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Livro: A ORIGEM DAS ESPÉCIES Capítulo VIII: INSTINTO

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Livro: A ORIGEM DAS ESPÉCIES
capítulo VIII: INSTINTO
Autor: CHARLES DARWIN
Disciplina: genética de populações
Professor(a): núbia Cristina Freitas
Acadêmico(a): renati wilchen Ludwig
UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES- CAMPUS SANTO ÂNGELO 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
Instinto e hábitos são comparáveis mas diferentes em sua origem 
Nos humanos, uma ação para ser praticada exige uma certa experiência, ao contrário dos animais, principalmente quando esses não passam de filhotes inexperientes, sendo que, quando esta é praticada por muitos indivíduos de maneira idêntica, sem saber a finalidade, pode-se dizer que é uma ação instintiva;
Não sendo universal nenhuma das características dos instintos, muitas vezes entra o senso ou a razão nessas ações;
Muitas ações são inconscientes e tantas vezes em sentido diametralmente oposto ao da nossa vontade consciente, entretanto, tais ações podem ser modificadas pela vontade e pela razão.
Instinto e hábitos são comparáveis mas diferentes em sua origem 
Os hábitos podem estar associados a outros hábitos e uma vez que adquiridos, podem-se tornar constantes pela vida afora;
Algumas ações habituais sendo hereditárias, no início foram um hábito e que acaba se tornando um instinto (distinção entre os dois fica difícil);
A maioria dos instintos não são adquiridos pelos hábitos. 
Exemplo: Caso da lagarta tecendo seu casulo no 3º estágio e outra no 6º estágio;
Exemplo: Pessoa cantarolando uma canção e ser interrompida.
	Se Mozart, em vez de tocar piano desde os três anos, tivesse tocado uma música algum dia sem jamais ter praticado no instrumento, poderia se dizer que era instintivo.
Graduação dos instintos
Segundo Darwin, os instintos mudam, por pouco que seja, assim, pode-se admitir também que a Seleção Natural preserva e acumula continuamente as variações de instinto, na medida de sua utilidade para a espécie;
Comparados às estruturas corporais que aparecem ou regridem;
Porém, os efeitos do hábito são de importância secundária em relação aos efeitos da Seleção Natural;
Casos de diversidade de instintos na mesma espécie. 
Pulgões e formigas
O instinto pertencente a determinada espécie é bom para ela, não podendo ter sido produzido jamais para o exclusivo bem-estar de outras:
Exemplo: pulgões que cedem voluntariamente sua secreção adocicada para as formigas. 
Darwin tentou fazê-los liberar a secreção, porém, não corresponderam;
Após juntá-los novamente, até os mais jovens liberaram a secreção após sentirem os afagos das antenas das formigas : AÇÃO INSTINTIVA;
Secreção viscosa: convém se livrarem dela, não sendo proveitoso somente para a formiga.
Darwin assegura que os instintos variam, como por exemplo:
Instinto migratório: varia no que se refere tanto à extensão como à direção;
Ninhos das aves: variação depende das situações enfrentadas, assim como da natureza e da temperatura do local;
O medo de um determinado inimigo é, com certeza, uma qualidade instintiva, que pode ser verificada até mesmo em aves recém-nascidas. Exemplo:
Em ilhas despovoadas, não se observa maior receio em relação ao homem, ao contrário de aves observadas na Inglaterra, que são extremamente desconfiadas. 
Heranças modificadas por hábitos ou instintos em animais domésticos; instintos variáveis; instintos domésticos: sua origem
Darwin, ao analisar alguns animais domésticos conseguiu verificar a probabilidade de que as variações dos instintos seriam hereditárias. Exemplo: cães de caça jovens já tem o instinto de caça, sem que ninguém ensine. 
O instinto dos animais domésticos são menos estáveis ou sujeitos à variação que os instintos naturais, pois foram afetados por uma seleção bem menos rigorosa.
Os instintos naturais são perdidos quando o animal está em estado doméstico. 
 Exemplo: cães, gatos e galinhas convivendo no mesmo pátio. 
