CartilhaExecPenal (3)
50 pág.

CartilhaExecPenal (3)

Pré-visualização12 páginas
Ministério Público do Estado do Paraná
Centro de Apoio Operacional às Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais \u2013 Área de Execução Penal
\ufffd
PREFÁCIO
O Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais, do Júri e de Execuções Penais \u2013 Área de Execução Penal tem como missão oferecer suporte técnico aos membros do Ministério Público, bem como fomentar a implementação de políticas públicas voltadas à efetividade da Execução Penal, tendo como parâmetro o princípio da dignidade humana. 
Nesse viés, se insere a presente Cartilha de Execução Penal, que visa fornecer um material de apoio aos promotores e procuradores de justiça do Ministério Público do Paraná, que atuam no âmbito da execução penal.
	O presente material é composto de trechos da lei de execução penal comentados com material doutrinário e jurisprudencial, resoluções e recomendações, trechos do Código Penal que tratam da temática afeta, tabelas dos incidentes da Execução Penal, decreto de comutação e indulto, quadro de jurisdição das Varas de Execuções Penais do Estado do Paraná, jurisprudência, dentre outros.
	Desnecessário mencionar que as informações veiculadas no material são sugestões para um melhor exercício da atividade funcional, tendo em vista a independência funcional dos membros desta Instituição.
	Em suma, o presente material nada mais representa do que uma contribuição à mudança de paradigma no que tange à execução penal mediante seu reconhecimento enquanto fator de transformação social.
	Equipe do CAOP.
	
