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arte visual

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os movi-
mentos ou períodos e, perpassando a todos estes, a relação do tempo e 
espaço. Analise a comparação que fizemos entre os conteúdos estru-
turantes e as construções: nelas são usados os mais diversos tipos de 
materiais. De forma semelhante, ocorre na “construção artística”, isto 
é, no fazer arte. Este é o momento que utilizamos os elementos formais, 
como matéria-prima, que com os conhecimentos e práticas da compo-
sição artística (conteúdos, técnicas) organizam e constituem a obra de 
arte. No caso do edifício ou de outras moradias, este trabalho de com-
posição também organiza e constrói a obra final. Cada obra tem di-
mensões, formas, cores, enfim, uma estrutura que se difere das outras. 
Além disso, dependendo da época e do lugar em que foram feitas, ca-
da uma, apresenta resultado diferente de acordo com o movimento ou 
período, isto é, dos fatos históricos, econômicos, culturais ou sociais 
Planta baixan
Iglun
Ocan
18 Introdução
Ensino Médio
O Livro Didático Público
Saiba que o livro não é o único instrumento de trabalho em sala 
de aula. Pelo contrário, nossa proposta é que ele leve você a pesqui-
sar outros materiais, não só bibliográficos, como também filmes, cds, 
internet, peças teatrais, shows, apresentações de dança e folclóricas, 
concertos musicais,... estimulando a curiosidade e a necessidade de 
pesquisa e freqüência em Arte. 
Quer saber quais serão os conteúdos abordados? Nos próximos pará-
grafos conheça o panorama geral do que é tratado neste livro.
No Folhas 02 “Afinal, a arte tem valor?” procuramos esclarecer so-
bre o valor que as pessoas atribuem a determinadas obras de arte, e 
a outras não, e o porquê disso. Com o conhecimento de diversas pro-
duções artísticas, buscaremos ampliar o nosso olhar para além das 
z
Essas obras foram produzidas num mesmo 
momento histórico? Por quê? Os elementos for-
mais utilizados são os mesmos? Foram trabalha-
dos e organizados da mesma forma? 
O conhecimento desses conteúdos nos per-
mitirá compreender um pouco da complexidade 
da Arte. E por ser uma atividade complexa, apren-
der, conhecer e fazer Arte exige de nós muita pes-
quisa, concentração, criatividade, entre outros.
envolvidos naquele momento. Ainda deverá ser considerado, para este construir e fazer, a com-
preensão do espaço e tempo envolvidos no momento desses fazeres.
Observe as imagens a seguir:
Museu Oscar Niemeyer em Curitiba – Paraná – Foto: Icone Audiovisualn
VAN EYCK, Casal Arnolfini, 1434 óleo sobre tela, 82x59,5 cm; National 
Gallery, Londres.
n
19Arte: Quem tem uma explicação?
Arte
aparências ou do senso comum. Nosso ponto de partida é o seguinte 
questionamento: qual é a reação da maioria das pessoas diante de uma 
obra de arte “moderna”?
No Folhas 03 “Você suporta Arte?” por meio da ambigüidade dessa 
frase, procuramos chamar a atenção para duas facetas do termo supor-
tar: de um lado, se você gosta de Arte, já que é comum em sala de au-
la, a expressão: “não suporto Arte!” e, de outro, se o corpo serve tam-
bém de suporte artístico. 
Com esta indagação estamos propondo algumas reflexões sobre o 
uso de diversos suportes, como a parede, o corpo, a tela ou o supor-
te digital nas Artes Visuais. Passaremos pela Pré-história, Egito, Idade 
Média, entre outros, até a contemporaneidade. Procuraremos discutir a 
importância do suporte no resultado estético da obra de arte.
No Folhas 04 “Esses fazedores de arte: loucos/sonhadores ou cria-
tivos/irreverentes?”, problematizamos o modo como a grande maio-
ria das pessoas vê o artista. Tomamos como objeto de estudo o Movi-
mento Surrealista no qual os artistas não foram muito compreendidos 
pela sociedade, pois expressaram o inconsciente, transformando seus 
sonhos e pensamentos em Arte. Entender os Surrealistas e a sua influ-
ência na Arte do século XX nos fará compreender o ser humano sob 
uma visão mais ampla.
