Traumatismo craniano graduação Fisio.pdf
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Traumatismo 
Cranio-Encefálico 
Prof. Dr. Octavio Marques Pontes Neto 
Neurologia \u2013 FMRP - USP 
TCE 
\u2022\u202f Epidemiologia	
  
\u2022\u202f De\ufb01nições	
  
\u2022\u202f Fisiopatologia	
  
\u2022\u202f Avaliação	
  inicial	
  
\u2022\u202f Tratamento	
  
\u2022\u202f Reabilitação	
  
\u2022\u202f Prognóstico	
  
Epidemiologia 
\u2022\u202f Trauma é a terceira maior causa morte no mundo e principal causa 
de morte entre os 1 e 44 anos. 
\u2022\u202f Epidemia em todo o mundo. 
 
TCE 
\u2022\u202f TCE é responsável por \u2248 25% dos óbitos atribuíveis a Trauma. 
\u2022\u202f 3 picos de incidência: < 5 anos; 15-24 anos; acima dos 70 anos 
\u2022\u202f Mortalidade por politrauma contuso sem TCE: 1%; com TCE: 30%. 
\u2022\u202f Mais de 50% dos pacientes com TCE grave tem múltiplos traumas 
associados. 
\u2022\u202f Mortalidade do TCE diminuiu nos últimos 40 anos: 50% => 25. 
\u2022\u202f TCE moderado e grave associados a aumento de risco de 
Alzheimer, 2.3 x e 4.5 x, respectivamente. 
Brain Trauma Foundation. 2007 
TCE 
\u2022\u202f \u201cAlteração	
  na	
  função	
  encefálica	
  manifestada	
  como	
  
confusão,	
  alteração	
  do	
  nível	
  de	
  consciência,	
  convulsão,	
  
coma	
  e/ou	
  dé\ufb01cit	
  neurológico	
  focal	
  motor	
  ou	
  sensitivo,	
  
resultantes	
  de	
  uma	
  força	
  contundente	
  ou	
  penetrante	
  na	
  
cabeça\u201d	
  	
  
\u2022\u202f TCE	
  \u2260	
  Trauma	
  cefálico	
  
\u2022\u202f O	
  tipo	
  de	
  lesão	
  vai	
  variar	
  com	
  a	
  biomecânica	
  da	
  força	
  
agressora.	
  
TCE 
Concussão	
  cerebral	
  
\u2013\u202f Trauma	
  craniano	
  leve	
  e	
  mais	
  comum.	
  
\u2013\u202f Perda	
  temporária	
  da	
  função	
  cerebral.	
  
\u2013\u202f Pode	
  levar	
  a	
  disfunções	
  residuais	
  sutis.	
  
\u2022\u202f Físicas	
  
\u2022\u202f Cognitivas	
  	
  
\u2022\u202f Emocionais	
  
\u2013\u202f Sintomas	
  geralmente	
  se	
  resolvem	
  em	
  semanas	
  
\u2013\u202f Concussões	
  repetidas:	
  Parkinson,	
  Alzheimer,	
  Depressão,	
  etc.	
  
Fatores de risco / Etiologia 
\u2022\u202f TCE	
  é	
  3	
  vezes	
  mais	
  frequente	
  em	
  homens	
  do	
  que	
  em	
  mulheres.	
  
\u2022\u202f Até	
  50%	
  dos	
  pacientes	
  que	
  sofrem	
  TCE	
  estavam	
  sob	
  efeito	
  de	
  
substância	
  no	
  momento	
  do	
  trauma	
  (ex:	
  álcool).	
  
\u2022\u202f Principais	
  etiologias:	
  
\u2013\u202f Acidentes	
  automobilísticos	
  
\u2013\u202f Esporte	
  
\u2013\u202f Quedas	
  
\u2022\u202f Etiologia	
  variável	
  de	
  acordo	
  com	
  a	
  faixa	
  etária	
  e	
  sexo:	
   	
  	
  
\u2013\u202f Jovens:	
  acidente	
  automobilisticos	
  e	
  violência	
  
\u2013\u202f Crianças	
  e	
  idosos:	
  quedas	
  
PREVENÇÃO	
  é	
  FUNDAMENTAL!!!	
  
\u2022\u202f 	
  	
   Brain Trauma Foundation. 2007 
Anatomia 
Mecanismo 
Lesão primária 
 
Lesão secundária 
Mecanismo 
Lesão primária 
\u2022\u202f Impacto 
\u2022\u202f Impulso aceleração desaceleração 
deformação 
fratura 
penetração 
\u2022\u202f Lesões distintas de acordo com a 
biomecânica da força agressora 
Carga de Impacto (contato) 
\u2022\u202f Local (direto) 
Fratura 
Contusão 
Laceração 
HED 
\u2022\u202f Distante (distorção e ondas de choque) 
Fraturas de base 
Lesão de tecidos moles 
Aceleração 
Translacional 
 
Rotacional 
 
Angular 
Biomecânica do TCE 
Carga estática 
Carga dinâmica Impacto Impulso 
 inércia, aceleração, desaceleração 
 compressão, tensão, cizalhamento 
HSD 
Contra golpe 
LAD 
Carga de Impulso 
Geram 
\u2022\u202f Lesões focais 
\u2022\u202f Lesões \u201cdifusas\u201d 
Fraturas Cranianas 
Contusão e laceração 
Hematoma extradural (HED) 
Hematoma extradural (HED) 
Fraturas de base de crânio 
Aceleração 
Translacional 
 
