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Indicaçoes transfusionais

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Indicações e Reações Transfusionais
Profa. Ana Maria 
Profa. Socorro Cardoso
Julho/2013
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Hemoterapia Moderna
Transfundir-se somente o componente que o paciente necessita, baseado em avaliação clínica e/ou laboratorial.
As indicações básicas para transfusões são restaurar ou manter a capacidade de transporte de oxigênio, o volume sanguíneo e a hemostasia.
A decisão deve ser compartilhada pela equipe médica com o paciente ou seus familiares.
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Os CH podem ser desleucocitados com a utilização de filtros para leucócitos ou desplamatizados pela técnica de lavagem com solução salina fisiológica preferencialmente em sistema fechado.
Hb = 22 – 22 g%
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A transfusão de CH deve ser realizada para tratar, ou prevenir iminente e inadequada liberação de oxigênio (O2) aos tecidos, ou seja, em casos de ANEMIA.
Transfusão de concentrado de hemácias em hemorragias agudas.
A transfusão de CH está recomendada após perda volêmica superior a 25% a 30% da volemia total. Em hemorragias agudas o paciente deve ser imediatamente transfundido quando apresentar sinais e sintomas clínicos de Choque.
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Transfusão de concentrado de hemácias em anemia normovolêmica.
Nível de Hb é superior a 10g/dL (Ht superior a 30%) são bem toleradas.
Hb é inferior a 7g/dL existe grande risco de hipóxia tecidual e comprometimento das funções vitais.
Pacientes > 65 anos, sintomáticos, com Hb < 10g/dL.
Considerar outras formas de intervenções terapêuticas (reposição de ferro; eritropoetina), antes da transfusão.
Considerar na transfusão:
Anemia Aguda: aliviar sintomas da perda sanguínea.
Anemia Crônica: aliviar sintomas da redução do Volume de Hemácias (refratária a outras terapêuticas).
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Para promover aumento da sensação de bem-estar.
Para promover a cicatrização de feridas.
Profilaticamente.
Para expansão do volume vascular, quando a capacidade de transporte de O2 estiver adequada.
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Em indivíduo adulto de estatura média, a transfusão de uma unidade de CH normalmente eleva o Ht em 3% e a Hb em 1g/dL.
Em recém-nascidos, o volume a ser transfundido não deve exceder 10 a 15mL/kg/hora
O tempo de infusão de cada unidade de CH deve ser superior a 120 minutos e ate 4 horas em pacientes adultos.
A avaliação da resposta terapêutica à transfusão de CH: nova dosagem de HB ou HT 1-2 horas após a transfusão, considerando também a resposta clínica.
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Indicações de plasma fresco
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Introdução
O Plasma é a parte líquida do sangue, constituído basicamente de água, cerca de 7% de proteínas (albumina, globulinas, fatores de coagulação e outras), 2% de carboidratos e lípides.
O plasma fresco congelado (PFC) 
Consiste na porção acelular do sangue 
Obtido através de centrifugação a partir de uma unidade de sangue total e transferência em circuito fechado para uma bolsa satélite. 
Pode ser obtido também a partir do processamento em equipamentos automáticos de aférese.
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Indicações
	Restritas e correlacionadas a sua propriedade de conter as proteínas da coagulação, sendo usado no tratamento de pacientes com distúrbio da coagulação.
Principais indicações:
Sangramento ou risco de sangramento causado por deficiência de múltiplos fatores da coagulação;
Hepatopatia
Coagulação Intravascular Disseminada (CID)
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Indicações
Sangramento severo causado por uso de anticoagulantes orais (Warfarina) ou necessidade de reversão urgente da anticoagulação;
Transfusão maciça com sangramento por coagulopatia;
Sangramento ou profilaxia de sangramento causado por deficiência isolada de fator da coagulação para a qual não há produto com menor risco de contaminação viral (concentrado de fator da coagulação) disponível
Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) 
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Contra-indicações
• Como expansor volêmico e em pacientes com hipovolemias agudas (com ou sem hipoalbuminemia);
• Em sangramentos sem coagulopatia;
• Para correção de testes anormais da coagulação na ausência de sangramento;
• Em estados de perda proteica e imunodeficiências.
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Indicações de Concentrado de Plaquetas
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 Concentrado de Plaquetas(CP)
Unitários: 5,5x10*10 plaquetas em 100 mL de plasma;
Unidades por aférese: 3,0 x 10*11 plaquetas em 200 -300 mL;
 
