KÜBLER ROSS, Elisabeth. Sobre a Morte e o Morrer
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KÜBLER ROSS, Elisabeth. Sobre a Morte e o Morrer

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"Neste livro, transcrevo simplesmente as

experiências de meus pacientes que me

comunicaram suas agonias, expectativas

e frustrações. É de esperar que outros se

encorajem a não se afastar dos doentes

'condenados', mas a se aproximar mais

deles para melhor ajudá-los em seus

últimos momentos."

ELISABETH KÜBLER-ROSS

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Sobre

a Morte

e o Morrer

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Digitalização, Revisão, Formatação

Restauração capa(s)

 U

Luis Antonio Vergara Rojas
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LAVRo

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Sobre

a Morte

e o Morrer

Elisabeth Kübler-Ross

Tradução

Paulo Menezes

Martins Fontes

Título original: On Death And Dying

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© Copyright by Elisabeth Kübler-Ross, 1969

1ª edição brasileira: setembro de 1981

CIP – Brasil, Catalogação na Fonte

Câmara Brasileira do Livro, SP

 Kübler-Ross, Elisabeth, 1926-

 K97s Sobre a morte e o morrer / Elisabeth

 Kübler-Ross : tradução Paulo Menezes, - São Paulo :

 Martins Fontes, 1981.

 Bibliografia.

 1. Moribundos – Cuidados finais. 2. Morte – As-

 pectos psicológicos. I. Título.

 17. CDD-155.93

 18- -155.937

 17- -362.1

 18- -362.110425

81-1171

 Índices para catálogo sistemático:

1. Assistência a moribundos : Bem-estar social

362.1 (17.) 362.10425 (18.)

2. Moribundos : Cuidados finais : Bem-estar social

362.1 (17.) 362.10425 (18.)

3. Morte : Atitudes comportamentais : Psicologia

155.93 (17.) 155.937 (18.)

4. Morte : Influências psicológicas

155.93 (17.) 155.937 (18.)

Produção gráfica: Nilton Thomé

Assistente de produção: Carlos Tomio Kurata

Composição: Lúcia Spósito

Revisão: Elvira da Rocha Pinto

 e Ademilde Lourenço da Silva

Capa: Adelfo M. Suzuki

Foto: Paulo Menezes

Todos os direitos desta edição reservados à

LIVRARIA MARTINS FONTES EDITORA LTDA.

Rua Conselheiro Ramalho, 330/340

01325- São Paulo - SP - Brasil

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À memória de meu pai

e

Seppli Bûcher

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Índice

Agradecimentos 08

Prefácio 10

 I. Sobre o temor da morte 12

 II. Atitudes diante da morte e do morrer 22

 III. Primeiro estágio: Negação e isolamento 50

 IV. Segundo estágio: A raiva 62

 V. Terceiro estágio: Barganha 95

 VI. Quarto estágio: Depressão 98

 VII. Quinto estágio: Aceitação 126

VIII. Esperança 154

 IX. A família do paciente 174

 X. Algumas entrevistas com pacientes em fase terminal 199

 XI. Reações ao seminário sobre a morte e o morrer 267

 XII. Terapia com os doentes em fase terminal 292

 Bibliografia 302

Agradecimentos

Muitos foram aqueles que, direta ou indiretamente,

cooperaram na realização deste trabalho, para que eu possa

agradecer a cada um em particular. Um agradecimento especial

dirige-se ao Dr. Sydney Margolin pela idéia de entrevistar

pacientes em fase terminal na presença de estudantes, como

modelo de ensino e aprendizagem.

Os agradecimentos se estendem ao Departamento de

Psiquiatria do Hospital Billings da Universidade de Chicago, que

forneceu os meios e deu condições para que o seminário fosse

tecnicamente viável.

Aos capelães Herman Cook e Carl Nighswonger, que se

mostraram eficientes co-entrevistadores, ajudando a localizar

pacientes quando era difícil encontrá-los. A Wayne Rydberg e

seus quatro estudantes, cujo interesse e curiosidade me

incentivaram a superar as dificuldades iniciais. À equipe do

Seminário Teológico de Chicago, por seu incentivo e assistência.

Ao Reverendo Renford Gaines e sua esposa Harriet, que

passaram horas sem conta revisando o manuscrito, mantendo

sempre acesa minha fé na validade deste empreendimento. Ao

Dr. C. Knight Aldrich, que apoiou este trabalho durante mais de

três anos.

A D. Edgar Draper e Jane Kennedy, que revisaram parte

deste material. A Bonita McDaniel, Janet Reshkin e Joyce Carlson

por terem datilografado os capítulos.

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A melhor maneira de agradecer aos muitos pacientes e a

seus familiares talvez se expresse publicando o que me

disseram.

Aos muitos autores que me inspiraram este trabalho e,

finalmente, a todos aqueles que dispensaram atenção e desvelo

aos doentes em fase terminal.

Agradeço ainda ao Sr. Peter Nevraumont, por ter sugerido

escrever este livro, e ao Sr. Clement Alexandre, da Macmillan

Company, pela paciência e compreensão, enquanto o livro

estava sendo feito.

Por último, mas não menos importante, meu agradecimento

a meu marido e a meus filhos pela paciência e estímulo

contínuos que me permitiram trabalhar em tempo integral,

mesmo sendo esposa e mãe.

E. K.-R.

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Prefácio

Quando me perguntaram se gostaria de escrever um livro

sobre a morte e o morrer, aceitei o desafio com entusiasmo.

Entretanto, quando me sentei para iniciar a obra e comecei a me

compenetrar da realidade, o horizonte mudou. Por onde

começar? Que assunto abordar? O que posso transmitir aos

desconhecidos que vão ler este livro? O que posso comunicar

desta experiência com moribundos? Quantas coisas são ditas

sem pronunciar palavras, mas são sentidas, vivenciadas, vistas e

dificilmente traduzidas verbalmente? Durante os últimos dois

anos e meio, trabalhei junto a pacientes moribundos. Este livro

contará o começo desta experiência que se tornou significativa e

instrutiva para quantos dela participaram. Não pretende ser um

manual sobre como tratar pacientes moribundos, tampouco um

estudo exaustivo da psicologia do moribundo. É apenas um

relatório de uma oportunidade nova e desafiante de focalizar

uma vez mais o paciente como ser humano, de fazê-lo participar

dos diálogos, de saber dele os méritos e as limitações de nossos

hospitais no tratamento dos doentes. Pedimos que o paciente

fosse nosso professor, de modo que pudéssemos aprender mais

sobre os estágios finais da vida com suas ansiedades, temores e

esperanças. Transcrevo simplesmente as experiências de meus

pacientes, que me comunicaram suas agonias, expectativas e

frustrações. É de esperar que outros se encorajem à não se

afastarem dos doentes "condenados", mas a se aproximarem

mais deles para melhor ajudá-los em seus últimos momentos. Os

poucos que puderem realizar isso descobrirão que pode ser uma

experiência gratificante para ambos; aprenderão mais sobre

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como o espírito humano age, sobre os aspectos humanos

peculiares à vida e haverão de sair desta experiência

enriquecidos, talvez até menos ansiosos quanto ao seu próprio

fim.

E. K.-R.

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I. Sobre o temor da morte

Não me deixe rezar por proteção

contra os perigos, mas pelo destemor em

enfrentá-los.

Não me deixe implorar pelo alívio da

dor,