PSICOLOGIA DA SAUDE 2
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PSICOLOGIA DA SAUDE 2

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PSICOLOGIA DA SAUDE 2
As mudanças no campo medico promoveram as formação de várias áreas de ensino, verificação e prática: Psicologia Médica, Psicossomática, Psicanalise, Medicina Comportamental, Interconsulta etc, que se estruturaram a partir da virada do séc. 19 pro 20, com aproximações metodológicas próxima ou distintas mas voltadas para áreas contiguas. O atual interesse pela humanização pode ser incluído nessa trajetória que tenta incorporar os aspetos psicossociais ao modelo biomédico. As medidas que vem sendo implantadas pelo Ministério de Saúde visa estabelecer uma política de educação permanente em saúde.
Na EPM o curso de Psicologia Medica passa a integrar a matriz curricular em 1956. Atualmente se faz presente do 1 ao 5 ano. Existe hoje uma atuação integrada de professores das diferentes especialidades nas discussões conjuntas com os alunos. A intervenção é estruturada a partir da observação do campo que se configura na integração entre equipe de saúde e o grupo sob atenção. O atendimento especifico está sendo considerado em função de perspectivas mais ampla mesmo em casos que aparentemente apenas a msm é requisitada.
Há sensibilização e educação permanente dos profissionais, estudantes e familiares para os fenômenos da vida mental, emocional e da dimensão social; Foi implantado o Serviço de Atenção Psicossocial Integrada em Saúde (SAPIS-HSP) com os programas centralizados, com medidas gerais para a instituição como um todo. Através do ProBEPI tem como objetos melhorar a sensação de bem estar do paciente internado; favorecer organização/reorg no plano intra/extra-hosp de rede de apoio social ao mesmo; oferecer estímulos e possiblidade de opções para atividades; implementar e estimular atividades de visita; distribuir material desenvolvidos abordando tópicos de interesse dele. Através do CAPaF visa constituir espaço de acolhimento, informação e orientação aos paciente família pela implantação de um Centro de Informação em Saúde; disponibilizar material para informação sobre saúde, doença e tratamentos visando discutir com estes as necessidades, medos e inseguranças em relação ao tratamento; organizar grupos de temas específicos; e realizar palestras abertas à comunidade sobre os recursos de tratamento da rede pública; Através do ProDAPS busca estreitar contato do profissional de saúde mental com os profissionais de suade atuantes; desenvolver atividades psicoeducativa com relação a relação profissional-paciente-família; desenvolver palestras e grupos de discussão de atendimentos (grupos Balint); treinamento de técnicas de fácil aplicação na capacitação do profissional em aliviar as tensões decorrentes das suas atividades; Através do ProCRAI estabelecer parceria entre Recursos Humanos no desenvolvimento e capacitação dos profissionais; desenvolvimento de manuais que orientem procedimentos em situações especificas (ex paciente que tenta fugir do hospital).
