PROJETO DO ESTÁGIO II
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PROJETO DO ESTÁGIO II

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Centro Universitário Leonardo da Vinci 
DAYANNA GONÇALVES MELO
PED 1303/2018-1
 
 
 PROJETO DE ESTÁGIO
 ESTAGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO I \u2013 ENSINO FUNDAMNETAL I
 
 TEMA: O ENSINO DAS ARTES VISUAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL I 
SUMÁRIO
1 PARTE I: PESQUISA
1.1 DELIMITAÇÃO DO TEMA: ÁREA DE CONCENTRAÇÃO E JUSTIFICATIVA .....3
1.2 OBJETIVOS ......................................................................................................................3
1.3 FUNDAMENTO TEÓRICO .............................................................................................3
..................................................................................................................................................5
2 PARTE II: PROCEDIMENTOS DO ESTÁGIO
2.1 METODOLOGIA ..............................................................................................................5
2.2 CRONOGRAMA ..............................................................................................................5
 
 REFERÊNCIAS ...................................................................................................................6
ANEXOS ................................................................................................................................7
1 PARTE I: PESQUISA
1.1 ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: METODOLOGIA DO ENSINO
Tema: O ENSINO DAS ARTES VISUAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL I
A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas.
O ensino de Arte surgiu no Brasil com a chegada dos jesuítas, com o objetivo de ensinar a religião católica e educar os indígenas, considerando este o primeiro sistema de ensino formal do país. Nos anos de 1930, o ensino de Arte começa a ganhar espaço no Brasil, surgindo escolas para crianças e adolescentes.
Foi a partir da lei nº4024/1961- LDB que as discussões e os estudos sobre currículo se desenvolveram com maior eficiência. Já na década de1970, foi criada a lei 5692/71, finalmente o ensino de Arte foi inserido no currículo do Ensino Fundamental, com a nomenclatura de \u201cEducação Artística\u201d. Neste período, ainda era considerada apenas uma \u201catividade educativa\u201d e não uma disciplina.
1.2 OBJETIVO
	
GERAL: 
Analisar a influência da arte na aprendizagem dos alunos no Ensino Fundamental I.
ESPECIFICOS:
Avaliar a aprendizagem dos alunos do ensino fundamental I utilizando as artes visuais como recurso didático;
Identificar as habilidades desenvolvidas a partir do ensino das artes visuais no Ensino Fundamental I;
Verificar a prática pedagógica docente utilizada no ensino das artes visuais com os alunos do Ensino Fundamental I.
1.3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Emília Ferreiro, em sua pesquisa sobre o processo de construção da leitura e da escrita, ao lado de Ana Teberosky, faz uma descrição mapeadora do processo que cada indivíduo percorre para aquisição da língua escrita, também segundo Magda Soares (2003),\u201cLetrar é mais que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever dentro de um contexto onde a escrita e a leitura tenham sentido e façam parte da vida do aluno.\u201d Para tanto, cuidados serão necessários ao conduzir a alfabetização. De acordo com as autoras apenas ensinar a ler e a escrever é insuficiente, alcançar níveis de alfabetização funcional onde as pessoas leem e escrevem e, no entanto, não são capazes de fazer uso desse conhecimento numa esfera social já deixou de ser processo de ensino aprendizagem afirmando no Diário da Escola em 23 de agosto de 2003.
A partir do acompanhamento da evolução da escrita espontânea de uma criança, podemos notar que ela cria hipóteses semelhantes àquelas descritas por FERREIRO e TEBEROSKY. Segundo as autoras, a criança deve escrever do jeito que sabe para que o professor venha a conhecer em qual nível de escrita ela se encontra. Só conhecendo em qual momento do processo a criança se encontra é que será possível ao professor planejar e levar à sala de aula as atividades pertinentes para que ela venha a progredir na sua alfabetização.
\u201cA leitura de mundo precede a leitura da palavra\u201d FREIRE, 1989.
É diante deste universo abrangente do ato de ler que nos propomos a realizar com as crianças de duas turmas do 1º ano do Ensino Fundamental I um trabalho de alfabetização que vislumbrasse o aprendizado explicitando o valor da leitura na esfera emocional, cognitiva, funcional e social. Segundo Paulo Freire (1989), quando a criança chega à escola há uma ruptura com a sua leitura de mundo , o que a torna desinteressada pelo ato de ler no ambiente escolar. A criança não se vê como agente ativo na maioria das situações vividas que envolvem a leitura dentro da escola. Constantemente ela se coloca fora da esfera literária como se essa atividade fosse atribuição apenas de professores e 245 quaisquer outros adultos dentro do ambiente escolar. Sendo assim quanto mais cedo e com maior intensidade o aluno for exposto a situações significativas de leitura,melhor será sua relação com a cultura letrada durante sua escolaridade.
Barbosa (1984), sobre as Escolinhas de Arte, afirma que: As práticas das escolinhas começaram a se fazer presentes na escola primária e secundária por meio das classes experimentais criadas no Brasil 13 depois de 1958. Convênios foram estabelecidos com instituições privadas para treinar professores, chegando mesmo as Escolinhas a serem uma espécie de consultores de arte-educação para o sistema escolar público. Até1973 as Escolinhas eram a única instituição permanente para treinar o arte- educador. (BARBOSA, 1984, p.15)
Em 20 de dezembro de 1996, entretanto, com a implantação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN), lei nº 9394, surge uma nova concepção de educação, incluindo o ensino de Arte no contexto escolar. Com a criação da nova LDB, a então \u201cEducação Artística\u201d, passa a ser considerada \u201cdisciplina\u201d, o que lhe conferiu certamente maior legitimidade, além da obrigatoriedade. Esta nova lei propõe que esta disciplina atenda todos os níveis de Educação Básica, também como intuito de desenvolver e promover a cultura. Surge a partir daí uma nova concepção do processo educacional, sendo confirmada na LDBN:
A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na conivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos Movimentos Sociais e organizações da Sociedade civil e nas manifestações culturais. (Artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases Nacional de 1996/Lei nº 9394/96).
O referencial curricular nacional, PCN de Arte condensa esta proposta quando admite que: 15 Aprender arte [...] envolve, também, conhecer, apreciar e refletir sobre as formas da natureza e sobre as produções artísticas individuais e coletivas de distintas culturas e épocas. (BRASIL, MEC/SEF, 1997, p. 15)
\u201cO PCN - Arte se divide em duas partes: a primeira propõe o conhecimento histórico da arte no âmbito educacional e suas correlações com a produção cultural\u201d. (BERNARDES e OLIVÉRIO, 2011, p. 25 - 36), e a segunda parte preconiza que a aprendizagem em Arte deve contemplar as expressões artísticas: Artes Visuais, Dança, Música e Teatro, mas não como caráter da polivalência, e sim com professores com formação específica nestas áreas.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem um referencial de qualidade para a educação no Ensino Fundamental em todo o País. Sua função é orientar e garantir a coerência dos investimentos no sistema