 14,8% 63 4,70% 142 10,0%
INFLAÇÃO (AM2 / AM1 \u2013 1) 4,5% 17,00% 10,50%
Número-índice: quando é empregado para medir a variação