Já os programas descentralizados, são de acordo com as demandas especificas para setores, visam assessorar e integrar os programas já existentes; desenvolver programas específicos que atendam as demandas peculiares de cada serviço; implementar e universalizar os programas atendendo prioridade de oferta e demanda visando universalizar a atenção psicossocial;
*Instrumentos para orientar a observação e as entrevistas: 1. Comunicação efetiva, entendendo os problemas e preocupações do paciente; 2. Escuta e percepção da visão do paciente para corrigir concepções distorcidas; 3. Comunicação Verbal e Não-Verbal; 4. Disponibilizar as Informações para o paciente; 5. Informar sobre os procedimentos; 6. Informação de más notícias; 7. Decisões sobre o tratamento, estas devem ser informadas e consentidas; 8. Dilemas Éticos; 9. Educação Permanente;
*Preparo para Entrevista: 1. Encontro com o outro; 2. Observação; 3. Comunicação, a linguagem verbal pode re-velar ou seja encobrir mais que mostrar, ela tem um conteúdo e um corpo, a paralinguagem se refere à qualidade de voz que acompanha a fala (altura, tom e ritmo) este sim revela muito sobre a situação; 4. Características do Vínculo: Paternalista, onde o profissional domina a agenda; Mutualista onde há balanceamento do poder; e Consumista onde a agenda é ditada pelo paciente;
As perguntas serão criadas de acordo com o foco da entrevista, se for investigar uma doença deve-se buscar pelas relações entre os sintomas. E o foco estiver na pessoa então deve-se pensar em como captar as características da personalidade e vivencias significativas; o ideal é se mover do mais amplo pro mais especifico; Evitar perguntas fechadas; é importante perguntar da vida pessoal para saber como o paciente lidará com a doença e tratamento;
A ansiedade fica diminuída quando informação apropriada é fornecida, é importante que a pessoa saiba quem você é e ao que se propõe; Não entrar em assuntos sem antes um aquecimento da relação;
Roteiro 1: entrevista com paciente; verificar os aspetos biopsicossociais que influenciaram sua constituição e adoecer; identificação, anamnese, Como o adoecimento influenciou na (família, trabalho, grupo social), como está a relação com os profissionais de saúde, ambiente hospitalar... história de vida, da profissão, social etc;
Roteiro 2: entrevista com profissional de saúde; verificar o tipo de concepção que eles tem da pratica profissional e seu modelo e quais capacidades ele considera importantes; identificação pessoal e profissional; concepção da atividade profissional, como considera a relação com o paciente, se dá atenção às reações emocionais frente ao adoecimento, se considera importante conhecer o paciente, história... Como mantem o paciente informado, se considera importante o mesmo participar das decisões de tratamento; quais condições importantes no vínculo com o paciente? Como vivencia a questão da fragmentação dos cuidados, como mantem contato com os outros profissionais e como maneja a alta; quais os cuidados necessários para comunicação de más notícias; como procede e reage frente a situações nas quais só são possíveis cuidados paliativos; como lida com a morte, com paciente moribundo e familiares, se ocorreu algum preparo para lidar com esta situação, e como deveria ser o preparo; quais os dilemas éticos mais comuns, como se prepara para lidar com estes; quais as capacidades, as condições, a equipe, a educação continuada;

Sem modelo que orientasse sua pratica o psicólogo repetiu sua atuação de consultório, porem a interação verbal é insuficiente ao trabalho no contexto da saúde. A medicina preza pela cientificidade e se mantem a postura clinica o psicólogo se apoia apenas em teorias e não em dados empíricos para definir sua atuação. O método de um analista do cpt é o mais adequado ao hospital: 1 definir um problema (demanda clínica), 2 propor uma maneira de avaliar o problema (entrevista, obs. Direta, escalas padronizadas), 3 desenvolver e descrever formas utilizadas para solucionar o problema (tipos de atendimento, técnicas utilizadas, motivos de encerramento, tipos de encaminhamento), 4 intervir 5 avaliar a intervenção (avaliar a melhora do paciente pelo psicólogo, reconhecimento da melhora do paciente); é preciso definir um diagnóstico comportamental, delinear metodologicamente a intervenção pra definir quais mudanças são resultado da ação terapêutica.
Ele deve adquirir habilidades para lidar com as contingencias aversivas do hospital, consumir muita literatura cientifica. O uso do roteiro sistematizado proporciona coleta de dados iniciais e analise da intervenção. Através dela se analisa as contingencias presentes na vida pessoal do paciente antes e depois do adoecimento. O registro de interconsulta.
A psicologia hospitalar surge na década de 80 como especialidade, 1. Atua em instituições de saúde de nível secundário ou terciário, 2. Atua em instituições de ensino superior ou centros de estudo e de pesquisa voltado para o aperfeiçoamento do profissional ligado a sua área de atuação, 3. Atende pacientes, familiares, comunidade, equipes, e instituição visando o