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Módulo IV - Abrangências em Ações de Saúde (AAS)

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psicossocial para atendimento de pacientes com transtornos decorrentes do 
uso e dependência de substâncias psicoativas, com capacidade operacional para atendimento 
em municípios ou regiões com população superior a 70.000 (setenta mil) habitantes. 
CAPS ad III 
Atende pessoas de todas as faixas etárias que apresentam intenso sofrimento psíquico 
decorrente do uso de crack, álcool e outras drogas. Proporciona serviços de atenção contínua, 
com funcionamento vinte e quatro horas, incluindo feriados e finais de semana, ofertando 
retaguarda clínica e acolhimento noturno. Indicado para municípios ou regiões com população 
acima de 150.000 (cento e cinquenta mil) habitantes. 
ATENDIMENTO ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 
Proteger a saúde da pessoa com deficiência; reabilitar a pessoa com deficiência na 
sua capacidade funcional e desempenho humano, contribuindo para a sua inclusão em todas as 
esferas da vida social; e prevenir agravos que determinem o aparecimento de deficiências. São 
esses os propósitos gerais da Política Nacional da Pessoa com Deficiência, instituída pela Portaria 
MS/GM nº 1.060, de 5 de junho de 2002. 
A política estabelece as orientações gerais para a elaboração de planos, projetos e atividades 
voltados à saúde das pessoas com deficiência nos estados, Distrito Federal e municípios. Seu 
Daniela Junqueira Gomes Teixeira 
principal objetivo é propiciar atenção integral à saúde da pessoa com deficiência, desde a 
atenção básica até a sua reabilitação, incluindo a concessão de órteses, próteses e meios 
auxiliares de locomoção, quando se fizerem necessários. 
 A viabilização desta política nacional deve-se a uma conjugação de esforços que tiveram seu 
início na decisão política dos governantes em responder positivamente às reivindicações e 
movimentos sociais de pessoas com deficiência. Os gestores do SUS nas três esferas de governo 
têm, como parceiros potenciais: educação, desenvolvimento social, direitos humanos, 
habitação, justiça, transporte, trabalho, esporte e turismo que, de forma articulada e integrada, 
podem atuar para a progressiva inclusão das pessoas com deficiência em suas comunidades, 
para o exercício da cidadania e vida social. 
É importante registrar que a inclusão da pessoa com deficiência se dá, também, por ações da 
comunidade, transformando os ambientes, eliminando barreiras arquitetônicas e de atitudes, 
que impedem a efetiva participação social das pessoas com deficiência. 
REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE DAS PESSOAS COM DOENÇAS CRÔNICAS 
Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no âmbito do Sistema Único de 
Saúde (SUS), a partir da publicação da Portaria MS/GM nº 252, de 19 de fevereiro de 2013. A 
Rede tem como objetivo fomentar a mudança do modelo de atenção à saúde, fortalecendo e 
garantindo o cuidado integral às pessoas com doenças crônicas. Dessa forma, a implantação 
dessa Rede pretende suscitar mudanças na atenção à saúde das pessoas com doenças crônicas, 
entre elas, o câncer; e também publicou a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer 
na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no âmbito do Sistema Único de 
Saúde (SUS) pela Portaria MS/GM nº 874, de 16 de maio de 2013. Prevista na Lei nº 12.732, de 
22 de novembro de 2012, sancionada pela presidenta da República, Dilma Rousseff, os usuários 
com câncer terão o início de seu tratamento assegurado em no máximo 60 dias após o registro 
do diagnóstico em seu prontuário. Essa medida entrou em vigor no dia 23 de maio de 2013 e 
teve sua regulamentação detalhada pela Portaria MS/ GM nº 876, de 16 de maio de 2013. O 
prazo máximo vale para o início do tratamento (cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, 
conforme prescrição médica). As novas regras, além de decisivas para a redução do tempo de 
espera, deixam claras as atribuições da União, dos estados e dos municípios no diagnóstico e no 
tratamento do usuário com câncer e organizam a atenção oncológica de forma ágil e resolutiva 
e com qualidade. 