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Indicações de CP
Indicações associadas a plaquetopenias por falência medular*:
Doenças hematológicas,quimioterapia e radioterapia;
*Não é indicada CP em paciente com falência medular crônica.Só se inferiores a 5000 sem fatores de risco e a 10000 com manifestações hemorrágicas.
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Plaquetopenias por tempo determinado
Indicada a transfusão profilática: 
 plaquetas < 10.000/ mcL sem fatores de risco;
 Valores inferiores a 20000/mcL na presença de fatores associados a eventos hemorrágicos e medicações que encurtam a sobrevida das plaquetas;
Crianças : < 5000/mcL sem fatores de risco;
Pacientes adultos com Tu sólidos:< 20000/mcL.
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 Indicação Reservada de CP
Distúrbios associados a alterações da função plaquetária:
Trombastenia de Glanzmann(def de GPIIBIIIA),síndrome de Bernard soulier,síndrome da plaqueta cinza(def de grânulos alfa);
Plaquetopenias por diluição ou destruição periférica: Transfusão maciça,CID,Plaquetopenias imunes(só p/sangr graves),Dengue Hemorrágica.
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REAÇÕES TRANSFUSIONAIS
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São agravos ocorridos durante ou após a transfusão sanguínea, e a ela relacionados
Sinonímia = Incidentes transfusionais
Podem ser imediatas ou tardias
 
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I -Reações transfusionais imediatas
São aquelas que ocorrem durante a transfusão ou em até 24 horas após.
a)Reação hemolítica aguda
b)Reação febril não hemolítica
c)Reações alérgicas (leve, moderada ou grave)
d)Sobrecarga volêmica
e)Contaminação bacteriana
f)Edema Pulmonar não cardiogênico
d)Hemólise não imune
h)Reação hipotensiva
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Reação hemolítica
I- Intravascular
 Intravascular = causa principal é incompatibilidade ABO (amostras pré transfusionais mal identificados, erros de identificação da bolsa de sangue após a prova cruzada ou troca no momento da instalação).
 Dor lombar intensa, febre c/ ou s/ calafrios, hipotensão, náuseas, dispnéia e sensação de morte iminente
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Reação hemolítica
II- Extravascular 
Dor lombar ou abdominal leve a moderada 30 a 120’ depois de iniciada a transfusão.
Conduta:
 Suspender a transfusão, Iniciar hidratação, monitorização cardiáca, diurético (Furosemida 20 a 80 mg IV) e balanço hídrico
 Controle da diurese 
Dopamina 1 a 10 g/kg/min se choque
Encaminhar a bolsa ao serviço de hemoterapia, realizar cultura do hemocomponente em questão.
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Reações alérgicas
Leve= prurido, urticária e placas eritematosas
Moderada= edema de glote, edema de Quincke e broncoespasmo
Grave= choque anafilático
Conduta:
Suspenser a transfusão, Antihistamínicos ou corticosteroide (Hidrocortisona 100 a 500 mg IV)
Se broncoespasmo= Nebulização com BD, e Aminofilina EV. Adrenalina SC se não houver melhora.
Choque Anafiláctico= suspender a transfusão, adrenalina(1:1000) SC 0,4 ml, se não houver melhora Adrenalina 0,5 ml diluída em 10 ml salina, IV, em dripping durante 5 min, repetir em intervalos de 5 a 15 min até reverter o quadro.
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Contaminação bacteriana
Quadro Clínico
Dor abdominal, febre, diarréia, náuseas, vômitos, hipotensão e choque (IRA e CID)
Conduta
Antibióticos, hidratação venosa, dopamina, diurese horária, solicitar hemocultura e encaminhar a bolsa ao serviço de hemoterapia.
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Sobrecarga volêmica
Idosos com IRC, cardiopatas, anêmicos crônicos e RN
Conduta:
Suspender a transfusão, elevar a cabeceira, diurético (furosemida 40 a 80 IV), digitálico se necessário.
Tratar como Edema Agudo de Pulmão se evoluir para tal (garroteamento, morfina subcutâneo, Isordil sublingual, diurético, digitálico, etc...).
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