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Módulo IV - Abrangências em Ações de Saúde (AAS)

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custo financeiro à sociedade haja vista que a doença traz, ainda, como 
consequências, internações e procedimentos técnicos de alta complexidade, levando ao 
absenteísmo no trabalho e aposentadorias precoces”. (TOLEDO; RODRIGUES, CHIESA, 2007, p. 
234) 
Como política de saúde no país, o Ministério da Saúde, desenvolveu políticas de saúde 
objetivando o controle da doença. Dentre elas está o Caderno de Atenção Básica com foco na 
HAS, que tem como objetivo “organizar a linha de cuidado da hipertensão no país, auxiliar o 
processo de educação permanente dos profissionais de Saúde da AB e apoiar a construção de 
protocolos locais que organizem a atenção à pessoa com doença crônica” 
Desta forma como intervenção para os pacientes da USF do problema a unidade deve basear-se 
na Tríade Donabedian (Estrutura (organizando a assistência), Processos (descrevendo o que foi 
feito) e Resultados (o que aconteceu com o usuário)) 
Daniela Junqueira Gomes Teixeira 
sistemas de 
saúdes 
mundiais 
SISTEMAS DE SAÚDES MUNDIAIS VERSUS BRASIL 
Os sistemas de saúde do mundo contemporâneo mostram algumas semelhanças em função de 
políticas sociais que se tornaram gradativamente mais inclusivas, pela difusão de avanços 
tecnológicos e por inúmeras contradições geradas pela transformação da doença em 
mercadoria altamente geradora de valor. Divergem, no entanto, quanto ao acesso das 
populações aos serviços oferecidos, quanto à forma como esses serviços estão organizados e 
quanto ao seu desempenho. Essas diferenças são resultado de uma complexa interação entre 
elementos históricos, econômicos, políticos e culturais específicos de cada sociedade. Assim 
como a situação de saúde ou doença nos informa sobre cada indivíduo, sua genética, história 
familiar, condições de vida e trabalho, os sistemas de saúde expressam não apenas a 
disponibilidade de recursos em cada país, mas, também, os valores e as opções políticas ante as 
necessidades da população. 
Ao longo da primeira metade do século XX, expande-se a oferta de serviços a partir do modelo 
de seguro social ou de seguro público, concebido na Alemanha no final do século XIX. Esse 
modelo influenciou muitos países, e também a criação do sistema de previdência social 
brasileiro, e se baseia em contribuições sociais obrigatórias pagas pelas empresas e pelos 
trabalhadores a diferentes fundos públicos. Em 1948, a criação no Reino Unido de um Serviço 
Nacional de Saúde (o National Health Service — NHS) com garantia de acesso universal a 
cuidados gratuitos e integrais, com financiamento a partir de impostos, inaugurou um novo 
marco na organização dos sistemas de saúde contemporâneos. O direito a saúde foi, então, 
dissociado do nível de renda ou do vínculo de trabalho passando a ser considerado um direito 
da cidadania. 
Uma das primeiras classificações de sistemas de saúde feita por Terris (1980) é coincidente com 
essa tipologia dividindo-os em assistência pública, seguros e serviços nacionais, correlacionando 
sua organização com o desenvolvimento econômico e o regime político de cada país. Ao longo 
da década de 1980 essa classificação foi ligeiramente modificada apontando-se a existência de 
pelo menos três grandes formatos: o sistema de tipo empresarial-permissivo ou de mercado 
(Estados Unidos), os seguros sociais públicos (França, Alemanha, entre outros) e os sistemas ou 
serviços nacionais (Reino Unido, Canadá). 
CHILE 
O sistema de saúde no Chile consta com duas formas principais de entregar a saúde. Um deles 
é o setor público e o outro é o setor privado. Quanto às despesas da saúde no Chile, um 47,1% 
das despesas são cobertas por contribuição do Estado, segundo os dados da OCDE. O sistema 
público desenvolve-se através do Fundo Nacional de Saúde (FONASA), mediante o Sistema 
Nacional de Serviços de Saúde (SNSS), além de seus 29 serviços de saúde regionais e, o sistema 
Daniela Junqueira Gomes Teixeira 
municipal de atenção primária, que cobrem aproximadamente 70% da população nacional. 
