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Aula 5 O Sistema Único de Saúde

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os vários níveis de governo. A regionalização deve
orientar a descentralização das ações e serviços de saúde.
Neste processo são identificadas e constituídas as regiões de
saúde – espaços territoriais nos quais serão desenvolvidas as
ações de atenção à saúde objetivando alcançar maior
resolutividade e qualidade nos resultados, assim como maior
capacidade de cogestão regional.
Resolutividade
É a exigência de que, quando um indivíduo busca o
atendimento ou quando surge um problema de impacto coletivo
sobre a saúde, o serviço correspondente esteja capacitado para
enfrentá-lo e resolvê-lo até o nível de sua complexidade.
Controle Social
É a garantia constitucional de que a população através de suas
entidades representativas participará na formulação das
políticas de saúde e do controle de sua execução, em todos os
níveis de governo.
Complementaridade Os serviços privados podem atuar de forma complementar por
do setor privado contrato ou convênio, desde que as disponibilidades de serviços
ofertados pelo SUS sejam insuficientes para o atendimento à
população, mas as entidades filantrópicas e as sem-fins
lucrativos têm preferência para participar do SUS.
Mas como funcionaria o SUS?
Lei Orgânica de Saúde 
(Lei 8.080/1990
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm> )
No ano de 1990 foi criada a Lei Orgânica de Saúde (Lei nº 8.080/1990) que dispõe sobre as
condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o
funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências.
Lei Complementar da Saúde 
(Lei 8.142/1990
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8142.htm> )
No ano de 1990 foi criada a Lei Complementar da Saúde (Lei nº 8.142/1990) que dispõe
sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as
transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras
providências.
Veja mais sobre as leis:
Lei 8.080/1990
Vários conceitos foram tratados na Lei nº 8080/1990 como o de vigilância sanitária,
epidemiológica, saúde do trabalhador.
A direção do SUS é única de acordo com o inciso I do artigo 198 da Constituição
Federal.
Descreve ainda a competência de cada esfera do governo, e ao município cabe as ações
de execução de serviços como o de vigilância epidemiológica; de vigilância sanitária; de
alimentação e nutrição; de saneamento básico; e de saúde do trabalhador.
Lei 8.142/90
A Lei 8.142/1990 discute sobre as Conferências de Saúde que deverão se reunir a cada
quatro anos com a representação dos vários segmentos sociais; já o conselho de saúde
tem caráter permanente e deliberativo, sendo composto por representação de 50% dos
usuários, representação sendo paritária em relação ao conjunto dos demais segmentos
e os outros 50% sendo divididos entre os representantes do governo, prestadores de
serviço (25%) e profissionais de saúde (25%).Terão representação no Conselho
Nacional de Saúde os Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o
Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems).
Para dar continuidade às mudanças ocorridas no setor de saúde foram necessárias a
publicação das Normas Operacionais Básicas e Normas Operacionais da Atenção à Saúde.
De acordo com RICARDO F. SCOTTI, Assessor do Ministério da Saúde, as Normas
Operacionais Básicas são Instrumentos jurídicos-institucional editados periodicamente pelo
Ministério da Saúde, após amplo processo de discussão com os demais gestores e outros
segmentos da sociedade, negociado e pactuado na Tripartite e aprovado no Conselho
Nacional de Saúde, para:
Aprofundar e reorientar a implementação do SUS;
Definir novos objetivos estratégicos, prioridades, diretrizes e movimentos tático-
operacional;
Regular as relações entre seus gestores;
Normatizar o SUS.
Com a instituição do SUS surgiu nas discussões as seguintes palavras:
GERÊNCIA
GESTÃO
Comentário
Para você, qual o significado destas palavras de acordo com o SUS?
É importante saber que são gestores do SUS os secretários municipais e estaduais de saúde e
o ministro da Saúde representando respectivamente os governos municipal, estadual e federal.
Leia sobre Normas Operacionais Básicas:
NOB/91
A NOB/91 discute sobre a equiparação dos prestadores públicos e privados e ainda aponta uma
gestão do SUS a nível federal muito centralizada.
NOB/93
A NOB/93 discute a habilitação dos municípios nos modelos de gestão incipiente, parcial e
semiplena, desencadeando o processo de municipalização; cria a transferência de recursos
financeiros que ficou conhecido como fundo a fundo, sendo necessário que seja aberta uma
conta para que o dinheiro seja repassado diretamente, é criado também as Comissões
Intergestores Bipartites (de âmbito estadual) e Tripartite (nacional).
NOB/96
A NOB/96 discute sobre:
A responsabilidade pela gestão e execução direta da atenção básica de saúde aos municípios
(descentralização), a responsabilidade sanitária de cada gestor, o estabelecimento de vínculo
entre a população e o SUS, a instituição da gestão da atenção básica e a gestão plena do
sistema municipal, o aumento da transferência regular e automática (fundo a fundo) dos
recursos federais a estados e municípios – PAB (Piso Ambulatorial Básico), a reorganização do
modelo de atenção à saúde com a ampliação de cobertura do PSF (Programa Saúde da Família)
e do PACS (Programa Agente Comunitário de Saúde).
Noas/2001
A NOAS/2001 instituiu o Plano Diretor de Regionalização e o Plano Diretor de Investimentos.
Plano Diretor de Regionalização (PDR): O Plano Diretor de Regionalização (PDR) é considerado
um dos instrumentos de planejamento e coordenação do processo de regionalização, o PDR
deverá expressar o desenho final do processo de identificação e reconhecimento das regiões de
saúde, em suas diferentes formas, em cada estado e no Distrito Federal.
Plano Diretor de Investimentos (PDI): O Plano Diretor de Investimentos (PDI) é considerado
também um instrumento de planejamento do processo de regionalização, o PDI deverá
expressar os recursos de investimentos para atender às necessidades pactuadas no processo
de planejamento estadual e regional. Os planos de investimentos deverão ser discutidos e
aprovados na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) dos estados.
1 2
A NOAS/2001 tem o objetivo de colocar em prática os princípios da Integralidade, Regionalização e
Hierarquização.
Releia os conceitos descritos no início desta aula sobre integralidade, regionalização e
hierarquização. São conceitos importantes e estarão presentes em vários momentos das discussões
desta aula e das próximas.
1
Propôs uma política para ações de Média e Alta Complexidade.
2
Cria mecanismo de referência e contra-referência.
3
Propõe a criação de módulos assistencial e município-satélite (agrupamento de municípios).
4
Amplia as ações da Atenção Básica.
A ampliação das responsabilidades dos municípios da Atenção Básica.
Estabelece o processo de regionalização como estratégia de hierarquização dos serviços de
saúde e de busca de maior equidade.
Procede à atualização dos critérios de habilitação de estados e municípios.
O Plano Diretor de Regionalização – PDR visa garantir o acesso dos cidadãos, o mais próximo
possível de sua residência, a um conjunto de ações e serviços de saúde, como por exemplo:
Assistência pré-natal, parto e puerpério.
Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil.
Cobertura universal do esquema preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações, para
todas as faixas etárias.
Acompanhamento de pessoas com doenças crônicas de alta prevalência e outros serviços.
Comentário
Desde a criação do SUS muitas legislações foram publicadas em busca de maior compreensão
dos objetivos e atribuições de cada esfera de governo e de soluções para os principais

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