A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
336 pág.
arte visual

Pré-visualização | Página 5 de 50

uma ilustre desconhecida”, tentaremos 
explicitar a trajetória da arte brasileira em busca de autonomia e inde-
pendência artística. Nos preâmbulos desse percurso vamos nos depa-
rar com a Semana de Arte Moderna de 1922, uma das mais importan-
tes iniciativas para firmar uma Arte Moderna no Brasil. 
A partir de reflexões sobre a Semana de 1922, queremos saber: 
existe uma Arte Brasileira? Sim, sabemos que existe. Mas ela é conhe-
cida pelos brasileiros?
21Arte: Quem tem uma explicação?
Arte
Já no caso da Arte Paranaense, que também é brasileira, sabemos 
que boa parte dos expoentes não são naturais do estado do Paraná, 
por isso iniciamos o Folhas 15 com o questionamento: “Arte do Para-
ná ou Arte no Paraná?” Independentemente da resposta, o objetivo do 
texto será o de destacar alguns momentos significativos da História das 
Artes Visuais no Paraná desde as suas primeiras manifestações até a 
atualidade. 
No Folhas 16 “Música e músicas” nosso objetivo é fazê-lo(a) refletir 
sobre as diversas maneiras de se fazer música, assim como os instrumen-
tos musicais criados e utilizados nas composições. Problematizamos o 
que é considerado “desagradável” ou agradável para os nossos ouvidos. 
Evidenciamos que, dependendo do lugar e da época, as formas musi-
cais assumem características diferentes e nem por isso são melhores ou 
piores do que as músicas de outros tempos e espaços. 
No Folhas 17 “Uma luz na História da Arte”, trataremos dos aspec-
tos físicos da cor e como acontece o processo da visão humana. Nos-
so objetivo é que você compreenda como se dá a mistura de tinta ou 
de luz e quais resultados visuais são possíveis obter nas composições. 
Você verá que o uso da cor não se deu de forma homogênea em to-
dos os períodos artísticos, por isso optamos por relacionar três perío-
dos em que os artistas utilizaram-na de forma diferente: no Barroco, no 
Fauvismo e no Impressionismo.
No Folhas 18, onde a problematização é: “Afastem as carteiras, o Te-
atro chegou”, abordaremos sobre as dificuldades em se organizar uma 
representação teatral devido ao espaço a ocupar. O teatro tem lugar 
certo para acontecer? Sendo assim, neste capítulo, destacamos um dos 
elementos formais do teatro, o espaço cênico, e propomos uma discus-
são sobre as possibilidades do espaço onde fazemos teatro. Também 
abordamos o que é cenografia e cenário, sem esquecer de relacionar 
as técnicas de encenação com o espaço teatral. 
No Folhas 19, “Quem não dança, dança!”, abordamos a Dança co-
mo linguagem corporal, ressaltando que por meio dela, o ser humano 
pode expressar-se usando diferentes possibilidades e combinações de 
movimentos corporais.
Existem muitas danças, pertencentes a diversos gêneros, por isso, 
neste Folhas, trabalharemos com algumas delas. Você conhecerá co-
mo homens e mulheres de várias épocas e lugares elaboraram mo-
vimentos, usaram determinado espaço físico e ritmos para expressar 
sentimentos, questionamentos, emoções, desejos, tanto para o público 
apreciar como por simples prazer.
O Folhas 20, “Como fazer a cobra subir?”, tratará da música no Orien-
te e no Ocidente, de sua constituição e organização, suas diferenças e 
semelhanças e de sua presença na música que ouvimos atualmente. 
Você perceberá que alguns conteúdos são apresentados em mais 
de um capítulo, mas não se preocupe, porque eles são enfocados e 
22 Introdução
Ensino Médio
Referências 
CHAUI, M. Convite à Filosofia. 6ª ed. SP: Editora Ática, 1995.
CHILVERS, I. Dicionário Oxford de Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
COSTA, C. Questões de Arte: a natureza do belo, da percepção e do prazer estético. São Paulo: Edi-
tora Moderna, 1999.
JANSON, H. W. História Geral da Arte: o Mundo Antigo e a Idade Média. São Paulo: Martins Fon-
tes, 1993.
KOSIK, K. Dialética do Concreto. 2ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