Deve ser considerado de qualquer jeito, que 3% adicionais estão cobertos pelos serviços de 
saúde das forças armadas e o 7% restante, que foram considerados para os trabalhadores 
independentes e suas famílias que não contam no em FONASA e que só recorrem aos serviços 
de saúde em caso de emergência e necessidade. 
O outro âmbito é o setor privado, está integrado pelas Instituições de Saúde Previsional 
(ISAPRE) e cobre 17.5% da população total, provendo serviços através de instituições públicas 
e privadas. As ISAPRE são reguladas pela lei N° 18.933, esta lei será analisada posteriormente 
junto com a análise da sentença e tenderá uma importância muito relevante. 
Os beneficiados do sistema de saúde são todos os cidadãos, a quem a Constituição garante o 
acesso livre e igualitário a todos os programas e serviços de saúde. Sendo assim, os cidadãos 
poderão escolher entre os serviços públicos e os privados. Quanto às ISAPRE, pelo geral 
outorgam maiores e melhores benefícios que os dados pelo FONASA, já que as ISAPRE fazem 
através de instituições privadas, financiadas por contribuições ou cotações suplementares dos 
usuários. Esta Instituição funciona segundo a lógica de seguros e, portanto, do acordo ao risco 
da pessoa, o que implica no oferecimento de diferentes planos de saúde. 
Respeito do sistema público, este provê serviços ambulatórios e hospitalários para as pessoas 
filiadas ao FONASA. Quando os usuários beneficiados recebem a atenção correspondente, 
devem realizar co-pagamentos que variam entre 10% e 20% do preço previamente fixado pelo 
FONASA, o que varia de acordo com o nível de rendimentos. Não entram nessa regra os mais 
pobres, as pessoas maiores de 60 anos e aos portadores de alguma patologia especificamente 
determinada. Quanto ao seu financiamento, cabe indicar que isto se consegue mediante o 
pagamento dos impostos gerais e o co-pagamentos realizado pelos filiados a FONASA. Em 
mudança, como disse anteriormente, os fundos coletados pelo setor privado, provêm de 
cotações, impostos e co-pagamentos, tanto aqueles realizados de maneira obrigatória como 
aqueles voluntários dos filiados às ISAPRE. Um ponto aparte é o respeito aos membros das 
Forças Armadas (Exército, Marinha, Força Aérea e Polícias civis) junto com as suas famílias. Estes 
são beneficiar vocês de seguros de saúde diferentes às duas instituições já vistas anteriormente, 
seguros que necessitam de atenção em instalações e mediante fornecedores próprios. Este 
seguro financia-se mediante o pagamento de impostos gerais. Por último, uma pequena fração 
da população, compra os diferentes serviços de saúde que brindam fornecedores privados 
mediante pagamentos diretos, sem intermediação das ISAPRES nem do FONASA. Cabe destacar 
que existe uma obrigação para todos os trabalhadores que corresponde em realizar uma 
contribuição equivalente a 7% de seus rendimentos, destinados ao sistema de saúde, podendo 
eleger previamente se irão dirigidos a se pagar ao FONASA ou para alguma ISAPRE. Segundo os 
dados da OMS, no ano 2014, a despesa geral ou total com respeito à saúde em Chile, 
considerando o PIB foi de 7,8%, porcentagem menor ao do Brasil, que equivale a 8,3%. 
Garantias explícitas de saúde Auge-Ges 
O AUGE é um mecanismo fixado por lei para priorizar garantias na prevenção, tratamento e 
reabilitação de doenças específicas que representam o maior impacto de saúde na cidadania. O 
plano AUGE beneficia cerca de 9.500.00 de chilenos, abarcando o 60% do ônus de doenças que 
sofrem as pessoas. O AUGE estabelece garantias para cada caso específico, que constituem 
direitos para os assegurados. Estas são, garantias de acesso, oportunidade, proteção financeira 
e de qualidade. A primeira delas faz menção a receber a atenção definida para a cada doença; a 
segunda, a

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