Portanto, segundo Darwin, os instintos domésticos foram adquiridos e os naturais foram perdidos, em parte por causa do hábito, e em parte por causa do homem estar selecionando e acumulando alguns hábitos e reações peculiares.
Instintos naturais
	Os instintos naturais se modificaram através da Seleção Natural. Exemplos:
O instinto que leva o cuco a depositar seus ovos nos ninhos de outra ave:
Fêmea bota ovos a cada dois ou três dias;
Filhote de cuco expulsa seus ‘’irmãos’’ do ninho, fazendo-os morrer de fome e frio;
Se o cuco que coloca seus ovos em ninho alheios tivesse descendido de um ancestral de cuco americano, Darwin supõe que algum dia, eventualmente ele pôs seu ovo em outro ninho, e o filhote criado dessa maneira tenderia, por hereditariedade, a adotar o hábito eventual e anômalo da mãe, depositando seus ovos em ninhos alheios, para garantir uma melhor criação dos filhotes. 
‘’A Seleção Natural transforma em hábito permanente um hábito que até então era ocasional, desde que seja útil para a espécie, desde que a espécie que teve seu ninho tomado, não venha, em função disso, se extinguir. ‘’
Cuco americano: adaptou-se a essa circunstância, construindo seu ninho e chocando os ovos, que se abrem sucessivamente, havendo ovos e filhotes chocados simultaneamente no mesmo ninho. 
Instintos naturais
O instinto escravizador de algumas formigas;
Formica rufescens: não constrói seu próprio formigueiro, não determina suas próprias migrações, não recolhe alimento para si, tampouco para seus filhos, nem sequer sabe alimentar-se por si mesma, dependendo totalmente de suas numerosas escravas.
Formica sanguínea: possui bem menos escravas, e determinam o local e a época da construção de um novo formigueiro, e quando migram, transportam as escravas em sua mandíbula. Nesse caso, as escravas tem por função somente cuidar do formigueiro e das larvas (‘’domésticas’’).
Instintos naturais 
A habilidade que a abelha possui de construir favos:
Mamangaba (abelhas sociais): utilizam casulos abandonados para armazenar o mel ou então construindo alguns favos de cera isolados, de formato irregular e arredondado;
Melipona domestica: intermediária entre a Mamangaba e a Abelha Europeia. Essa espécie mexicana constrói um favo de cera quase regular.
Abelha europeia: constrói favos bem trabalhados.
	Essas modificações de instintos podem ser adquiridos através da Seleção Natural, pois, segundo Darwin, foi dessa forma que a Abelha europeia chegou à sua inimitável capacidade arquitetônica. 
Objeções à teoria da seleção natural dos instintos: insetos neutros ou estéreis 
	‘’ As variações de conformação e de instinto devem ter sido conjuntas e minuciosamente adequadas umas às outras, afinal toda modificação em um, sem em um correspondente mudança imediata no outro, seria fatal.’’
	Darwin afirma que vários instintos são difíceis de serem explicados e que poderiam servir de exemplo de oposição à Teoria da Seleção Natural: 
Casos daqueles cuja origem não se tem condições de descobrir;
Daqueles cujas gradações intermediárias não são conhecidas;
Daqueles cuja importância é tão pequena, aparentemente, que fica difícil acreditar que tenham sido desenvolvidas pela Seleção Natural;
Daqueles que, mesmo pertencendo a animais situados em degraus muito afastados na escala da natureza, são totalmente idênticos, o que levaria a supor que é impossível a existência de um ancestral comum, ou de que tenham sido adquiridos por meio de atos independentes da Seleção Natural.
Objeções à teoria da seleção natural dos instintos: insetos neutros ou estéreis 
	Dentre todas aquelas, Darwin se deteu em apenas uma: 
Indivíduos neutros ou fêmeas estéreis das comunidades de alguns insetos:
Estes indivíduos são muito diferentes quanto aos instintos e compleição física;
Sabe-se que esses animais vivem em comunidades, e que é útil que uma certa quantidade de seus indivíduos apresentem características de operosidade e esterilidade, portanto, a ocasionalidade de indivíduos neutros ou estéreis;
	‘’Perante

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