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VARIZES NOS MEMBROS INFERIORES

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das fibras colágenas (estrutura de suporte das válvulas).
Hábitos de vida: trabalha em pé e parado o dia inteiro ou sentado o dia inteiro. 
Idade – paredes das veias vão ficando mais flácidas. (> 50 anos)
Sexo feminino
Numero de gestações
Obesidade (impede o retorno venoso)
Postura no trabalho
Dieta constipante (muito esforço na defecação distende a parede).
Posição de defecação 
DIAGNÓSTICO: 
ESSENCIALMENTE CLÍNICO: De assintomático à limitação das atividades diárias, não estando associado ao número de varizes. 
Investigar história 
Observar a magnitude do quadro clínico sem relação com numero de veias
Sintomas 
AMANDA SOUZA FERNANDES - UFPB 2015.1
7
PRINCIPAIS: 
Dor
Cansaço
Fadiga
Sensação de peso
Mal – estar
Comprometimento estético
Desconforto
Prurido
Queimação
Ardor 
PODEM APARECER: 
Câimbras (mais associadas à deficiência de potássio e magnésio)
Pode ter uma sensação de formigamento (não é característica de varizes, é mais a compressão de nervos). 
Síndrome das pernas inquietas, mais relacionada ao sistema nervoso. 
EXAME FÍSICO: paciente em ambiente claro, examina de frente, de lado e de costas. Em pé e deitado. OBSERVAR: 
Telangiectasias – vênulas intradérmicas
Veias reticulares – veias subdérmicas
Veias varicosas – veias subcutâneas
Presença de Edema
Presença de Hiperpigmentação - hemácia ultrapassa o vaso, hemoglobina é degradada e depositada na pele sob a forma de hemossiderina. 
Ausculta dos ósteos (Crossa das Safenas e perfurantes)
TESTES FLEBOLÓGICOS: 
Schwartz: avalia a Veia Safena Magna – VSM
Brodie/Trendelenburg: crossa da safena (Veia Safena Magna – VSM)
Perthes: Sistema Venoso Profundo
Adams: avalia refluxo na crossa da safena magna
H. Barreto: avalia SVP, SVS e perfurantes. Se desaparecer, é porque o sistema está pérvio (quando coloca). Se aparecer é porque está incompetente ao tirar o garrote de baixo pra cima. 
4 garrotes: Supramelolar; 1/3 superior da perna; 1/3 inferior da coxa; Raiz da coxa 
Deitar o paciente: MMII à 60 graus (Avalia SVP e perfurantes) 
Em pé novamente: Se surgir varizes (Avalia Perfurantes e SVS)
Retirada dos garrotes: 
1/3 superior da perna - avalia perfurante de Boyde e crossa de VSP
1/3 inferior da coxa (Avalia perfurante de Dodd)
Raiz da coxa (Junção safeno femoral) 
Supra maleolar
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: 
Ecodoppler colorido (preferido)
Flebografia – em desuso
Angiotomografia (para grandes vasos)
Angioressonancia (para grandes vasos)
TRATAMENTO 
CLÍNICO: 
Medidas Gerais: 
Evitar longos períodos em pé ou sentado
Evitar sapatos com saltos muito altos
Corrigir a obesidade
Praticar exercícios físicos de baixo impacto 
Evitar esportes com movimentos bruscos
Cama em posição de Trendelenburg para descanso (pernas elevadas)
Higiene dos pés, evitar micoses
Intercalar atividade diária de trabalho com períodos de repouso (com MMII elevados)
Terapia compressiva: 
Meias elásticas de compressão graduada
Meias de descanso- 15 a 20 mmHg
Meias de suave compressão- 20 a 30 mmHg
Média compressão – 30 a 40 mmHg
Alta compressão – entre 40 e 50 mmHg
Meias extra alta compressão – acima de 50 mmHg. 
Terapia Medicamentosa: (alívio de sintomas)
Aminaftone – Capilarema (75mg)
Castanha da índia, Rutosídio, Miroton – Venocur tríplex 
Diosmina + hesperidina = Diosmin, Daflon 500, Flavenos
Cumarina + Troxerrutina = Venalot
Rutina – Venoruton 300mg/500mg, Novarrutina
Tribenosídio – Glyvenol
CIRURGIA:
PRÉ-OPERATÓRIO: 
Afastar afecções neurológicas e/ou ortopédica
Tratar micoses interdigitais
Prevenção de infecção com antibióticos
Peso ideal
Eco - Doppler colorido venoso 
Suspender antiplaquetários
Suspender ACO ou Terapia de Reposição Hormonal 30 dias antes, Reiniciar após
Tricotomia 2 a 3 horas antes 
Anestesia: Local ou regional (raqui ou peridural). Não se faz geral.
Quando indicar:
Varizes de grosso calibre 
Pacientes sintomáticos
Eliminar os pontos de refluxo (crossas das safenas, magna e cava). 
Prevenir efeitos da hipertensão venosa crônica
Aliviar os sintomas
Melhorar a estética (assintomáticas)
Tipos de cirurgia: 
Ligadura da veia safena magna na crossa
Fleboextração da safena magna (total ou parcial)
Ligadura safena parva na crossa
Fleboextração da safena parva (total ou parcial)
Ressecção de trajetos varicosos
Ligadura de perfurantes insuficientes
Complicações: infecção, manchas hiperpigmentadas (roxas), trombose (principalmente após os 40 anos), dormência (ao tirar a veia, tira um nervo também). 
NÃO OPERA: RISCO CARDÍACO, ÚLCERA EM ATIVIDADE.
Tratamento por ablação térmica: 
Radiofrequência (RF) ou laser (LS). 
Emprega o ultrassom (safenas e perfurantes). 
Anestesia local (tumescência no trajeto da safena: infiltra substancia gelada, para não causar lesão de nervos)
Eficácia semelhante entre (RF e LS)
Taxas de complicações semelhantes (RF e LS)
Complicações de manchas. 
Vantagens do laser e radiofrequência: 
Anestesia local 
Menor tempo cirúrgico 
Menor trauma operatório
Ausência de incisões cirúrgicas
Ausência de sangramento
Recuperação pós-operatória mais rápida 
Retorno precoce às atividades cotidianas
Ausência de edema
ESCLEROTERAPIA VENOSA: 
*Para Telangiectasias e veias reticulares 
Medicamentos usados:
Glicose a 75% - ação osmótica
Ethamolin – ação detergente (tira a gordura do endotélio)
Polidocanol - ação detergente (0,5%, 1% , 3% - ação detergente – lesa o endotélio e vaso fecha tipo fibrose)
Complicações: 
Pigmentação, flebite, nuvens telangiectásicas
Cefaleia, distúrbios visuais, enxaqueca 
Raramente: TVP, necrose de pele