\ufffd
Equipe do CAOP - área de Execução Penal\ufffd
Dr. Ernani de Souza Cubas Junior
Dra. Maria Esperia Costa Moura
Bruno Rodrigues da Silva
Regina Carsino
Thalita Moreira Guedes
Jeane Aparecida Carsino de Teologides
Cleia Oliveira Cunha
Marco Antonio Rocha
Jéssany Camila Ferreira \u2013 Estagiária de Direito
\ufffd
SUMÁRIO
51	EXECUÇÃO PENAL	\ufffd
51.1	FINALIDADE DA EXECUÇÃO	\ufffd
51.2	DOS ÓRGÃOS DA EXECUÇÃO PENAL	\ufffd
61.3	DO JUÍZO DA EXECUÇÃO	\ufffd
71.4	DO MINISTÉRIO PÚBLICO	\ufffd
81.5	DOS ESTABELECIMENTOS PENAIS	\ufffd
81.6	DOS DEVERES DO APENADO	\ufffd
81.7	DAS FALTAS DISCIPLINARES	\ufffd
101.8	DAS SANÇÕES E DAS RECOMPENSAS	\ufffd
101.9	DA APLICAÇÃO DAS SANÇÕES	\ufffd
111.10	DO TRABALHO INTERNO	\ufffd
121.11	DOS REGIMES	\ufffd
121.12	DA PROGRESSÃO DE REGIME	\ufffd
131.13	DO LIVRAMENTO CONDICIONAL	\ufffd
141.14	DO PROCEDIMENTO JUDICIAL	\ufffd
141.15	COMUTAÇÃO E INDULTO	\ufffd
151.16	PRECEDÊNCIA DAS PENAS	\ufffd
151.17	PRESCRIÇÃO	\ufffd
161.18	VISITAS	\ufffd
172	ANEXOS	\ufffd
172.2	ANEXO I \u2013 Recomendação nº 03/2009 \u2013 Corregedoria Geral do Ministério Público do Paraná	\ufffd
182.3	ANEXO II \u2013 nº 04/2009 - Corregedoria Geral do Ministério Público do Paraná	\ufffd
202.4	ANEXO III \u2013 RELATÓRIO DE VISITAS DE CONTROLE EXTERNO	\ufffd
212.5	ANEXO IV \u2013 Resolução nº 47	\ufffd
232.6	ANEXO V \u2013 LEI DOS CRIMES HEDIONDOS	\ufffd
262.7	ANEXO VI \u2013 REINCIDÊNCIA	\ufffd
272.8	ANEXO VII - LIVRAMENTO CONDICIONAL	\ufffd
282.9	ANEXO VIII \u2013 TABELA DOS INCIDENTES NA EXECUÇÃO PENAL	\ufffd
302.10	ANEXO IX - DECRETO Nº 7.046, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2009.	\ufffd
343	FLUXOGRAMAS	\ufffd
343.2	PROCEDIMENTO PARA CONVERSÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM MEDIDA DE SEGURANÇA	\ufffd
353.3	PROCEDIMENTO PARA CONVERSÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM RESTRITIVA DE DIREITOS E VICE-VERSA	\ufffd
363.4	PROCEDIMENTO PARA CONCESSÃO DE LIVRAMENTO CONDICIONAL	\ufffd
373.5	PROCEDIMENTO PARA REGRESSÃO DE REGIME	\ufffd
383.6	PROCEDIMENTO PARA REMIÇÃO	\ufffd
393.7	PROCEDIMENTO PARA PROGRESSAO DE REGIME PRISIONAL	\ufffd
404	RECOMENDAÇÃO Nº 04/2009 \u2013 CORREGEDORIA GERAL DO MINISTÉRIO DO PARANÁ	\ufffd
415	JURISPRUDÊNCIA	\ufffd
486	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	\ufffd
\ufffd7 VARAS DE EXECUÇÕES PENAIS.................................................................49\ufffd
EXECUÇÃO PENAL
FINALIDADE DA EXECUÇÃO 
A Lei de Execuções Penais traz em seu art. 1º duas ordens de finalidade. A primeira delas é a correta efetivação dos mandamentos existentes na sentença ou outra decisão criminal, destinados a reprimir e prevenir os delitos. A segunda é a de \u201cproporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado\u201d, instrumentalizada por meio da oferta de meios pelos quais os apenados e os submetidos às medidas de segurança possam participar construtivamente da comunhão social \ufffd. 
\ufffd	
A jurisdição penal dos Juízes ou Tribunais da Justiça ordinária, em todo o Território Nacional, será exercida, no processo de execução, em conformidade com a Lei 7.210/84 e do Código de Processo Penal, aplicando-se as referidas leis também ao preso provisório e ao condenado pela Justiça Eleitoral ou Militar, quando recolhido a estabelecimento sujeito à jurisdição ordinária.
Ao condenado e ao internado serão assegurados todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei.
É vedada qualquer distinção de natureza racial, social, religiosa ou política. 
DOS ÓRGÃOS DA EXECUÇÃO PENAL
Art. 61. São órgãos da execução penal:
I - o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária;
II - o Juízo da Execução;
III - o Ministério Público;
IV - o Conselho Penitenciário;
 V - os Departamentos Penitenciários;
VI - o Patronato;
VII - o Conselho da Comunidade.
DO JUÍZO DA EXECUÇÃO
Art. 65. A execução penal competirá ao Juiz indicado na lei local de organização judiciária e, na sua ausência, ao da sentença.\ufffd
Art. 66. Compete ao Juiz da execução:
I - aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado;
II - declarar extinta a punibilidade;
III - decidir sobre:
a) soma ou unificação de penas;
b) progressão ou regressão nos regimes;
c) detração e remição da pena;
d) suspensão condicional da pena;
e) livramento condicional;
f) incidentes da execução.
IV - autorizar saídas temporárias;
V - determinar:
a forma de cumprimento da pena restritiva de direitos e fiscalizar sua execução;
b) a conversão da pena restritiva de direitos e de multa em privativa de liberdade;
c) a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos;
d) a aplicação da medida de segurança, bem como a substituição da pena por medida de segurança;
e) a revogação da medida de segurança;
 f) a desinternação e o restabelecimento da situação anterior;
g) o cumprimento de pena ou medida de segurança em outra comarca;
 h) a remoção do condenado na hipótese prevista no § 1º, do artigo 86, desta Lei.
VI - zelar pelo correto cumprimento da pena e da medida de segurança;
VII - inspecionar, mensalmente, os estabelecimentos penais, tomando providências para o adequado funcionamento e promovendo, quando for o caso, a apuração de responsabilidade;
 VIII - interditar, no todo ou em parte, estabelecimento penal que estiver funcionando em condições inadequadas ou com infringência aos dispositivos desta Lei;
IX - compor e instalar o Conselho da Comunidade.
X \u2013 emitir anualmente atestado de pena a cumprir.
DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Art. 67. O Ministério Público fiscalizará a execução da pena e da medida de segurança, oficiando no processo executivo e nos incidentes da execução.
Art. 68. Incumbe, ainda, ao Ministério Público:
I - fiscalizar a regularidade formal das guias de recolhimento e de internamento;
II - requerer:
a) todas as providências necessárias ao desenvolvimento do processo executivo;
b) a instauração dos incidentes de excesso ou desvio de execução;
c) a aplicação de medida de segurança, bem como a substituição da pena por medida de segurança;
d) a revogação da medida de segurança;
e) a conversão de penas, a progressão ou regressão nos regimes e a revogação da suspensão condicional da pena e do livramento condicional;
f) a internação, a desinternação e o restabelecimento da situação anterior.
III - interpor recursos de decisões proferidas pela autoridade judiciária, durante a execução.
Parágrafo único. O órgão do Ministério Público visitará mensalmente os estabelecimentos penais, registrando a sua presença em livro próprio.
DOS ESTABELECIMENTOS