MERLEAU-PONTY, M. A dúvida de Cézanne. in: Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Educação Básica. Diretrizes curricu-
lares de Arte para a Educação Básica. Curitiba: SEED/DEB, 2007.
PORCHER, L. Educação Artística: luxo ou necessidade? 3ª ed. São Paulo: Summus, 1982.
VYGOTSKY, L. S. Psicologia da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
Documentos consultados ONLINE 
www.inmetro.gov.br. Acesso em: 26 de Set.2004
www.opuslibros.org. Acesso em: 26 de Set.2004
z
z
abordados de maneiras diversas. Você terá a escolha, por exemplo, de 
iniciar pelo capítulo nº 07, que aborda o uso das cores no nosso dia-
a-dia e nas obras de arte, ou pelos elementos físicos da cor nos movi-
mentos e períodos, tratados no nº 17. O mesmo ocorre com o capítu-
lo 10 e 12, onde um aborda os elementos formais em relação ao som 
e a música e o outro trata desses elementos numa perspectiva da pai-
sagem sonora, respectivamente.
A organização dos conteúdos apresentados no sumário foi pensada 
de maneira a intercalar as 4 áreas de arte e a articulação entre os conte-
údos, mas você e o seu professor tem a liberdade de escolher o que se-
ja coerente para a sua realidade ou à proposta pedagógica da escola. 
E para você, depois deste panorama geral sobre os capítulos do Li-
vro Didático Público, quais são as expectativas? Quer descobrir se a ar-
te tem explicação? O que pode ser mais feio que um hipopótamo in-
sone? Ou se você suporta arte? Então vamos lá, o livro está em suas 
mãos! 
Nossa expectativa é de que ele realmente se constitua num mate-
rial de apoio para as aulas de Arte. E que você, estudante, faça uso de-
le com o mesmo entusiasmo com que ele foi produzido. 
23Arte: Quem tem uma explicação?
Arte
	 ANOTAÇÕES
24 Composição
Ensino Médio
25Afinal, a arte tem valor?
Arte
2
AFINAL, A ARTE 
TEM VALOR?
m uma aula de Arte, quan-
do discutíamos o valor da 
Arte Moderna, um estu-
dante do Ensino Médio 
afirmou: “Se eu pudesse 
juntaria todas essas obras de Arte e fa-
ria uma grande fogueira, pois para mim 
elas não têm valor algum”. E para você, 
a Arte denominada de “Moderna” tem 
valor? Qual é esse valor?
Tania Regina Rossetto1<
1Colégio Estadual Padre Manuel da Nóbrega - Umuarma - PR
26 Composição
Ensino Médio
Um pouco de Arte
São tantos os acontecimentos que a vida parece passar diante dos 
nossos olhos tão rapidamente que, além de nos deixar atordoados, 
deixa-nos também sem tempo para pensar. Por exemplo, você tem o 
costume de olhar para o céu? Ou acha que isso é perda de tempo? Sa-
be quando é lua cheia, ainda conta estrelas e procura figuras nas nu-
vens? Ou isso é coisa de criança ou de quem não tem o que fazer?
Agora, se você prestar atenção nos programas de TV verá que a 
maioria aborda assuntos relacionados a catástrofes, escândalos políticos, 
rebeliões, mortes, seqüestros, tráfico, pobreza, violência! Fatos do coti-
diano que nos causam medo e nos paralisam.
Enfim, diante desse cenário fica difícil falar de arte. Como falar às 
pessoas que cantem, que dancem ou que se maravilhem com o pôr- 
do-sol? Que se emocionem com o cantar dos pássaros, que vejam a be-
leza das flores e que pensem nos sonhos da infância? 
Pois é, diante dessa realidade conturbada, pode parecer loucura fa-
lar de Arte. Aliás, se vemos a arte como beleza, podemos nos pergun-
tar: qual arte alguém é capaz de produzir diante desse quadro de hor-
rores? Qual beleza é possível representar? Mas, será que os artistas só 
representam coisas belas em suas pinturas?
Observe, por exemplo, O Grito, de Edvard Munch.
z
EDVARD MUNCH. O Grito, 1895. Óleo sobre cartão, 91x73,5 cm. 
Galeria Nacional, Oslo, Noruega. 
<
Você sabia que O Grito foi queimado em sinal de protes-
to? Munch pintou várias versões para a mesma obra. O 
Grito tem nada mais nada menos do que 50 versões.
O Artista: 
Edvard Munch nasceu em 1863 e morreu 
em 1944. “Não devemos

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.