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ANCILOSTOMÍDEOS

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de peso. 
• Em crianças e indivíduos subnutridos, as infecções maciças chegam a simular um 
quadro de abdome agudo, de úlcera duodenal ou de apendicite, ou levam a um quadro 
de anemia grave com dilatação cardíaca e insuficiência circulatória. 
SINTOMATOLOGIA CRÔNICA 
• O quadro clínico da ancilostomíase se apresenta como doença do tipo crônico e de 
início insidioso. 
• Indivíduos bem nutridos suportam as cargas leves ou médias de vermes, sem 
manifestações clínicas ou com poucos sintomas. 
• Na maioria das vezes, o parasitismo só se manifesta como doença devido às precárias 
condições de vida das populações sujeitas ao risco de infecção. Sendo a subnutrição o 
pano de fundo. A carência de ferro acompanha outras deficiências nutritivas que 
caracterizam a desnutrição calórico-protéica. 
• Os pacientes apresentam, por isso, uma sintomatologia variada e complexa, sendo a 
anemia o quadro clínico típico e suas consequências. 
• Os sinais e sintomas predominantes são: palidez, conjuntivas e mucosas descoradas, 
às vezes com atrofia das papilas linguais; cansaço, desânimo e fraqueza; tonturas, 
vertigens, zumbidos nos ouvidos e percepção de manchas no campo visual; dores 
musculares; dores pré-cordiais e cefaleia. 
• Costuma haver hipertensão, amenorréia, diminuição da libido e impotência. 
• Nas crianças, o desenvolvimento fica comprometido: o crescimento em estatura e em 
peso. 
• Dificuldades de atenção e apatia. 
• A anemia crônica traz mudanças na personalidade que, juntamente com a desnutrição, 
compõem o típico clássico do “Jeca Tatu”, um camponês desanimado e indolente. 
• Acentuando-se a anemia, aparecem palpitações, sopros cardíacos, falta de ar aos 
esforços e outros sinais de insuficiência circulatória. 
Gabriela Reis Viol
DIAGNÓSTICO 
• CLÍNICO. As fases iniciais da doença não se distinguem das fases de várias outras 
helmintíases. As formas crônicas são sugestivas, quando para isso concorrem a 
procedência do paciente, suas condições de vida, o hábito de andar descalço e etc. 
Eosinofilia intensa fala quase sempre em favor de um agente parasitário presente. 
• LABORATORIAL. EPF (EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES) onde pesquisa-se a 
presença de ovos nas fezes do paciente. Os ovos são típicos e costumam ser 
abundantes no material fecal. Mas nos casos de infecções leves, recomenda-se 
técnicas de enriquecimento para aumentar as chances de encontrar os ovos. 
1. Método de Willis ou HPJ (qualitativos). 
2. Método Kato-Katz (quantitativo): é inadequado, pois torna-se invisíveis os ovos de 
casca fina. 
TRATAMENTO 
• Deve-se diferenciar o tratamento da helmintíase e o tratamento da anemia. 
TRATAMENTO ANTI-HELMÍNTICO 
• Mebendazol. 
• Albendazol. 
• Levamisol: menos eficiente. 
• Pirantel. 
TRATAMENTO ANTIANÊMICO 
• As medidas fundamentais consistem na administração de ferro e de uma alimentação 
abundante em proteínas e vitaminas. 
• A resposta a ferroterapia é rápida, mas quando a dieta alimentar é pobre, o tratamento 
antianêmico chega a ser longo. 
Gabriela Reis Viol

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