Rotacional 
 
Angular 
HSD 
Contra golpe 
LAD 
GERAM 
Hematoma subdural (HSD) 
Hematoma subdural (HSD) 
Lesão de contragolpe 
Lesão axonal difusa 
Trauma penetrante 
Edlow B et al. Semin Neurol 2014 
Mecanismo 
Lesão Encefálica Secundária 
-\u202f hipertensão intracraniana 
-\u202f Hipotensão arterial 
-\u202f Sangramento 
-\u202f Hipotermia 
-\u202f Hipertermia 
-\u202f Infecções: aspiração, pneumonia, etc. 
-\u202f Distúrbios hidro-eletrolíticos ou ácido-básicos 
-\u202f Hipo ou hiperglicemia 
-\u202f Trombose venosa profunda / TEP 
-\u202f Edema cerebral e efeito de massa 
-\u202f Hidrocefalia 
-\u202f isquemia / hemorragia intracraniana 
-\u202f Herniação cerebral 
Avaliação inicial 
Avaliação primária 
A \u2013 Vias Aéreas com cuidados da coluna cervical 
B \u2013 Respiração e ventilação 
C \u2013 Circulação com controle da hemorragia 
D \u2013 Incapacidade, estado neurológico 
E \u2013 Exposição e controle da hipotermia 
Avaliação secundária 
\u2022\u202f Exame neurológico: Escala de coma de Glasgow, assimetrias de 
resposta e pupilas. 
\u2022\u202f Inspeção, palpação do cranio e face: fraturas deformidades e 
lacerações 
Exames complementares 
\u2022\u202f Tomografia de cranio 
Escala de coma de Glasglow 
Abertura ocular Resposta verbal Resposta motora 
4- espontânea 5-orientado 6-obedece comando 
3- comando verbal 4- confuso 5-localiza a dor 
2- à dor 
 3-palavra 4-flexão normal 
1- nenhuma 2-sons 3- flexão anormal 
1- nenhuma 2- extensão anormal 
1- nenhuma 
3. Respostas 
motoras 
anormais Resposta anormal em flexão: decorticação 
Resposta anormal em extensão: decerebração 
Resposta anormal em flexão: tríplice flexão 
Herniações cerebrais 
Herniação supratentorial 
1.\u202f Uncal (transtentorial) 
2.\u202f Central 
3.\u202f Cíngulo (subfalcina) 
4.\u202f Transcalvarial 
 
Herniação infratentorial 
5.\u202f Transtentorial ascendente 
6.\u202f Tonsilar 
Avaliação pupilar 
NOS- TBI (Neurological Outcome 
Scale for Traumatic Brain Injury) 
l\uf06c\u202f Adaptado do NIHSS (National Institutes of 
Health Stroke Scale) 
l\uf06c\u202f Se destina a captar deficits neurológicos 
essenciais que impactam indivíduos com TCE 
l\uf06c\u202f Varia de 0-58. 
l\uf06c\u202f Quatro itens adicionais, que refletem lesões 
em nervos cranianos 
l\uf06c\u202f Dois suplementares 
 
(WILDE et al., 2010) 
Instruções para o examinador 
Registre somente a primeira resposta. Não treine o paciente. Registre aquilo que o paciente faz não o que você acha que o paciente é capaz de fazer, mesmo que os resultados pareçam contraditórios. 
Instruções para o paciente	
   Definição	
  da	
  Escala	
   Escore	
   Instruções para o paciente	
   Definição	
  da	
  Escala	
   Escore	
  
1a. Nível de consciência (NDC) 
Pergunte ao paciente: \u201cComo você se sente hoje? 
Você sente alguma dor?\u201d 
Paciente comatoso ou difícil de despertar: 
Escolha uma resposta até mesmo se uma avaliação 
completa seja impossível por causa de obstáculos 
como um tubo endotraqueal, a barreira de 
linguagem, ou trauma/bandagem orotraqueal. 
Pontue 3 somente se o paciente não fizer nenhum 
movimento (que não seja postura reflexa) em 
resposta a estimulação dolorosa. Note que um 
paciente que pontue 3 nesta avaliação, é 
considerado que esteja em coma	
  
0 = Alerta e responsivo. 
 
1 = Não alerta; mas acorda com um pequeno estímulo (verbal) 
obedece, responde, ou reage. 
 
2 = Não alerta; exige estímulo repetido para responder, ou está 
torporoso e exige estimulação física forte ou dolorosa, para fazer 
movimentos (não estereotipados). 
 
3 = Responde somente com reflexos motores ou reações 
autonômicas ou se encontra totalmente arresponsivo, flácido e 
arreflexo. 
	
  	
  	
  	
  	
  ______	
  
3a e 3b. Campos visuais (direito e esquerdo) 
Os campos vsuais (quadrantes superiores e inferiores) 
são testados por confrontação, utilizando contagem de 
dedos ou ameaça visual, conforme apropriado. Se 
dificuldades de atenção, um objeto de cor viva é 
movido pelo campo visual Se estiver afásico ou 
obnubilado, observe qualquer tentativa de localizar o 
objeto. Cada olho é testado independentemente. Dupla 
estimulação simultânea é realizada em seguida. Se há 
perda visual grave em um olho devido à doença ocular 
intrínseca ou enucleação, e o campo