Ao longo do Folhas 05 “A arte é para todos?”, propomos os seguin-
tes questionamentos: O que é arte? O que é Arte Popular? Nosso ob-
jetivo é que você compreenda que a Arte é feita para todos, mas nem 
todos têm acesso à produção artística. Mostramos quais artistas fizeram 
parte da Arte Pop, seus trabalhos, suas técnicas, isso para que você te-
nha diferentes referências em relação às formas de fazer Arte.
A relação entre as Artes Visuais e a Música é abordada no Folhas 06 
“Imagine Som!” Aliás, a antiga união desses dois sentidos, a visão e a au-
dição, intensificou-se no século XX, aliadas aos últimos avanços tecnoló-
gicos. 
O Teatro, a Ópera, o Cinema, as trilhas sonoras, a televisão e de-
mais formas digitais como celulares, vídeo-games, DVD’s, entre outros, 
expressam a integração das imagens e dos sons.
Durante o Folhas 07 “Cores, cores e... mais cores?” abordamos a 
questão da cor e da luz de forma instigante, com muitas provocações 
que o levarão a refletir sobre a presença e o uso das cores no nosso 
dia-a-dia, bem como, artistas que se preocuparam com a relação das 
cores em suas obras. 
No Folhas 08 “Arte: ilusão ou realidade?” colocamos frente a frente o 
que parece ser ilusório e o que parece ser real. Aparentemente não há 
como separar o real do ilusório, no entanto, é possível a arte represen-
tar a realidade a partir da ilusão? Ao discutirmos essa questão veremos 
que as duas coisas, muitas vezes, se confundem. Tanto na arte quanto 
20 Introdução
Ensino Médio
na vida, nossos olhos podem ser enganados. Na arte o que é propos-
to pelo artista pode possibilitar o acesso a outros mundos, fazendo-nos 
pensar: em que momento a ilusão permeia a criação artística? E na vi-
da, a ilusão é algo positivo ou não? 
No Folhas 09 “Teatro para quê?”, você verá que fazer teatro pode ser 
muito prazeroso e divertido, mas será que a sua única função é nos di-
vertir? E o teatro ritual, religioso, crítico, social e político, que funções 
teriam? Numa viagem pela história, vamos conhecer um pouco mais 
sobre o surgimento e as diferentes funções que o Teatro adquiriu ao 
longo de sua existência para, então, sabermos qual é a sua função ou 
suas funções atualmente. Afinal de contas, teatro serve para quê?
Para a compreensão da paisagem sonora cotidiana e dos sons uti-
lizados na música contemporânea, no Folhas 10 “O som nosso de ca-
da dia” abordamos o som e suas características físicas. Trabalharemos 
com o timbre, a intensidade, a altura, a densidade e a duração, que são 
os elementos formais da música. Além disso, as alturas melódicas, as 
durações rítmicas, as variações de timbres, a densidade harmônica e a 
intensidade sonora relacionadas entre si, e tendo como base o tempo, 
criam infinitas possibilidades de fazer Música. 
No Folhas 11 “O jogo no Teatro”, partimos de questões importantes e 
reflexivas que podem surgir na sala de aula, como: Podemos aprender 
jogando? O que jogo e teatro têm em comum? Discutiremos neste capí-
tulo como organizar uma representação teatral a partir dos elementos 
constitutivos do Teatro: a personagem, a ação e o espaço cênico.
Jogar é descobrir, aliás, quando jogamos podemos saber muito mais 
sobre nós mesmos e sobre os outros. Você perceberá o que o jogo e o 
Teatro têm em comum, lendo e desenvolvendo este Folhas.
A partir do uso do viodeokê no Folhas 12 “No peito dos desafina-
dos também bate um coração” estaremos conversando sobre o som e 
suas propriedades e sobre os nossos sentidos que possibilitam sua per-
cepção.
No Folhas 13 “Acertando o Passo” veremos que a música e a dança 
são geralmente associadas uma a outra, mas qual é a relação entre elas? 
Neste capítulo, propomos uma reflexão sobre os elementos formais da 
Dança: o corpo, o espaço e o tempo. O corpo, na Dança, é ao mesmo 
tempo instrumento e meio de expressão artística, e o espaço e o tempo, 
o que seriam? O desafio está lançado: quer acertar o passo e as idéias?
No Folhas 14 “Arte brasileira:

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