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BRIÓFITAS
Apostila profª Cíntia Maria Silva Coimbra
	A divisão Bryophyta inclui cerca de 24000 espécies agrupadas em mais de 1000 gêneros. 
	Quanto ao habitat, são preferencialmente encontradas em lugares muito úmidos (por isso são plantas ditas “umbrófilas”), sobre rochas, solos, troncos de árvores (córtex), madeira em decomposição ou ainda em ambientes aquáticos pois necessitam da água para a fecundação. 
	São amplamente distribuídas sendo encontradas na zona tropical, árticos, desertos, ambientes submergidos, nunca são marinhas mas toleram altas concentrações salinas.
Importância das briófitas:
	 Modificam o substrato (rochas, tronco de árvores, madeira apodrecida, etc) criando condições favoráveis para a colonização por outras plantas;
	 São essenciais para a formação dos solos; 
	Servem de refúgio para pequenos animais.
Características Gerais:
	Contém clorofila a,b xantofila, amidos, alguns graxos, celulose e hemicelulose. 
	Pertencem ao sub-reino Embryophyta porque formam um embrião que se desenvolve a partir de um zigoto.
	Possuem alternância de gerações (gametófito “n” e esporófito “2n”), que são diferentes na forma função e dotação cromossômica.
	O gametófito pode ser taloso ou folhoso. O primeiro consiste de uma fita estreita ou lobulada no ápice que se ramifica dicotomicamente e está fixo ao substrato por uma série de rizóides unicelulares. Já o gametófito folhoso, é formado por um eixo principal o caulídio de onde se inserem os filídios, que está fixo através de rizóides unicelulares ou pluricelulares.
Reprodução
Estruturas assexuadas para reprodução:
	São as chamadas Gemas que são formadas por um agrupamento de células, que ao germinarem em um ambiente apropriado produzem um protonema e consequentemente um novo gametófito.
Estruturas sexuadas para reprodução:
	São denominados de Anterídio (masculino) e Arquegônio (feminino). Podem se encontrarem juntos ou separados, apical o lateralmente, sobre o eixo principal ou sobre os ramos laterais dos gametófitos folhosos (Os órgãos sexuais podem estar rodeados por folhas especializadas que em seu conjunto constituem o Perigônio).
No caso de gametófitos talóides, os órgãos sexuais podem encontrar-se submergido no corpo da planta. 
O anterídio é o órgão sexual masculino sendo uma estrutura pluricelular de forma globosa. Constitui-se de um pequeno pedicelo e uma camada protetora estéril que envolve uma massa de tecido fértil que dá origem aos anterozóides biflagelados -célula sexual masculina (Característico da divisão Bryophyta).
O órgão sexual feminino arquegônio , é uma estrutura pluricelular em forma de garrafa. A porção basal achatada se conhece como ventre e a parte superior estreita é o colo. O ventre é formado por uma camada de células estéreis que rodeiam uma cavidade ocupada pela oosfera (célula sexual feminina). O colo é formado por um a camada de células estéreis que rodeiam o canal do colo por onde os anterozóides passam até chegar a oosfera. Depois da fecundação forma-se o zigoto “2n” que é a primeira célula do esporófito. 
O zigoto produz uma estrutura denominada pé no esporófito. A caliptra (também estrutura do esporófito) é formada através de divisões sofridas no ventre do arquegônio (por isso ela é “n”cromossômica).
Quando maduro o pé se une a seta e a cápsula que contém as células mãe dos esporos; estas se dividem por meiose e originam esporos unicelulares “n” que primordialmente aparecem em tétrades. 
 Hepaticopsida
Mais ou menos 8000 espécies e uns 330 gêneros. 
Podem ser talosas ou folhosas. Nas duas formas o corpo da planta é dorsiventral, ou seja, claramente de diferenciam em uma superfície superior ou dorsal e uma inferior ou ventral.