 
 
Daniela Junqueira Gomes Teixeira 
conselhos de 
saúde 
Uma das diretrizes organizativas do SUS anunciada na Constituição de 1988 é a 
participação da comunidade. 
A incorporação dessa diretriz na Constituição deve ser entendida no contexto da 
redemocratização dos anos 1980, quando a importância dos movimentos sociais e da 
participação direta da sociedade nos processos políticos voltou a ser valorizada e 
defendida publicamente. Na saúde, isso se refletiu no chamado “movimento sanitário”, 
envolvendo milhares de intelectuais, trabalhadores de saúde e usuários, que criticaram 
o modelo de saúde vigente até então e defenderam a reforma do sistema de saúde com 
base nos princípios que foram incorporados à Constituição. Assim, a ideia de participação 
da comunidade no SUS se relaciona a um processo mais abrangente de ampliação da 
participação direta da sociedade nos processos políticos no país. Para operacionalizar a 
participação social na saúde, a Lei Complementar da Lei Orgânica da Saúde (Lei n. 
8.142, de 1990) propôs a conformação de conselhos de saúde nas três esferas de 
governo: União, estados e municípios. Tais conselhos devem ser compostos por 
quatro segmentos sociais: governo, prestadores de serviços, profissionais de saúde 
e usuários. Vale ressaltar que os usuários devem ter metade dos assentos em cada 
conselho de saúde; os demais devem ser divididos entre os representantes dos outros 
três grupos. 
A Lei também definiu que os conselhos de saúde deveriam ter caráter deliberativo sobre 
a política de saúde, ou seja, o papel desses conselhos não seria apenas consultivo ou 
opinativo, mas envolveria o poder de decisão sobre os rumos da política. Isso 
representou, sem dúvida, uma mudança muito importante nas regras para a definição 
das políticas de saúde em relação à forma como elas anteriormente eram conduzidas. 
Conformados os conselhos, as decisões não seriam tomadas somente por 
governantes e técnicos da saúde, mas também com a participação de outros grupos 
envolvidos com a saúde, como os prestadores de serviços (por exemplo, representantes 
de hospitais), profissionais de saúde (representantes de associações de médicos e 
enfermeiros, entre outros) e usuários (pessoas escolhidas na comunidade, oriundas de 
associações de bairros, de organizações de portadores de doenças específicas, entre 
outros grupos sociais). 
Pode-se dizer que a atuação dos conselhos de saúde envolve dois grupos de 
responsabilidades principais: 
Primeiro grupo: de carater proativo, participação na formulação de políticas de saúde, 
por meio da discussão das necessidades de saúde de uma dada população, da 
definição de prioridades da política e do debate conjunto de estratégias de superação 
de problemas existentes no sistema de saúde, entre outras. 
Segundo grupo: de responsabilidades, se relaciona ao controle social sobre a condução 
da política de saúde, que envolve o acompanhamento e a fiscalização das políticas e 
Daniela Junqueira Gomes Teixeira 
análise sobre sua coerência com as necessidades sociais de saúde e os princípios do SUS. 
Incluem-se esse grupo, por exemplo, as atribuições de fiscalização da execução dos 
orçamentos públicos da saúde em cada esfera de governo. 
É comum a ocorrência de conflitos relativos ao papel dos conselhos de saúde e o dos 
gestores do SUS em cada esfera de governo. O papel dos conselhos não deve se 
confundir com o dos gestores, que têm funções executivas sobre a política de 
planejamento, financiamento, regulação e prestação de serviços. Por outro lado, é 
importante que os gestores do SUS valorizem a atuação dos conselhos e reconheçam 
que, segundo a lei, eles devem ter caráter deliberativo sobre a política. Ou seja, os 
conselhos