Hepáticas talosas:
	Apresentam um gametófito achatado parecido a um a faixa dicotomicamente ramificado, bilobulado na ponta com uma grande diversidade anatômica. Nas formas mais simples o corpo das plantas é formado por uma só camada de células, outras apresentam na parte média do corpo várias camadas de células e nos extremos uma só camada (por exemplo em Pellia sp); em algumas espécies de Metzgeria os talos estão formados por um eixo cilíndrico na linha média e por um talo laminar uniestratificado. em certas espécies como Marchanthia polymorfa o seu talo apresenta uma estrutura interna altamente diferenciada, seus tecidos incluem um parênquima clorofiliano, um de reserva e numerosos poros que comunicam com câmeras aéreas. Ventralmente além dos rizóides unicelulares lisos observa-se rizóides com engrossamentos nas paredes internas. Por esta razão denominam-se rizóides tuberculados.
	Em algumas espécies de hepáticas talosas os órgãos sexuais, anterídios e arquegônios, se encontram submergidos em câmaras especiais que se localizam na superfície dorsal do talo; a parte superior do tecido que os cobre se destrói ao madurar-se formando pequenos orifícios por onde saem os anterozóides ou por onde penetram os mesmos para fecundar a oosfera.
	Em plantas como Marchanthia e Asterella, dentre outras, possuem prolongações do talo gametofítico que são formados por um ramo cilíndrico (pedúnculo- perpendicular ao talo prostado) e por um disco (receptáculo) mais ou menos simétrico que contém os órgãos sexuais. 
	Conhece-se por anteridióforo o local que contém os anterídios e arquegonióforo os que contém os arquegônios.
	O esporófito nas hepáticas talosas está formado por um pé expandido que penetra no gametófito, uma seta usualmente hialina e uma cápsula esférica a cilíndrica que está coberta por uma caliptra na etapa juvenil. A seta está constituída por células de parede delgada que é muito fácil e se desintegra pouco depois da cápsula liberar esporos. Em secções transversais, a seta varia consideravelmente em número e forma de células que a compõe. A parede da cápsula consta de 1-8 camadas de células, carece de estômatos e é de cor café negro na maturidade. Na maioria das hepáticas a cápsula se abre por quatro linhas longitudinais que a dividem em partes iguais, apenas em Monoclea a cápsula se abre por um a única linha longitudinal.
	Dentro da cápsula madura, além dos esporos meióticos, com frequência se encontram elatérios higroscópicos que se originam por mitoses de um aparte do tecido esporógeno. Os elatérios são unicelulares, estéreis e alargados, suas paredes podem ter de 1-3 engrossamentos espiralados; eles auxiliam no mecanismo de expulsão dos esporos.
	A germinação dos esporos é variável (período de repouso) e esta depende das condições de luz.
	Os conceptáculos são estruturas especializadas que contém as gemas (reprodução assexuada). Em Marchanthia eles são em forma de copa; e em Lunularia em forma de lua.
Hepáticas folhosas:
	Caracterizam-se por terem um gametófito que consta de um eixo principal o caulídio no qual se inserem diagonalmente duas fileiras de filídios dorsais e uma fileira ventral - anfigástrios.
	Os filídios apresentam uma linha média a costa mas, podem possuir células diferenciadas chamadas “Vita” (fileira de células diferenciadas na lâmina da folha de algumas hepáticas folhosas). 
	Todo gametófito se encontra fixo ao substrato por rizóides geralmente unicelulares.
	O caulídio das hepáticas folhosas tem uma escassa diferenciação de tecidos internos e os filídios são formados por uma só camada de células hexagonais com as paredes engrossadas no vértice que são denominadas de Trígonos. As células contém numerosos cloroplastos e oleocorpos ( que podem ter um só glóbulo ou vários).
	Os órgãos reprodutores das hepáticas folhosas localizam-se em ramos laterais curtos ou no caulídio principal. Os arquegônios estão rodeados por um peritécio ou por um tubo formado por uma fusão de filídios o Perianto. Os anterídios são esféricos e se formam com frequência nas axilas dos filídios perigonais.
	O esporófito é semelhante ao das hepáticas talosas. Nas hepáticas folhosas o esporo pode dividir-se até formar uma estrutura uniestratificada, filamentosa, cilíndrica, globosa ou retangular e que se diferencia

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